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Entenda como a tarifa de 25% dos EUA pode atingir pequenos negócios de forma indireta
Segundo a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), pequenas e médias empresas também podem ser afetadas de forma indireta, já que fazem parte da cadeia produtiva dos setores atingidos
A tarifa adicional de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros acendeu um alerta para além dos grandes exportadores. Segundo a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), pequenas e médias empresas também podem ser afetadas de forma indireta, já que fazem parte da cadeia produtiva dos setores atingidos.
Em entrevista ao programa Pré-Market, o vice-presidente da Conaje, Willyan Francescon, afirmou que muitos empreendedores ainda subestimam os impactos da medida por acreditarem que ela se restringe a segmentos como aço e madeira.
“O pequeno empresário pensa: ‘Como o assunto é aço, madeira, isso não vai me impactar’. Mas é aí que ele está enganado. Nós fazemos parte de uma cadeia produtiva, e tudo o que acontece nela pode, sim, afetar o pequeno empresário.”
Embora tenha avaliado como positivas as iniciativas anunciadas pelo governo federal para reduzir os impactos da sobretaxa, o representante da Conaje afirmou que a diversificação de mercados não ocorre de forma imediata. Segundo Willyan, diversificar compradores é um processo lento, especialmente em setores como o aço. “Ouvimos as falas do governo com esperança, mas sabemos que algumas coisas são inevitáveis. “
Estratégia e diversificação de renda
Diante do cenário de incerteza, o especialista orienta os empresários a reforçarem a gestão financeira e adotarem estratégias para reduzir a dependência de poucos clientes. Para o vice-presidente da Conaje, a principal lição deixada pelo atual cenário é a necessidade de reduzir a dependência de um único mercado consumidor. “Não podemos depender de uma única fonte de receita. Empreender é assumir riscos, mas riscos calculados. Precisamos buscar novos compradores para que situações como essa não comprometam novamente os negócios brasileiros.”
Segundo ele, a concentração das vendas em um único cliente ou setor aumenta a vulnerabilidade dos negócios em momentos de crise. Francescon reconhece que, no curto prazo, o mercado interno pode servir como alternativa para parte das empresas afetadas, mas ressalta que abandonar o comércio exterior não é a melhor estratégia. “O mercado interno faz parte da solução neste momento, mas não podemos abandonar o mercado internacional. Ele continua sendo uma oportunidade de crescimento e de diversificação.”