• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Da estabilidade ao propósito: a mudança nas prioridades do trabalho

As mudanças no mercado de trabalho ampliaram os fatores que influenciam decisões de carreira, indo além de estabilidade, hierarquia e trajetórias lineares

Ao longo das últimas décadas, o que move os profissionais no mercado de trabalho mudou. Se antes estabilidade, linearidade e hierarquia eram sinônimas de sucesso, hoje esses pilares já não sustentam, sozinhos, a decisão de onde investir. Cada geração respondeu ao contexto em que se formou, e o momento atual revela uma inflexão: trabalhar deixou de ser apenas meio de subsistência para também ser espaço de identidade, equilíbrio e escolha.

Novas gerações e o propósito no trabalho

Dados recentes divulgados pela Fundação Dom Cabral mostram que Millennials e Geração Z são motivados principalmente por propósito, flexibilidade, bem-estar, desenvolvimento contínuo e alinhamento a valores como diversidade e inclusão. A remuneração não é mais o suficiente para garantir permanência.

Nesse cenário, também começa a ruir a lógica de que valor está necessariamente associado a um movimento constante. A ideia de que crescer exige estar sempre em transição, assumindo mais, se expondo mais, vem sendo tensionada por uma visão mais equilibrada entre evolução, consistência e contexto. Entregar com qualidade, sustentar processos e garantir continuidade passam a disputar espaço com a valorização da performance visível.

Essas novas exigências não surgiram do nada. Elas são uma resposta a um modelo anterior marcado por excesso de jornadas, promessas e baixa transparência. O que hoje parece “exigência” é, na prática, um ajuste de expectativa.

Office frogging e a rotatividade de jovens

Nesse contexto, o fenômeno conhecido office frogging – caracterizado pela troca frequente de empregos – ganha relevância. No Brasil, jovens de 18 a 24 anos permanecem, em média, apenas 12 meses no mesmo trabalho, e a rotatividade dessa faixa chegou a 96,2% em 2024, segundo o Ministério do Trabalho. As principais razões para sair não são triviais: melhores oportunidades, ausência de reconhecimento, questões éticas, além de fatores como estresse, saúde mental e baixa flexibilidade no ambiente de trabalho. Ou seja, não se trata de falta de comprometimento, mas de uma resposta direta a ambientes que não entregam o que prometem.

Desafios para as empresas no novo cenário

Diante disso, o desafio das empresas é evidente: não basta comunicar propósito ou defender bem-estar. É preciso revisar, na prática, como se estruturam trabalho, avaliação e recompensas. Critérios claros, reconhecimento da consistência, lideranças acessíveis e coerência entre discurso e operação passam a ser condição.

No fim, empresas que não alinham discurso e prática tendem a perder esses profissionais, não por falta de engajamento, mas por falta de credibilidade.