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A hecatombe nas profissões

Estamos vivenciando diversos fatores que hão de obstaculizar o desenvolvimento e progresso pessoal dos profissionais

“O profissional brasileiro que não se capacitar e se qualificar para utilizar o GPT-3 poderá perder tempo, investimento, e oportunidade, pois o Mundo está em velocidade exponencial”. (Elenito Elias da Costa e LEVY DA COSTA)

Introdução

Estamos vivenciando diversos fatores que hão de obstaculizar o desenvolvimento e progresso pessoal dos profissionais, mesmo considerando a Pandemia, a CRISE Econômica, Desemprego, fragilidade na qualidade da Educação, Saúde, e Infraestrutura, inclusive com as inovações tecnológicas derivadas da inteligência artificial idealizada pela Open AI com sua GPT-3, que afeta o futuro das profissões, consideravelmente..

A GPT-3, Generative Pre - Training Transformer, criado por Elon Musk e San Altmam, pela empresa Open AI, é um recurso que utiliza o algoritmo, com a Lógica Fuzzy, Machine Learning, Deep Learning, Data Ming, e Rede Neural, tendo alto poder de processamento de dados equivalente a 175 bilhões de parâmetros e que elabora diversas atividades com a sapiência de dados inquestionáveis.

Como o título do referido artigo sugere, o GPT – 3, representa realmente uma hecatombe nuclear aplicada em todas as profissões, e aquele que negligenciar o seu entendimento poderá engrossar as estatísticas negativas dos excluídos.

PROFISSIONAL

Quando DEUS disse a Lázaro, “Levanta-te e anda”, quando disse para Adão “viverás e comerás com o suor do teu rosto”, e disse que “somos a sua imagem e semelhança divina”, naquela época já tinha perfeito entendimento do impacto do GPT-3 na sobrevivência, sustentabilidade e continuidade do mercado de labor de todas as profissões, pois sabemos que ele (DEUS), escreve certos por linhas tortas.

Bebendo um pouco de Charles Darwin, quando afirmava que as espécies são criadas e extintas a partir do PRINCÍPIO DA TENTATIVA E DO ERRO, acreditamos que por diversos anos se buscou a criação de uma inteligência artificial que somasse com o profissional para ajudar nas diversas atividades laborais, mas não se imaginava que a “criatura tivesse o poder de se sobrepor ao seu criador”, e no mundo competitivo, nos ensinar Darwin que não é o mais forte ou o maior animal que sobrevive, mas aquele que mais rápido se adapta as condições existentes.

O PROFISSIONAL deve fazer uma reflexão sobre essas variáveis que nos assolam e após elaborar um planejamento e a análise SWOT, identificando seus pontos fortes e fracos, DEVERÁ implementar as melhorias em suas AÇÕES E ATITUDES racionais e coerentes, para proceder à mudança de seu status quo e focar num futuro promissor.

O mais gritante são a existência dos parcos recursos disponíveis, inclusive considerando o hiato temporal e seu pensamento linear, já que as inovações tecnológicas oriundas da inteligência artificial pensa exponencialmente, nos fazendo crer que esse desejo de alcançar essa compatibilidade fica cada dia mais equidistante.

Me indigna ver profissionais formados e em plena formação que ainda não perceberam o mundo novo que começa a se apresentar com peculiaridades seletivas diante do cenário que vivenciamos, demonstrando com clarividência o novo perfil desejado de profissionais para atender ao mercado de trabalho.

É fato incontestável que muitos ficarão de fora desse novo mercado seletivo e poderão se desmotivar, por diversas e inúmeras razões, mas essa evidência representa um fato verossímil, onde muitos serão excluídos desse sistema, por não ter o conhecimento básico de que trata o novo mercado de trabalho.

A nova reforma na educação de qualidade precisa ser aprovada e inserida no seio da sociedade, inclusive com o conhecimento de idiomas, tais como o Inglês e o Mandarim, conjuntamente com a necessidade de fortes conhecimentos da inteligência artificial metodologicamente inserida em todas as disciplinas e na sua totalidade.

