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Notícia

Fed e Copom: ‘Alívio marca uma das semanas mais aguardadas’

Economista lembra que existe ainda ambiente na pressão da ponta de juros

A semana abriu bastante intensa com esse alívio generalizado na parte dos ativos de risco com a questão da solução entre Washington e Teerã. Curva de juros no Brasil precificando queda em todos os vencimentos sem exceção no momento que a Bolsa abriu em forte alta e agora operando de forma moderada mas ainda num tom mais positivo. Essa semana é importante porque esse alívio generalizado marca uma das semanas mais aguardadas que é exatamente essa precificação de juros em relação à “Superquarta” de Brasil e EUA.

Então nós tivemos várias idas e vindas em relação à expectativa para juros em relação ao Brasil começando a falar um pouquinho aqui de Brasil. Apesar de a curva de juros ter aberto essa semana por conta desse alívio global em queda não existe ali nenhum horizonte de que o mercado já passava a precificar mais chances de corte do que a casa de 0,25. Olhando a curva de juros é esperado ali um ajuste de 0,25 um pouco diferente do que o mercado esperava duas semanas atrás seria uma possível manutenção até pela revisão que nós vimos em relação ao Boletim Focus que bateu 375 em termos de projeção.

Mas mesmo com a curva de ir fechando ali em queda em todos os vencimentos ainda é aguardado esse corte de 0,25 para a quarta-feira. Alguns dos pontos que marcam essa decisão apesar ali do prêmio em cima dos preços de petróleo ter diminuído é porque isso não acontece de forma instantânea. Então esse risco que nós vimos ali em cima de inflação principalmente que pressiona a nossa curva de juros ele não acontece não dilui de forma tão rápida como é esperado.

Então esse alívio ele deve ver mais para frente uma vez que o mercado já havia precificado a persistência desse choque geopolítico e a gente tem visto ali grandes ajustes nos preços das commodities principalmente a parte energética. Isso tudo vai respingar ainda no nosso índice então consequentemente a gente deve ver algumas variações. Esse desfecho diplomático ele não altera a princípio as projeções para a reunião agora de quarta-feira.

Existe ainda esse ambiente na pressão da ponta de juros. Lembrando que o mercado agora está repercutindo o fato da inflação do mês de maio ter vindo acima da expectativa com alguns grupos ali extremamente importantes que têm essa capacidade de repasso de inflação sendo pressionados com a parte energética de alimentação apesar do leve alívio que nós vimos na ponta de serviços.

Em relação ao Fed, também é esperado assim como já havia sendo precificado a manutenção da taxa básica de juros no intervalo de 3 6 3 7 5 lembrando que é um cenário bem parecido com o Brasil que quando a gente observa os dados de inflação a gente ainda segue esse platô de alta de uma inflação bem próxima a taxa de juros lá fora e quando a gente olha o Fed principalmente a gente ainda observa o Fed nesse compasso de espera ou modo de espera como a gente vem ali os principais economistas analistas observando as últimas trajetórias que é exatamente ver se essa inflação evolui no sentido de queda porque a atividade econômica ela ainda vem se mostrando bastante resiliente.

Então, o consenso de manutenção para EUA corte de 0,25 para o Brasil. Lembrando que deve vir um tom um pouco mais calmo já capturando esse alívio que nós tivemos em relação aos ativos de risco. Mas nada que altere a reunião dessa semana em termos de perspectiva.