• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Além do currículo: as habilidades que ganham peso nas contratações

Processos seletivos valorizam cada vez mais pensamento analítico, adaptação, comunicação, liderança e domínio de novas tecnologias, além da capacidade de aprender e lidar com novos desafios

Pensamento analítico, adaptação, comunicação, liderança e domínio de novas tecnologias avançam nos processos seletivos, enquanto empresas passam a avaliar não apenas o que o profissional já sabe, mas sua capacidade de aprender e responder a novos desafios.

O currículo continua sendo uma porta de entrada importante nos processos seletivos, mas deixou de contar toda a história de um candidato.

Experiência profissional, formação acadêmica e domínio técnico seguem relevantes, porém dividem espaço com um conjunto mais amplo de competências que ajudam as empresas a avaliar como aquele profissional pensa, aprende, se comunica e reage às mudanças.

Essa transformação acompanha um mercado de trabalho cada vez mais pressionado por inteligência artificial, automação e novos modelos de organização. Como o Mundo RH já mostrou em reportagem sobre como a inteligência artificial está transformando a gestão de Recursos Humanos, a adoção de novas tecnologias também aumenta a necessidade de profissionais capazes de interpretar dados, usar ferramentas digitais e tomar decisões em contextos mais complexos.

Nesse cenário, saber executar continua importante. Mas entender problemas, adaptar-se rapidamente e aprender novas formas de trabalhar passa a ter um peso maior na avaliação de talentos.

Pensamento analítico continua no centro

O Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, ajuda a mostrar essa mudança.

Pensamento analítico é considerado uma competência essencial por 69% dos empregadores consultados. Na sequência aparecem resiliência, flexibilidade e agilidade, com 67%, e liderança e influência social, com 61%.

Alfabetização tecnológica, empatia, escuta ativa, curiosidade e aprendizagem contínua também aparecem entre as competências consideradas fundamentais.

A combinação deixa claro que a transformação do trabalho não está produzindo uma substituição simples de habilidades humanas por habilidades tecnológicas.

O movimento é de complementaridade.

Quanto mais as máquinas assumem tarefas operacionais, maior tende a ser a exigência sobre aquilo que depende de julgamento, interpretação, criatividade e relacionamento. Essa mesma discussão aparece em conteúdo do Mundo RH sobre as competências humanas que ganham valor na era da inteligência artificial.

IA muda o que significa estar preparado para uma vaga

No Brasil, o levantamento Habilidades em Alta em 2026, do LinkedIn, reforça esse movimento.

Saber utilizar ferramentas de inteligência artificial, transformar dados em decisões e liderar projetos complexos ganhou relevância. Ao mesmo tempo, comunicação, gestão de stakeholders, priorização de recursos e capacidade de execução também aparecem entre as habilidades em crescimento no mercado.

A tecnologia, portanto, não reduz a importância das chamadas habilidades comportamentais. Em muitos casos, faz justamente o contrário.

Quanto mais ferramentas conseguem gerar textos, análises, relatórios e recomendações automaticamente, maior se torna a necessidade de profissionais capazes de avaliar a qualidade das respostas, questionar resultados e aplicar o conhecimento no contexto correto.

O Mundo RH já apontou essa mudança ao mostrar que 39% das competências profissionais deverão mudar até 2030, com inteligência artificial, big data e letramento tecnológico avançando ao lado de pensamento criativo, resiliência, flexibilidade, curiosidade e aprendizagem contínua.

Para Anita Bernardo, Senior Account Director da Letmino, esse cenário altera a forma como as organizações avaliam candidatos.

“Estamos vivendo uma mudança na forma como as empresas avaliam talentos. O conhecimento técnico continua fundamental, mas precisa vir acompanhado da capacidade de interpretar cenários, aprender rapidamente, se comunicar e aplicar esse conhecimento a novos desafios. Muitas vezes, o diferencial não está em saber tudo, mas em demonstrar capacidade de continuar aprendendo.”

