Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
Alerta sobre dinheiro deixado nas plataformas de apostas
Apostadores: Até 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores
As plataformas de apostas estão com os dias contados. E os apostadores têm até 5 de outubro para retirar voluntariamente os valores mantidos nas contas. A partir de 6 de outubro, os sites e aplicativos deverão sair do ar. A mudança é resultado da medida provisória MP 1.394, promulgada em 25 de setembro de 2026 que determina o fim da exploração, oferta, intermediação e publicidade das chamadas bets no Brasil.
A medida alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online e prevê o encerramento das operações das plataformas que atuam no país. Especialista explica os impactos para consumidores, os riscos de endividamento e como redirecionar o dinheiro das bets para a organização financeira e a construção de patrimônio.
Para Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, a mudança exige atenção principalmente de quem ainda mantém dinheiro nas plataformas ou está acostumado a destinar parte da renda às apostas. “Na prática, o Banco Central e os bancos comerciais devem bloquear transferências via Pix e cartões de crédito para as plataformas, muitos bancos já vinham limitando isso, mas agora será regra oficial”, destaca o planejador financeiro.
Ele aconselha o saque do dinheiro. “Se você tem dinheiro parado lá seja de depósitos ou prêmios, o consumidor deve solicitar o saque. Com a proibição, muitas plataformas podem alegar problemas de liquidez ou simplesmente encerrar as operações no Brasil do dia para a noite, dificultando o resgate do seu próprio dinheiro”, diz.
A medida também foi apresentada pelo governo como uma resposta aos impactos financeiros e sociais associados às apostas. Dados divulgados pelo Ministério da Saúde apontam crescimento dos atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas entre 2018 e 2025, além de impactos sobre endividamento, relações familiares e saúde mental.
Pressa
Na avaliação de Patzlaff, o problema financeiro pode se intensificar quando o apostador tenta recuperar rapidamente o dinheiro perdido. “Na aposta, o dinheiro vira um ‘ingresso’ para comprar dopamina, o hormônio do prazer. O ciclo de dívidas acontece por um fenômeno psicológico chamado aversão à perda.
Ele calcula que quando a pessoa perde R$ 100, a dor é tão grande que ela aposta mais R$ 200 tentando recuperar o que era dela. A pessoa gasta uma parte do que era para o aluguel ou do supermercado, para cobrir o buraco em casa, usa o limite do cartão de crédito ou o cheque especial. Os juros no Brasil são altíssimos, uma dívida de R$ 2.000 vira R$ 5.000 em poucos meses. O desespero aumenta, e o apostador busca dinheiro caro que são os empréstimos pessoais ou até agiotas, com a ilusão de que a próxima aposta vai quitar tudo. Matematicamente, a casa sempre ganha, e a família vai à falência”. Para quem já acumulou prejuízos, o primeiro passo, segundo o especialista, é interromper o acesso às plataformas e colocar as contas em ordem, sem tratar o endividamento como motivo de vergonha. “Se a sua família está nessa situação, exclua os aplicativos, cancele contas nas plataformas e, se necessário, peça para um familiar de confiança administrar as senhas e finanças temporariamente.
O vício em jogos é reconhecido como doença, a ludomania. Buscar ajuda psicológica, como os Jogadores Anônimos, é fundamental. Além disso, coloque tudo no papel, quanto você ganha, para quem você deve e qual o juro cobrado. Não faça novos empréstimos para pagar dívidas
velhas, a menos que seja para trocar uma dívida cara, por exemplo cartão de crédito a 400% ao ano, por uma barata, crédito consignado a 25% ao ano”, comenta.
Segundo o planejador financeiro, outro ponto de atenção é a possibilidade de migração de apostadores para plataformas não autorizadas. A própria MP prevê ações de fiscalização e bloqueio de sites e aplicativos irregulares, além de restrições aos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais. Patzlaff alerta para os riscos financeiros envolvidos nesse tipo de operação. “A proibição vai fazer com que ofertas de plataformas ilegais inundem grupos de WhatsApp e Telegram. O risco aqui é bem maior, você enviará dinheiro para criminosos. Não há Procon, não há Banco Central, não há Justiça brasileira que consiga obrigar um site anônimo na Ásia a pagar o seu prêmio. Essas plataformas frequentemente roubam dados bancários, senhas e instalam vírus nos celulares. O risco é infinito e o retorno não existe, fique longe”, comenta. Com o fim das apostas, uma alternativa para quem já tinha o hábito de separar mensalmente uma quantia para as bets é redirecionar esse dinheiro para objetivos financeiros.
Construção de patrimônio.
Para Patzlaff, a mudança pode ser uma oportunidade para transformar o hábito de separar dinheiro em uma estratégia de construção de patrimônio. “Se você estava acostumado a separar R$ 100, R$ 300 por mês para as bets, você já tem o mais difícil, o hábito de organizar e poupar, mesmo que estivesse usando no lugar errado. A estratégia agora é usar juros a seu favor, e não contra você. Utilize o método 50/30/20 como norte para sua organização e adeque a sua realidade. 50% do que ganha destina para contas essenciais, moradia, supermercado, água, luz. 30% para o seu lazer/qualidade de vida, 20% para investir destinada pro seu eu do futuro”, afirma.
Ele explica que primeiro é preciso construir sua reserva de emergência para não cair mais na estatística do endividamento. Com 6 a 12 meses dos gastos essenciais, o ideal é colocar esse dinheiro no Tesouro Selic ou em um CDB de liquidez, caixinhas/cofrinhos do seu banco que pague 100% do CDI com liquidez diária. É o dinheiro seguro, que rende todo dia e não tem perda: “Depois de montar uma reserva, comece a investir a pensar nos seus objetivos de longo prazo, comprar uma casa, fazer uma viagem internacional, monte uma carteira que tenha seus objetivos como foco, e se atente a prazos e liquidez”. O especialista destaca ainda que a promessa de enriquecimento rápido pode dificultar a construção de uma relação sustentável com o dinheiro. A lógica do planejamento financeiro, segundo ele, está associada à disciplina, ao controle dos gastos e à construção de patrimônio ao longo do tempo.
“Quando alguém promete lucro rápido e alto, seja em bets, pirâmides ou esquemas na internet, o risco de perder tudo é altíssimo. Desenvolver uma relação consciente com o dinheiro significa entender que a verdadeira riqueza é chata precisa de constância e tempo. Ela é construída devagar, gastando menos do que se ganha, investindo a diferença constantemente em bons ativos, e deixando o tempo fazer o trabalho pesado através dos juros compostos. O dinheiro deve ser o veículo que traz paz e segurança para a sua família, e não a fonte de insônia e ansiedade”, conclui.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade