Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
O erro que pode custar caro às empresas na Reforma Tributária
Impactos da transição na gestão, créditos e fornecedores exigem ação imediata
Há um erro comum entre empresários brasileiros diante da Reforma Tributária: tratá-la como um problema que "vai bater na porta em 2027" e que, até lá, pode esperar. Essa visão é perigosa. A transição para o novo sistema já começou a exigir decisões, e quem deixar para agir no último momento vai descobrir, tarde demais, que faltou tempo para testar, ajustar e corrigir rota.
A partir de janeiro de 2027 entra em vigor a CBS, que substitui PIS e Cofins. ICMS e ISS seguirão um caminho de transição mais longo, com convivência entre o sistema atual e o novo modelo até 2032. Na prática, isso significa que nenhuma empresa vai "migrar" de um dia para o outro: vai operar por anos dentro de duas lógicas tributárias ao mesmo tempo. E é justamente essa convivência que cria o maior risco de erro.
Faturar bem não é o mesmo que lucrar bem
Um dos hábitos mais arraigados na gestão de pequenas e médias empresas brasileiras é acompanhar o quanto se vende, sem necessariamente saber quanto sobra de cada venda. A Reforma Tributária escancara essa lacuna. Com a mudança na lógica de créditos, o resultado de uma operação vai depender menos da alíquota isolada e mais de como o negócio inteiro (custo, fornecedor, contrato, preço) se encaixa no novo sistema.
Isso significa que o empresário vai precisar responder, produto a produto, cliente a cliente: quanto custa, o que está embutido nesse custo e qual o efeito tributário real daquela operação. Quem só olhar para a alíquota vai deixar passar a parte mais importante da conta.
Fornecedor deixa de ser só uma questão de preço
Um efeito pouco discutido da reforma é o peso que a escolha de fornecedores vai ganhar nas decisões comerciais. Como o novo sistema de créditos tributários recompensa quem compra de fornecedores que geram os créditos esperados, empresas vão passar a considerar, além de preço e qualidade, o impacto fiscal de cada relação comercial.
Na prática, isso pode reorganizar cadeias inteiras de fornecimento. Fornecedores despreparados ou fora da nova lógica de créditos correm o risco de perder espaço, não porque o produto piorou, mas porque a conta tributária do cliente mudou. E essa é uma decisão que passa a envolver a área comercial, não apenas o setor fiscal.
O calendário não perdoa quem espera "ficar tudo definido"
Parte da regulamentação da reforma ainda está em construção, e é tentador esperar que todas as regras estejam fechadas para só então agir. Essa espera tem um custo: reduz o tempo disponível para testar sistemas, treinar equipes e simular cenários antes que as regras valham de verdade. Empresas que atuam em mais de um estado ou município enfrentam essa pressão de forma ainda maior, já que vão ter de lidar com particularidades regionais dentro de um sistema que também está em transição.
O aprendizado de quem já começou a se preparar é consistente: treinar equipes, orientar clientes e rodar simulações antes da entrada em vigor das regras reduz as dificuldades no meio do caminho.
A pergunta certa não é "vou pagar mais ou menos imposto"
Não existe resposta genérica para essa pergunta. O efeito da reforma varia conforme a atividade, a estrutura da empresa, o uso de créditos e a cadeia de fornecedores de cada negócio. Por isso, a pergunta mais útil não é sobre a alíquota, e sim: eu conheço, de fato, a rentabilidade de cada operação do meu negócio?
2027 marca o início da transição, não o fim dela; o processo segue até 2032, com ajustes ao longo do caminho. A melhor estratégia para o empresário não é esperar a reforma acontecer para entender seus efeitos. É fazer essa conta agora, enquanto ainda há tempo de corrigir rota.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade