• Conheça nosso jeito de fazer contabilidade

    Lorem ipsum dolor sit amet, consectetur adipiscing elit. Vestibulum sit amet maximus nisl. Aliquam eu metus elit. Suspendisse euismod efficitur augue sit amet varius. Nam euismod consectetur dolor et pellentesque. Ut scelerisque auctor nisl ac lacinia. Sed dictum tincidunt nunc, et rhoncus elit

    Entenda como fazemos...

Notícia

Após a vigência das novas regras do BC, o sistema financeiro opera sob uma nova lógica de risco

Poucos dias após a entrada em vigor das Resoluções CMN nº 5.274/2025 e BCB nº 538/2025, o debate no setor financeiro gira em torno das consequências práticas

Autor: Selbetti e Luiz RossiFonte: De Assessoria de Imprensa

Poucos dias após a entrada em vigor das Resoluções CMN nº 5.274/2025 e BCB nº 538/2025, o debate no setor financeiro gira em torno das consequências práticas da nova régua de segurança digital imposta pelo Banco Central. O movimento ocorre em um momento particularmente sensível: segundo dados recentes da Febraban, mais de 75% das transações bancárias no Brasil já são realizadas por canais digitais, enquanto o volume de tentativas de fraude eletrônica segue em trajetória de alta, impulsionado por ataques automatizados, engenharia social e exploração de vulnerabilidades em cadeias de fornecedores.

Instituições que já operavam sob frameworks internacionais consolidados — como ISO 27001, NIST, MITRE, CIS8 Controle, ou requisitos inspirados em Basileia para risco operacional — tendem a enfrentar menos fricção. Para elas, a nova norma funciona como harmonização regulatória: consolida controles que já estavam implementados, exige documentação mais detalhada e fortalece o ciclo de auditoria e evidências. O custo adicional, nesse caso, está mais relacionado a ajustes de processos, relatórios e integração de fornecedores do que a uma reconstrução estrutural.

O cenário é distinto para instituições menores, fintechs em fase de expansão acelerada e organizações que cresceram ancoradas em terceirização intensiva de tecnologia. Muitas dependem de múltiplos provedores de nuvem, APIs abertas e parceiros de processamento. A nova regulamentação aumenta a responsabilidade sobre essa cadeia estendida. Não basta confiar em cláusulas contratuais genéricas; será necessário comprovar due diligence técnica, avaliação periódica de controles, testes de vulnerabilidade e planos de contingência para indisponibilidade de serviços críticos.

Esse ponto altera bastante a dinâmica do setor. A supervisão indireta, via terceiros, passa a ser um dos principais vetores de risco regulatório. Incidentes ocorridos em fornecedores poderão gerar não apenas impacto operacional, mas questionamentos formais sobre falhas de governança. O Banco Central tem sinalizado, nos últimos anos, uma postura mais proativa na aplicação de medidas administrativas, inclusive com imposição de restrições operacionais em casos de descumprimento reiterado.

O ônus de quem não se adaptou

Primeiro, haverá impacto regulatório direto. A legislação confere ao Banco Central instrumentos para instaurar processos administrativos sancionadores, aplicar multas, determinar ajustes compulsórios e, em situações mais graves, impor limitações à atuação da instituição. Em um sistema altamente interconectado, a reputação regulatória pesa tanto quanto indicadores financeiros.

Segundo, o custo de capital tende a refletir o nível de maturidade em segurança. Investidores institucionais, fundos e parceiros internacionais já incorporam métricas de risco cibernético em suas análises de compliance e ESG. Uma instituição que apresente incidentes recorrentes, falhas de governança ou advertências do regulador passa a carregar prêmio de risco maior. Isso afeta captação, valuation e capacidade de expansão.

Terceiro, há o impacto concorrencial. O sistema financeiro brasileiro é um dos mais digitalizados do mundo, com Pix consolidado, open finance em operação e crescente integração com ecossistemas de varejo e serviços. Nesse ambiente, confiança é ativo central. Um vazamento relevante de dados, uma indisponibilidade prolongada ou uma fraude sistêmica podem provocar migração imediata de clientes. A elasticidade é alta: abrir conta ou transferir relacionamento bancário hoje é processo simples e rápido.

A nova regulação, portanto, tende a produzir uma seleção natural. Instituições que investiram de forma consistente em arquitetura segura, segmentação de redes, autenticação forte, criptografia adequada, monitoramento por centros de operações de segurança (SOC) e testes regulares de intrusão estarão melhor posicionadas para transformar conformidade em vantagem competitiva. Poderão comunicar ao mercado que operam sob padrões robustos, auditáveis e alinhados às melhores práticas internacionais.

Por outro lado, organizações que trataram segurança como custo acessório enfrentarão uma encruzilhada. Adaptar-se às pressas implica investimentos elevados em curto prazo: revisão de arquitetura, contratação de especialistas escassos, implementação de ferramentas de detecção e resposta a incidentes, formalização de políticas e treinamento de equipes. A escassez de profissionais qualificados em cibersegurança no Brasil adiciona complexidade e pressiona orçamentos.

