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IPCA-15 veio bem abaixo das expectativas

O IPCA-15 recuou 0,40% em agosto, acumulando alta de 3,09% no ano e 4,24% em 12 meses, segundo o IBGE

Para economista, esperado era de 0,25% a 0,30% negativo

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), prévia oficial da inflação, calculado pelo IBGE, foi de -0,40%, ficando 0,46 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa registrada em julho (0,06%). O índice, divulgado nesta quarta-feira, mede a variação de preços de produtos e serviços do dia 16 do mês anterior até o dia 15 do mês de referência, ajudando a antecipar o resultado do final do mês. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,09% e, em 12 meses, de 4,24%, abaixo dos 4,52% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2025, a taxa foi de -0,14%.

De acordo com o IBGE, o resultado de agosto foi influenciado principalmente pelas quedas nos grupos habitação (-1,41% e -0,22 p.p.), transportes (-1% e -0,20 p.p.) e alimentação e bebidas (-0,57% e -0,12 p.p.). Os demais grupos ficaram entre o -0,20% de vestuário e o 0,66% de despesas pessoais.

O economista Bruno Perri, chefe e sócio fundador da Forum Investimentos, disse que o IPCA-15 veio bem abaixo das expectativas que eram entre 0,25% e 0,30% negativo. “Isso deve contribuir para um alívio adicional na curva de juros mais curta junto com outros fatores como o petróleo, que vem melhorando nos últimos pregões e que também trouxe algum alento”.

Para Perri, o destaque do e IPCA-15 seriam os preços de alimentos. Alimentação e Bebidas, incluindo alimentação fora de casa, caiu 0.57, mas o destaque mesmo vem para alimentação no domicílio que veio negativo em 0,97. “É um alívio. Tem alguns itens importantes na mesa do Brasil que tiveram recuo importante, por exemplo, feijão carioca caiu mais de 2%”.

O economista explica que esse é um grupo supersensível que vinha pressionando apesar de um alívio nos últimos meses, mas que tem um histórico de pressão nos últimos anos sobre os orçamentos familiares. “Veio melhor que o esperado e deve dar manchete positiva para o governo”.

Perri cita o item vestuário que tem uma sazonalidade de meio de ano, mas que também veio negativo. “É algo que também tem uma sensibilidade e maior demanda”.

Transportes caiu 1% com queda de 4%. O transporte público é um componente importante e a passagem aérea, que já é mais volátil, caiu 13%, mas esse já é menos impactante no sentido de que quando a gente olha os núcleos a gente exclui passagem aérea.

O item despesas pessoais veio um pouquinho alto. “Não trouxe o alívio que se esperava então talvez a gente não tenha uma inflação de serviços tão bem-comportada por conta desse grupo que boa parte dele compõe o setor de serviços”.

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Atualizado em: 26/08/2026 19:30