• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

eSocial: Contadores denunciam falhas no repasse de benefícios

Informações de falta de pagamento de benefícios criam problemas entre patrões e empregados

Uma ferramenta criada em 2015 pelo Governo Federal para facilitar a vida de empregadores está provocando dor de cabeça em empregadas domésticas que precisam receber o benefício da licença maternidade. A reclamação vem de alguns contadores de Salvador que estão tendo que provar com documentos, que o recolhimento das contribuições foi feito e atribuem a culpa à falta de comunicação entre órgãos do governo.

Quem denuncia é Carmelúcia Franca Estefam, que cuida do setor pessoal de um importante
escritório de contabilidade de Salvador. Ela conta que tem recebido inúmeras reclamações de
clientes sobre a suposta falta de pagamento das obrigações sociais. “Nós fazemos o recolhimento pelo novo sistema, mas quando a empregada vai receber o salário família é informada pela Previdência Social que o dinheiro não foi depositado na Caixa”, diz Carmelúcia.

É preciso cumprir um processo burocrático para resolver o problema, diz Carmelúcia, explicando que, através do escritório de contabilidade, o empregador tem que juntar documentos e voltar a encaminhar tudo para a Caixa e para a Previdência. O problema é que a doméstica acaba prejudicada, pois tem que aguardar novo agendamento para receber o benefício.”Enquanto a gente não prova o pagamento, a empregada fica desconfiada de que houve falta de pagamento”, comenta.

eSocial é um projeto do governo federal que unifica o envio de informações pelo empregador em relação aos seus empregados.

Desde outubro de 2015 está disponível a ferramenta que possibilita o recolhimento unificado dos tributos e do FGTS para os empregadores domésticos: Módulo Empregador Doméstico. De acordo com o governo, a ferramenta viabiliza a determinação dada pelo texto da Lei Complementar 150, publicada no dia 02/06/2015, que instituiu o SIMPLES DOMÉSTICO com as seguintes responsabilidades que serão recolhidas em guia única:

Imposto sobre a Renda Pessoa Física, se incidente – Trabalhador;
8% a 11% de contribuição previdenciária – Trabalhador;
8% de contribuição patronal previdenciária – Empregador;
0,8% de seguro contra acidentes do trabalho – Empregador;
8% de FGTS – Empregador;
3,2% de indenização compensatória (Multa FGTS) – Empregador.

Para evitar problemas na hora de efetivar o registro do seu trabalhador, o empregador poderá utilizar a ferramenta de Consulta Qualificação Cadastral para identificar possíveis divergências associadas ao nome, data de nascimento, Cadastro de Pessoa Física – CPF e o Número de Identificação Social – NIS (PIS/PASEP/NIT/SUS) de seus empregados domésticos. Ao informar os dados citados, o sistema indicará onde há divergência e orientará sobre o procedimento para acerto.

A partir do lançamento do eSocial, o empregador pode gerar sua folha de pagamento, efetuar demissões e gerar a guia única que consolida os recolhimentos tributários e de FGTS.

Contador

Seguindo o que diz a lei, um outro contador que prefere não ter o nome divulgado, explica que “quando é feito o cálculo da guia de recolhimento, temos que contemplar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e a Previdência Social. Quem administra isso é a Caixa Econômica Federal (CEF) que se obriga, a partir daí, a repassar a parte destinada à Previdência Social. Ocorre que está existindo algum ruído entre a CEF e a Previdência Social, tanto no repasse dos recursos, como no repasse das informações”, explica o contador.

“Antigamente não eixtia intermediário, pois o recolhimento era através de um carnê e o dinheiro já caía diretamente na conta da Previdência Social. Hoje está tudo mudado e gerando um grande transtorno entre empregado e empregador, pois o serviço de atendimento da Previdência – Prevfone – transfere a responsabildiade para o empregador, dizendo que ele não fez o recolhimento”, explica o contador.

Ainda de acordo com o contador, até que tudo fique esclarecido, existe ameaça de reclamação na justiça contra o não pagamento e depois de tudo comprovado, a empregada enfrenta um outro problema que é o o prazo para recebimento do benefício, pois “o agendamento nunca é inferior a 30 dias”.

“Desde que o eSocial foi implantado, já houve mais de dez alterações para tentar ajustar. Quem fez o projeto deveria convidar contadores para orientar e aí tudo ia ser resolvido”.

Caixa

O #AgoraNaBahia está no aguardo de uma resposta da Caixa Econômica Federal, acusada de não efetuar os repasses para a Previdência, conforme relato dos contadores ouvidos nesta reportagem. O primeiro contato foi no começo de novembro, quando falamos por telefone e enviamos três mensagens por email, porém, até a publicação das denúncias, não houve nenhuma resposta.