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Especialista em propriedade intelectual explica sobre a importância de preservar a marca nos meios digitais

O registro de hashtag é um dos recursos utilizados para quem pretende diferenciar seu negócio

Um estudo recente do portal Mobile Time/Opinion Box em parceria com o aplicativo Recarga Pay, revelou que o hábito de efetuar compras pelo celular cresce numa velocidade grande. 93% dos entrevistados disseram que já fizeram compras via app ou site de alguma marca pelo menos uma vez na vida. Mas esse número muda pouco quando reduzido o intervalo de tempo de compra, pelo menos a cada 30 dias, 80% efetuou alguma compra. E mais, 82% disseram que atualmente eles fazem mais compras na internet do que há seis meses. Essa pesquisa revela um ponto importante não só para o consumidor mas, principalmente para as marcas, é preciso ter presença no digital e saber usar os recursos que ele oferece a favor do negócio.

Como o crescimento exponencial dos meios digitais, novos negócios nascem na internet todos os dias e quanto mais formas de se diferenciar e proteger a sua marca, melhor. E o registro de uma hashtag é um dos caminhos para blindar o seu negócio, e aqui entra o registro de marca.

A Dra. Vanessa Albuquerque, Sócia-Diretora da Cone Sul Registro de Marcas e Patentes explica melhor sobre esse processo. “A hashtag nada mais é do que a junção entre o elemento figurativo com o nome, e desde que o nome não seja de uso comum é possível solicitar o requerimento e nesse caso, ele passa por todo o trâmite de registro de marca. O único ponto de atenção e que exige uma boa pesquisa é o nome de uso comum, se for um nome diferenciador você pode pedir o registro, criando assim mais elementos que resguardam a sua marca”.

O uso de hashtags é um artifício comum nas redes sociais, mas ao contrário do que parece, o recurso não é algo novo, essa ferramenta é usada por programadores desde os anos 60. Mas ela ficou popular entre os usuários da internet com o surgimento do Twitter em 2009, mas hoje está presente em todas as redes sociais disponíveis. Basicamente, a hashtag serve para identificar ou agrupar conteúdos de interesse de uma pessoa, evento ou marca. E são nesses dois últimos casos (evento e marca) é que deve-se ter atenção às escolhas do conteúdo.

Segundo dados do último boletim mensal do INPI, órgão responsável pelo registro de marcas no Brasil, entre os 204.621 depósitos de marcas efetuados por residentes, no período acumulado janeiro-julho de 2022, destacaram-se as seguintes categorias: MEI, microempresa e EPP com 103.656 pedidos ou 51% do total; pessoas físicas (56.394 ou 28%) e empresas de médio e grande porte (39.941 ou 20%).

O número de pedidos para proteção de marcas composta pelo símbolo hashtag vem crescendo consideravelmente mundo afora. Até 2011, o número de pedidos de marca com essa característica era insignificante, ao passo que em 2015 foram requeridos aproximadamente 1.400 pedidos no mundo.

Os EUA são o país que aparece como líder de pedidos de registro de marca formadas por hashtag, correspondendo a um terço do montante de depósitos anuais no mundo.

Sobre a Cone Sul Marcas e Patentes

Mais de 25 anos de experiência e sendo uma das mais tradicionais empresas do segmento e a solução completa para aqueles que buscam proteger grandes ideias. Com mais de 10 mil marcas registradas, com o diferencial de assessoria personalizada, a Cone Sul garante o cuidado com cada detalhe, risco e oportunidade, quando analisam uma marca.

https://www.conesul.com.br

Dra. Vanessa Albuquerque

Conciliadora nomeada do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Pós-Graduada em Direito e Processo do Trabalho. Associada ao IBDFAM (Instituto Brasileiro de Direito da Família). Gestão de Atendimento ao cliente. Sócia e Diretora de Novos Negócios da Cone Sul. Avaliação de Procedimentos internos e administrativos e jurídicos perante o INPI (Instituto Nacional da Propriedade Industrial). Gestora de Marcas e agente de Propriedade Industrial.


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