No médio prazo, o sistema financeiro brasileiro pode sair fortalecido. Ao elevar o padrão mínimo, o Banco Central reduz assimetrias e dificulta que modelos de negócio baseados em fragilidade estrutural prosperem. A consolidação de práticas sólidas de gestão de risco digital tende a ampliar a confiança internacional no mercado local, sobretudo em um cenário de integração com sistemas globais de pagamento e investimentos.

A vigência das resoluções marca menos o início de uma obrigação e mais a consolidação de uma realidade: no sistema financeiro contemporâneo, segurança digital é infraestrutura básica. Não se trata mais de cumprir norma, mas de sustentar a própria operação e de construir uma estratégia baseada na resiliência cibernética. O setor que se antecipou tende a transformar exigência regulatória em diferencial estratégico. O que ficou para trás terá de correr — sob fiscalização mais atenta e em um ambiente competitivo que não tolera fragilidade prolongada.

Sobre a Selbetti Tecnologia

A Selbetti Tecnologia é a maior One-Stop-Tech do Brasil, proporcionando um ecossistema completo de soluções para acelerar a transformação digital das empresas. Com quase 50 anos de história e um time de mais de 2,2 mil profissionais, a empresa atua como um hub de tecnologia que conecta automação, infraestrutura, inteligência artificial e experiência digital e física para impulsionar a eficiência e o crescimento dos negócios.

A Selbetti oferece soluções tecnológicas integradas que transformam operações e aumentam a competitividade das empresas, a partir de um ecossistema estruturado em oito unidades de negócios, cobrindo de forma estratégica as necessidades do mercado de tecnologia. Conheça:

Selbetti Print Solutions: entrega gestão inteligente de impressão, com soluções de outsourcing e monitoramento de parques de impressão, garantindo mais eficiência e controle para as empresas;

Selbetti IT Devices: atua no gerenciamento completo do ciclo de vida de dispositivos de TI, oferecendo locação de notebooks, desktops, smartphones e demais ativos. Além disso, disponibiliza portaria virtual, central de monitoramento e venda de equipamentos seminovos, unindo tecnologia, sustentabilidade e segurança para ambientes corporativos;

Selbetti Label Solutions: unidade de negócios que se destaca em captura automática de dados e identificação (AIDC), combinando fabricação de etiquetas, fornecimento de hardware e suprimentos para rastreabilidade e logística, garantindo mais eficiência operacional;

Selbetti Process Solutions: transforma a gestão documental e a automação de processos, com um portfólio modular que inclui RPA, assinatura digital e eletrônica, sistema de cobrança bancária e inteligência na digitalização de documentos, tornando os fluxos empresariais mais ágeis e inteligentes;

Selbetti IT Solutions: fortalece a infraestrutura tecnológica das empresas, garantindo segurança, confiabilidade e escalabilidade com soluções de cibersegurança, fieldservice, servidores, cloud, data science e inteligência artificial;

Selbetti Customer Experience: revoluciona o atendimento ao cliente (CX) com uma plataforma omnichannel completa, que integra chat e voicebots, URA, discador automático, monitoria de qualidade e inteligência artificial, proporcionando uma comunicação fluida e automatizada;

Selbetti Retail Experience: transforma a experiência no varejo, oferecendo soluções de cartazeamento, gestão de ofertas, rádio indoor e retail media networks, além de etiquetas impressas e eletrônicas que personalizam e otimizam a jornada do consumidor no ponto de venda;

Selbetti Business Consulting: oferece consultoria estratégica de TI, auxiliando empresas na gestão de projetos e processos, segurança da informação e transformação digital. Além disso, atua na alocação de profissionais especializados, como gestores de projeto (GP) e desenvolvedores (DEV), garantindo excelência na execução de iniciativas tecnológicas.

Selbetti Data & AI Solutions: apoia empresas na transformação de dados em ativos estratégicos de negócio, com foco em governança, qualidade da informação, analytics avançado e uso responsável da inteligência artificial. A área atua desde a organização e padronização dos dados até a aplicação de modelos analíticos e soluções de IA alinhadas às necessidades do negócio e às exigências regulatórias;

Selbetti Cybersecurity Solutions: atua de forma integrada em segurança da informação, privacidade de dados e operações de cibersegurança, apoiando empresas na identificação de riscos, proteção de ambientes digitais, detecção de ameaças e resposta a incidentes, com foco em governança, continuidade operacional e resiliência digital;

Fundada em 1977, a Selbetti carrega a inovação no DNA. A missão da empresa vai além da tecnologia, e conecta pessoas, dados e inovação para transformar desafios em oportunidades e acelerar o futuro das empresas. Com um olhar voltado para o amanhã, a Selbetti segue expandindo sua atuação, e consolidando sua posição como um dos principais vetores de inovação no Brasil.