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Marina Vaz diz que o excesso de supervisão pode reduzir iniciativa e pertencimento; para a executiva, equipes precisam de objetivos claros, liberdade para executar e responsabilidade pelas entregas.
Empresas em crescimento podem responder a contratações malsucedidas e à rotatividade com mais aprovações, reuniões e mecanismos de acompanhamento. Esse caminho, porém, pode aumentar a burocracia e reduzir a autonomia das equipes, avalia Marina Vaz, CEO e fundadora da Scooto.
Na visão da executiva, a fiscalização excessiva alimenta um ciclo de desconfiança: gestores ampliam o controle, profissionais perdem espaço para decidir e a redução da iniciativa acaba interpretada como falta de comprometimento. A reação pode ser ainda mais supervisão, sem necessariamente resolver as causas dos problemas de desempenho.
A discussão também aparece em uma reportagem do Mundo RH sobre os efeitos do excesso de controle na produtividade e na confiança. O conteúdo destaca que a gestão precisa combinar direção e acompanhamento com autonomia para que os profissionais tomem iniciativas.
Para Vaz, o desafio se intensifica conforme a empresa cresce. Fundadores e gestores deixam de acompanhar de perto todas as atividades e precisam estabelecer formas de trabalho baseadas em clareza sobre objetivos e responsabilidades.
A executiva defende que processos seletivos considerem não apenas as competências técnicas, mas também a maneira como os candidatos trabalham, tomam decisões e se relacionam. Depois da contratação, afirma, é importante alinhar expectativas e permitir que os profissionais decidam como executar suas tarefas.
Isso não significa eliminar a gestão ou deixar de cobrar resultados. A proposta é deslocar parte do acompanhamento do passo a passo para a clareza das entregas esperadas. Uma reportagem do Tec Login sobre o papel dos OKRs em equipes com mais autonomia aborda justamente esse equilíbrio: objetivos compreensíveis ajudam a orientar o trabalho, enquanto o monitoramento de cada atividade pode transformar ferramentas de gestão em instrumentos de controle operacional.
Vaz associa o engajamento a três fatores: valor, autonomia e propósito. Segundo ela, o controle excessivo pode enfraquecer a autonomia e, com isso, afetar também a percepção de valor e propósito no trabalho. A executiva afirma que remuneração e benefícios, embora relevantes, não compensam indefinidamente a falta de espaço para decidir e contribuir.
A CEO da Scooto também atribui responsabilidades aos profissionais. Para ela, esperar que a empresa defina cada etapa e entregue todas as soluções prontas pode limitar a iniciativa, a experimentação e a contribuição individual. A autonomia, portanto, depende de objetivos claros e de disposição para assumir responsabilidade pelas entregas.
A reportagem do Mundo RH sobre novos modelos de liderança também aborda a importância de esclarecer os limites de decisão das equipes, ouvir profissionais e reduzir controles desnecessários.
Na avaliação de Vaz, a confiança não elimina a cobrança. Ela integra a forma de gestão: líderes definem prioridades, acompanham resultados e oferecem orientação, enquanto os profissionais ganham espaço para decidir como realizar o trabalho. O equilíbrio entre esses elementos, afirma, pode ajudar empresas a crescer sem tornar os próprios processos um obstáculo à colaboração e à responsabilidade.
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| Atualizado em: 26/10/2026 15:10 | ||