Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
Crescimento do Brasil em 2027 preocupa? Entenda as projeções divulgadas pelo FMI
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo suas projeções para a economia brasileira e prevê uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo suas projeções para a economia brasileira e prevê uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) em 2027. De acordo com o relatório Perspectiva Econômica Mundial, a atividade econômica do país deve crescer 2,2% em 2026 e 1,9% no próximo ano.
As estimativas representam reduções de 0,2 e 0,3 ponto percentual, respectivamente, em relação às projeções divulgadas pela instituição em julho. O cenário indica que o Brasil continuará crescendo, mas em ritmo mais moderado diante das condições financeiras restritivas, da diminuição dos estímulos fiscais e das incertezas no ambiente internacional.
A avaliação do FMI reforça as preocupações sobre a capacidade de sustentação da atividade econômica brasileira nos próximos trimestres. Embora o país mantenha perspectivas de expansão, juros elevados encarecem o crédito, dificultam investimentos e podem reduzir o consumo das famílias.
Por que o crescimento do Brasil deve perder força?
Juros altos limitam consumo e investimentos
A política monetária é um dos principais fatores por trás da desaceleração projetada. Mesmo com a perspectiva de redução gradual da taxa Selic, o custo do dinheiro continua sendo uma preocupação para empresas e consumidores.
Quando os juros estão elevados, financiamentos de veículos, imóveis e equipamentos ficam mais caros. Empresas também enfrentam custos maiores para ampliar fábricas, contratar trabalhadores ou renovar estoques.
Uma pequena empresa varejista, por exemplo, pode adiar a abertura de uma nova unidade porque o financiamento necessário se tornou menos vantajoso. Da mesma forma, famílias endividadas podem reduzir gastos com produtos e serviços para priorizar o pagamento de empréstimos.
O Banco Central procura equilibrar esse cenário com o controle da inflação. Reduzir os juros rapidamente demais pode estimular a demanda e dificultar a convergência dos preços para a meta. Por isso, a velocidade dos cortes depende da avaliação sobre a inflação, as expectativas econômicas e os riscos internos e externos.
Menos estímulos fiscais podem afetar a atividade
Outro fator citado pelo FMI é a redução do impulso fiscal. Gastos públicos, transferências de renda e investimentos governamentais podem estimular a atividade econômica, especialmente quando chegam a famílias com maior propensão a consumir.
Quando esse impulso diminui, parte da demanda que sustentava o comércio e os serviços pode perder força. O efeito depende, entre outros fatores, da composição das despesas públicas, da arrecadação e das condições de crédito.
O quadro fiscal também influencia a percepção de risco dos investidores. Dúvidas sobre a trajetória da dívida pública podem pressionar os juros de longo prazo e dificultar o financiamento de empresas e do próprio governo.
PIB brasileiro já mostra sinais de desaceleração
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ajudam a compreender o cenário. Depois de crescer 3,4% em 2024 e 2,3% em 2025, a economia brasileira apresentou expansão de 0,5% no segundo trimestre de 2026 em relação aos três meses anteriores, abaixo do avanço de 1,1% observado no primeiro trimestre.
A perda de ritmo não significa necessariamente uma recessão. O PIB continua crescendo, mas a atividade econômica avança mais lentamente. Para avaliar a situação, também é necessário observar o desempenho da indústria, dos serviços, do agronegócio, do consumo das famílias e dos investimentos.
O mercado financeiro brasileiro apresenta projeções ainda mais moderadas do que as do FMI. No Boletim Focus de 2 de outubro de 2026, a mediana das estimativas apontava crescimento de 1,85% em 2026 e de 1,4% em 2027.
A diferença entre as projeções mostra que há incerteza sobre a intensidade da desaceleração. As estimativas podem mudar conforme novos indicadores de inflação, emprego, atividade econômica e política fiscal sejam divulgados.
Inflação deve cair, mas desemprego pode aumentar
O FMI projeta redução da inflação brasileira de 5% em 2025 para 4,4% em 2026 e 4,1% em 2027. Apesar da melhora esperada, a inflação ainda representa um desafio para o poder de compra da população.
Preços elevados de alimentos, combustíveis, energia e serviços afetam principalmente famílias que destinam grande parte da renda às despesas essenciais. Mesmo quando a inflação diminui, isso não significa que os preços voltarão aos níveis anteriores: significa que podem subir mais lentamente.
O mercado brasileiro, segundo o Focus de 2 de outubro, esperava inflação de 5,01% em 2026 e 4,3% em 2027, acima das projeções do FMI para os dois anos.
No mercado de trabalho, o Fundo prevê que a taxa de desemprego aumente de 6% em 2025 para 6,2% em 2026 e 6,8% em 2027. Essa projeção não representa uma certeza, mas aponta para o risco de que a desaceleração da atividade reduza o ritmo das contratações.
Para os trabalhadores, um cenário assim pode significar maior dificuldade para encontrar vagas em determinados setores, enquanto empresas podem adiar expansões e novas contratações.
Economia mundial enfrenta riscos e oportunidades
O FMI estima que o PIB mundial cresça 3,4% em 2026 e 3,6% em 2027, um ritmo superior ao previsto para o Brasil. Mesmo assim, a instituição destaca riscos relacionados a conflitos geopolíticos, barreiras comerciais, inflação e desequilíbrios fiscais.
A alta dos preços de energia pode elevar os custos de transporte e produção, pressionando a inflação em diferentes países. Para o Brasil, os efeitos dependem da evolução do petróleo, do câmbio e dos preços internacionais de matérias-primas.
Por outro lado, os investimentos em inteligência artificial podem aumentar a produtividade e estimular novos negócios. Caso esses ganhos se disseminem pela economia, poderão contribuir para um crescimento global mais forte.
O desempenho brasileiro também dependerá da capacidade de ampliar investimentos, elevar a produtividade e manter condições macroeconômicas que favoreçam o planejamento das empresas.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade