• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

O que Inteligência Artificial para produtividade realmente significa?

A semana mal começou e a caixa de entrada já parece um ataque coordenado. O time pede velocidade, o conselho pede eficiência e alguém ainda acha que produtividade se resolve com mais uma reunião de alinhamento

A semana mal começou e a caixa de entrada já parece um ataque coordenado. O time pede velocidade, o conselho pede eficiência e alguém ainda acha que produtividade se resolve com mais uma reunião de alinhamento. É exatamente aqui que entra a inteligência artificial para eficiência: não como brinquedo corporativo de luxo, mas como alavanca real para reduzir atrito, acelerar decisão e devolver tempo para trabalho que exige cérebro humano de verdade.

Segundo levantamento do Federal Reserve Bank de St. Louis, usuários de IA dizem economizar 5,4% de suas horas de trabalho. Porém, esses ganhos individuais ainda se traduzem em pouco aumento de produtividade nas organizações. Esse dado exemplifica bem uma tese que defendo fortemente: existe uma distância entre automatização de processos e uso de IA para ganho operacional real, e precisamos encurtá-la.

É curioso como boa parte das empresas comprou o discurso da IA, mas continua operando como se estivessem em 2014. Muitas colocam um chatbot em uma ponta, um copiloto em outra e chamam isso de transformação.

Quer um spoiler? Não é.

Na prática, o ganho aparece quando a tecnologia elimina gargalos reais, melhora a qualidade das decisões e cria um novo padrão operacional.

O problema é que muitas organizações tentam aplicar IA sem entender onde realmente existe fricção no fluxo de trabalho. Para ter sucesso com ela, a companhia deve começar pelos principais pontos de atrito:

  • onde o trabalho emperra?
  • quanto tempo consome?
  • qual risco existe se a IA entrar no fluxo?

Os resultados positivos existem, mas a IA mal aplicada também pode ampliar erro, acelerar retrabalho e criar uma perigosa sensação de eficiência.

É importante relembrar que produtividade não envolve só fazer mais tarefas, pois é preciso também gerar mais resultado por unidade de tempo, energia e capital. Parece óbvio, mas o mundo corporativo tem um talento raro para confundir agenda cheia com eficiência.

Portanto, quando falamos em inteligência artificial para produtividade, estamos abordando quatro movimentos muito concretos: automatizar tarefas repetitivas, acelerar síntese de informação, apoiar decisões com mais contexto e ampliar a capacidade individual de execução. Em outras palavras, a IA não substitui liderança, criatividade ou pensamento crítico, e sim desperdício.

Acompanhando esse novo movimento do mercado voltado para aplicação de IA em grande parte das camadas e processos, o Microsoft 2025 Work Trend Index descreve a chegada das chamadas Frontier Firms, empresas que começam a reorganizar trabalho com inteligência disponível sob demanda. Relatórios como o McKinsey State of AI 2025 mostram adoção ampla, mas ainda com dificuldade para transformar piloto em impacto escalado.

Os resultados mais concretos aparecem justamente quando existe clareza sobre onde aplicar a tecnologia. O estudo Generative AI at Work, publicado pelo NBER, analisou a introdução gradual de um assistente generativo para 5.179 agentes de suporte ao cliente. O resultado médio foi aumento de produtividade de 14% em chamados resolvidos por hora, com ganho maior para profissionais novatos e menos qualificados. Já uma pesquisa da Harvard Digital Data Design Institute com a BCG revelou algo igualmente importante: a IA melhora performance em determinadas tarefas, mas também pode piorar resultados quando utilizada fora de contexto ou sem supervisão adequada.

E talvez esse seja o ponto mais significativo de toda essa discussão. As ferramentas de IA generativa ganharam adoção extremamente rápida porque fazem bem aquilo que mais consome tempo nas empresas: resumem documentos, estruturam análises, organizam informação e aceleram entregas. Mas vantagem competitiva não nasce da ferramenta mais popular do mercado, e sim da capacidade de aplicá-la nos processos certos, com método, contexto e inteligência operacional.

A boa notícia é que vantagem competitiva, nesse momento, ainda está disponível. Entretanto, ao contrário do que muitos pensam, não para quem faz mais barulho, e sim para quem transforma tecnologia em disciplina de execução.