Lamentamos informar que a atual EDUCAÇÃO e CULTURA aplicada nas escolas, precisam de transformação qualitativa para produzir um profissional globalizado, inclusive no mesmo raciocínio similar e análogo estão os professores e gestores educacionais, em sentido latto.

A sociedade brasileira deve entender que o ápice da DESIGUALDADE não está na posse do quantumm de Capital ou de bens materiais, ou mesmo na sua posição social e profissional, mas sim no CONHECIMENTO das inovações tecnológicas, que poderá macular sua condição social, caso não se tome as ações e atitudes corretivas para essa adaptação.

Nessa linha de raciocínio podemos facilmente identificar que a base da pirâmide tende a se quantificar, podendo resultar em insegurança e elevação dos agravos sociais, exigindo dos governantes maiores investimentos para conter a onda de violência que provavelmente explodirá, por razões óbvias.

SOCIEDADE

A falta de leitura é fato que nos inibem acompanhar a evolução do mundo globalizado principalmente junto ás inovações tecnológicas motivadas pela inteligência artificial, provavelmente poderá punir grande contingente populacional inserida em determinadas sociedade e Nações que inobservarem os acontecimentos e não procederam as melhorias que o sistema requer, e sabemos onde isso nos levará.

O escritor Cathy O’Neil, em seu livro “Algoritmos da Destruição em Massa”, acredita assim como grande parte dos plugados que a inteligência artificial poderá mudar o mundo em toda sua essência, podendo mudar hábitos e costumes sociais acreditamos que essa seja uma verdade indiscutível. Ressalta ainda que os algoritmos criam uma espiral discriminatória, onde os modelos amparam os privilégios e punem os oprimidos, criando um coquetel toxico da democracia, gerando maior desigualdades sociais, onde possivelmente viveremos na era dos algoritmos.

A grande incógnita é identificar quais dessas sociedades estão aptas a entender e conviver com tais diferenças, e tal fato poderá mudar drasticamente a pirâmide social, simplificando em dois grandes grupos os incluídos e os excluídos.

A sociedade do futuro deve conviver com as inovações tecnológicas de uma inteligência artificial muito mais desenvolvida e esse fato deve influenciar a população em buscar se adequar á essas novas tecnologias.

CONCLUSÃO

É plausível o entendimento do impacto da inteligência artificial através da GPT – 3, pelo fato de ainda ser pouco conhecida pelos profissionais brasileiros, e acreditamos que essa letargia, trará um preço bastante salgado.

O profissional brasileiro deve rever seus conceitos e refletir sobre essas exigências do mundo globalizado, desde a sua própria capacitação e a evolução diante da inteligência artificial.

Acreditamos que quando Alan Turing, mentor intelectual da inteligência artificial e quando Alvin Toffler escreveu em seu livro O CHOQUE DO FUTURO, ambos identificaram o grande momento que profissionais e sociedade deveriam se adaptar as novas tecnologias.

Hoje, a China demonstra a todo o mundo sua Economia crescente e seus avanços em tecnologia, tudo graças a um forte investimento em educação de qualidade, pois sem isso nada seria possível.

O Brasil precisa aprender o mais rápido possível e buscar Capital para investir também em uma Educação de Qualidade para que os avanços possam ser sustentados, possibilitando os avanços na contenção dos agravos sociais.

Acreditamos ainda que a sociedade brasileira ainda está muito dependente de POLÍITICA e tais avanços somente poderão ser sentidos no momento em que possamos focar em um progresso sustentável embasado num avanço educacional.

Quando a inteligência artificial através da nanotecnologia, robotização ou automação adentrar junto aos Poderes Constituídos, talvez o conceito de representação aconteça de modalidade dictiva, mas enquanto ainda depender de políticos afetados pela redução de valores e princípios, devemos trilhar um calvário demoníaco.

As melhorias hão de acontecer, mas para isso se faz necessário diversas mudanças e sólidos investimentos, até lá ainda estaremos num flagelo deplorável.

AUTORES: Elenito Elias da Costa e LEVY DA COSTA.

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