• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Impacto do split payment no capital de giro: como a contabilidade protege o caixa da sua empresa

Descubra como a retenção de impostos na fonte afetará a liquidez do seu negócio e as estratégias contábeis para antecipar essa transição

A gestão do capital de giro representa o coração da contabilidade gerencial. Ele mede a capacidade líquida da empresa para financiar suas operações diárias sem comprometer a estrutura patrimonial.

Sob a ótica contábil, esse recurso equilibra a defasagem temporal entre o ciclo econômico (a compra e venda de mercadorias) e o ciclo financeiro (o efetivo desembolso a fornecedores e o recebimento de clientes).

Ignorar essa dinâmica gera o chamado efeito tesoura, quando o crescimento das vendas consome o caixa mais rápido do que a empresa consegue recuperar recursos.

Demonstrações financeiras

A medição precisa da saúde do caixa exige o confronto direto das contas patrimoniais registradas no Balanço Patrimonial:

CGL = Ativo Circulante – Passivo Circulante

A análise contábil vai além da simples subtração ao avaliar a qualidade das contas do Ativo Circulante:

  • Disponibilidades e Aplicações: recursos de liquidez imediata para quitar os compromissos do Passivo Circulante.
  • Contas a Receber: direito a crédito que exige controle rígido de inadimplência e provisão para devedores duvidosos.
  • Estoques: ativos de menor liquidez que demandam inventário e mensuração adequada para evitar capital parado e depreciação.

Dessa forma, a recomendação técnica sugere provisionar uma reserva correspondente a seis meses das despesas operacionais fixas registradas na Demonstração do Resultado do Exercício (DRE). Essa folga protege os índices de liquidez corrente e evita a contratação de passivos onerosos.

Split Payment na Contabilidade Tributária

A transição da Reforma Tributária impõe readequações profundas na escrituração e no controle do fluxo de caixa. Em 2026, a fase de testes da CBS e do IBS exige apenas o cumprimento de obrigações acessórias na emissão dos documentos fiscais. A partir de 2027, porém, a implementação do split payment altera a apuração dos tributos sobre o consumo.

No modelo atual, a apuração mensal por competência permite que o valor do imposto retido nas vendas permaneça temporariamente no caixa da empresa até a data do vencimento do DAS ou da guia própria. O split payment elimina esse diferimento financeiro ao reter o tributo na fonte no momento do pagamento do cliente.

Além disso, a tomada de créditos tributários sobre insumos e compras dependerá da efetiva comprovação de recolhimento pelo fornecedor, com prazos de ressarcimento ou compensação que variam de 30 a 180 dias. Esse descompasso entre o débito imediato e o aproveitamento do crédito exige um redesenho no plano de contas e no Planejamento Orçamentário.

Planejamento de caixa e ações contábeis

Para diminuir o impacto no ativo circulante antes das mudanças estruturantes de 2027, o setor contábil e a gestão financeira precisam adotar medidas preventivas de forma integrada. Esse processo começa pela conciliação rigorosa dos ciclos operacionais, alinhando os prazos médios de estocagem, o recebimento das vendas e o pagamento a fornecedores.

Em paralelo, a equipe deve conduzir uma auditoria minuciosa de créditos tributários. Revisando a classificação fiscal de todas as compras para garantir o aproveitamento integral e célere dos novos créditos de IBS e CBS.

Assim, com esses dados em mãos, torna-se possível projetar a margem efetiva e reajustar a formação do preço de venda, neutralizando a perda do caixa temporário provocada pelo recolhimento do imposto no ato da transação.

Por fim, a empresa deve aproveitar o exercício de 2026 para focar na recomposição da reserva financeira, retendo lucros e acumulando ativos circulantes de alta liquidez que darão sustentabilidade a toda a operação.