Escassez de talentos aumenta pressão sobre desenvolvimento

O desafio das organizações, porém, não está apenas em identificar as competências mais importantes.

Também está em encontrar profissionais que já reúnam todas elas.

Segundo a Pesquisa de Escassez de Talentos 2026, do ManpowerGroup, 80% dos empregadores brasileiros afirmam enfrentar dificuldades para encontrar os talentos necessários.

Esse cenário ajuda a mudar a lógica de contratação.

Em vez de buscar apenas profissionais que cheguem completamente prontos, empresas passam a observar também o potencial de desenvolvimento, a capacidade de adaptação e a disposição para aprender.

A questão ganha relevância porque a mudança tecnológica não termina depois da contratação.

Como mostrou o Mundo RH em reportagem sobre a nova agenda de treinamento e gestão de pessoas, preparar profissionais para trabalhar com inteligência artificial exige aprendizado recorrente, desenvolvimento de pensamento crítico e conexão entre capacitação e problemas concretos do negócio.

Aprender passa a fazer parte do próprio trabalho

Nesse contexto, aprendizagem contínua deixa de ser apenas um atributo desejável no currículo.

Ela passa a fazer parte da própria empregabilidade.

O Fórum Econômico Mundial aponta que quase nove em cada dez empresas no Brasil pretendem investir na qualificação de sua força de trabalho nos próximos anos.

A tendência também aparece dentro das organizações. Pesquisa divulgada pelo Mundo RH mostrou que, entre lideranças brasileiras, 72% apontaram o fortalecimento da aprendizagem contínua como uma prioridade cultural diante do avanço da inteligência artificial. Ao mesmo tempo, 62% dos líderes afirmaram ter aprendido a usar IA por conta própria, enquanto apenas 24% receberam treinamento formal da empresa.

O dado mostra que disposição para aprender existe, mas ainda precisa ser transformada em estratégia.

Para Anita, a atualização profissional também precisa ser direcionada.

“Não se trata de acumular cursos ou certificados. O mais importante é entender quais competências precisam ser desenvolvidas e construir uma trajetória de aprendizagem coerente com os objetivos profissionais e com os desafios encontrados no trabalho.”

Personalização entra na agenda do desenvolvimento

É justamente nesse ponto que modelos mais personalizados de aprendizagem começam a ganhar espaço.

A Letmino utiliza inteligência artificial para apoiar empresas e profissionais na construção de jornadas de desenvolvimento individualizadas, considerando conhecimentos, necessidades e objetivos diferentes.

A lógica se afasta do treinamento padronizado para todos e procura direcionar conteúdos e experiências de acordo com as lacunas de cada profissional.

Esse movimento também acompanha uma mudança mais ampla nas estratégias de treinamento corporativo.

O Mundo RH já mostrou que liderança, inteligência artificial, comunicação e capacitação técnica estão entre as prioridades de treinamento, enquanto empresas procuram programas mais conectados à carreira, ao desempenho e às transformações reais do trabalho.

O currículo passa a mostrar o passado. O potencial aponta o futuro

Para quem está construindo ou reposicionando a carreira, acompanhar quais habilidades estão ganhando importância é apenas o primeiro passo.

A questão central passa a ser demonstrar como essas competências aparecem na prática.

Pensamento analítico pode ser evidenciado pela maneira como o profissional resolve problemas. Comunicação aparece na capacidade de explicar ideias e mobilizar pessoas. Adaptabilidade se manifesta na forma como responde a mudanças. Conhecimento tecnológico ganha valor quando é convertido em produtividade, decisão ou inovação.

O processo seletivo, nesse sentido, tende a olhar menos apenas para o inventário do que alguém já fez e mais para sua capacidade de continuar evoluindo.

Em um mercado no qual funções, ferramentas e competências mudam rapidamente, o profissional mais preparado não é necessariamente aquele que reúne o maior número de conhecimentos hoje.

É aquele que consegue aprender, desaprender, adaptar-se e transformar conhecimento em resultado quando o contexto muda.