• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Apenas 6% dos millennials querem ocupar cargos de liderança; entenda os motivos

Cargos de liderança não estão mais no radar dos mais jovens

A liderança corporativa perdeu atratividade entre os profissionais mais jovens. Apenas 6% dos millennials têm como principal objetivo de carreira ocupar cargos de liderança, segundo o estudo “2026 Gen Z and Millennial Survey”, da Deloitte. Ao mesmo tempo, 58% dos gestores já desejam deixar essas funções, de acordo com levantamento da Perceptyx.

O cenário preocupa porque coincide com a renovação dos quadros de comando nas empresas, marcada pela saída gradual dos baby boomers e pela ascensão dos millennials à liderança.

Segundo a Perceptyx, a má gestão aumenta em quatro vezes o risco de demissões e gera um custo estimado de US$ 323 bilhões com rotatividade. Além disso, 40% dos funcionários afirmam perceber os gestores mais rígidos, fator que contribui para o aumento da intenção de desligamento.

Para Darwin Grein, CEO da Juntxs e especialista em desenvolvimento humano e organizacional, o problema começa quando empresas promovem profissionais pelo desempenho técnico, sem prepará-los para liderar pessoas.

“O erro não está no profissional, mas na estrutura. As empresas criam expectativas de liderança sem oferecer treinamento, método e acompanhamento. Isso gera conflitos, retrabalho, lentidão nas decisões, alta rotatividade, queda de produtividade e sobrecarga no RH”, afirma.

Grein destaca que esses problemas acabam afetando os resultados financeiros e a percepção dos investidores. “Um líder que evita conversas difíceis apenas adia conflitos. Quem centraliza decisões cria dependência. Quem não escuta reduz a circulação de informações. E quem não desenvolve a equipe compromete a capacidade futura da empresa.”

Os próprios gestores também enfrentam pressão crescente. Segundo a Perceptyx, 64% dizem ser cobrados a adotar uma postura mais rígida na gestão do desempenho, enquanto 58% gostariam de deixar a função de liderança.

Para o especialista, treinamentos isolados não resolvem o problema. “Antes de investir em capacitação, o RH precisa responder qual problema de negócio pretende resolver. Sem esse alinhamento, os treinamentos têm pouco impacto.”

A necessidade de fortalecer as lideranças ganha ainda mais relevância diante da queda do engajamento dos trabalhadores. Dados da Gallup apontam que a redução do comprometimento dos profissionais gerou perdas estimadas em US$ 438 bilhões em produtividade para a economia mundial em 2024.

Como alternativa, Grein defende uma estratégia integrada de desenvolvimento de lideranças, combinando treinamentos, coaching, mentoring e ações de fortalecimento das equipes.

“Liderança não acontece de forma isolada. Se a equipe enfrenta baixa confiança, comunicação deficiente ou conflitos, desenvolver apenas o gestor não basta. É preciso fortalecer todo o sistema de relações para melhorar a performance da organização”, conclui.