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Notícia

A IA já está na palma da mão da sua equipe: a importância de considerá-la no orçamento de 2027

Agosto chegou e, com ele, começa aquele ritual conhecido nas salas de diretoria: as discussões de orçamento e planejamento estratégico para o próximo ano

Agosto chegou e, com ele, começa aquele ritual conhecido nas salas de diretoria: as discussões de orçamento e planejamento estratégico para o próximo ano. Entre planilhas de corte de custos e projeções de crescimento, há uma pauta que não pode mais ser deixada para depois: a estratégia com a inteligência artificial.

No ano passado, escrevi sobre a necessidade de preparar a casa para a transformação digital na gestão de pessoas. Hoje, reforço essa provocação com ainda mais urgência. Se o seu planejamento para 2027 não prevê verba para IA na sua área e no desenvolvimento da liderança, você está planejando operacionalizar o passado.

Antes do Software, a Governança e o Diagnóstico

Um dos maiores erros que vejo executivos cometerem é tentar acelerar a adoção de tecnologia sem saber onde a empresa realmente está. Contratar plataformas sem critério gera frustração, desperdício financeiro e resistência interna.

Antes de sair alocando recursos em licenças, a primeira verba que precisa estar no seu planejamento é para um diagnóstico de maturidade.

Algumas provocações que você precisa responder durante o vai e vem de discussões e aprovações de orçamento 2027:

  • Em que momento nossos líderes estão em relação ao uso ético e estratégico dessa tecnologia?

  • Como está a nossa governança de dados?

  • Onde estão os reais gargalos que a inteligência artificial pode resolver hoje?

  • Como podemos acelerar as agendas das nossas empresas com o potencial da IA?

Letramento e Mentalidade: a transformação pode vir de baixo

O segundo ponto essencial é entender como encaramos o letramento. A inteligência artificial não é um software novo ou um utilitário corporativo como o Excel. Tratar a IA como uma simples ferramenta é limitar absurdamente o seu potencial. Ela precisa ser lida como parte da própria estrutura organizacional, um pilar infraestrutural que reconfigura como a empresa pensa, decide e se transforma.

Existe também um movimento inédito acontecendo. Historicamente, as grandes transformações culturais nas empresas sempre foram impostas de cima para baixo, partindo da alta liderança para o restante da organização. Com a IA, a dinâmica mudou. A tecnologia já está na mão das pessoas no dia a dia.

Ignorar o potencial de inovação que já existe nas pontas é um erro estratégico. Quando a empresa investe em palestras, encontros e letramento para todos os níveis, ela não apenas prepara o terreno, mas abre espaço para que a transformação e a inovação aconteça também de baixo para cima, multiplicada pelo entusiasmo e pela criatividade dos próprios times.

Investir no aculturamento antes mesmo de contratar uma grande plataforma garante que:

  • A governança ganhe força: o time entende os limites, a segurança e a responsabilidade no uso dos dados.

  • A transformação seja descentralizada: os colaboradores passam a propor soluções reais para suas próprias rotinas.

  • A liderança evolua: gestores aprendem a direcionar esse potencial coletivo com base em inteligência preditiva, sem perder a sensibilidade humana.

  • A mentalidade do time sobe de nível e podem surgir alternativas e soluções diferentes aos problemas do dia a dia.

Ter orçamento dedicado é estratégia

Deixar a inteligência artificial dependendo de "sobras de caixa" ou diluída em custos genéricos de TI é atrapalhar o seu próprio negócio. Não se trata apenas de automatizar processos repetitivos ou cortar horas operacionais, a verdadeira virada de chave para 2027 é usar a IA como alavanca estratégica de gestão.

Se você lidera uma equipe, independentemente da sua área, vale a reflexão: como a inteligência artificial vai impactar a sua eficiência e a performance do seu time no próximo ano? Esperar o futuro acontecer para depois reagir é o caminho mais curto para a sobrecarga.

Definir um valor claro no orçamento é sobre se antecipar, garantindo diagnóstico, aculturamento e ferramentas que entreguem dados estruturados, visões em tempo real e repertório de mercado para a sua tomada de decisão. Liderar é, muitas vezes, uma jornada solitária. Ter a IA integrada à sua estrutura é garantir um parceiro estratégico para não decidir no escuro ou apenas no feeling.

O momento de garantir que sua empresa lidere essa agenda, e não apenas reaja a ela, é agora, enquanto as planilhas do próximo ano estão sendo abertas agora.

Em 2027, a diferença entre as organizações que performam e as que estagnam estará na capacidade dos seus executivos e líderes operarem impulsionados por uma IA estratégica, humana e integrada ao negócio. E essa escolha é feita hoje.