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17/09/2026 09:21:49

Marketing digital muda rápido e aumenta pressão por treinamentos nas empresas

Programas in company ganham espaço ao aproximar o aprendizado dos desafios reais do negócio, mas resultados dependem de diagnóstico, aplicação prática e indicadores definidos antes da capacitação

A velocidade das mudanças no marketing digital está obrigando empresas a rever como desenvolvem suas equipes. Inteligência artificial, automação, análise de dados, redes sociais, mecanismos de busca e novas regras de privacidade transformam atividades que, até pouco tempo, dependiam principalmente de criatividade e conhecimento dos canais.

O desafio vai além do departamento de marketing. Vendas, atendimento, comunicação, Recursos Humanos e lideranças também passaram a participar da construção da presença digital, da reputação e do relacionamento com clientes.

O Relatório sobre o Futuro dos Empregos 2025, do Fórum Econômico Mundial, estima que 39% das competências atualmente utilizadas pelos profissionais serão transformadas ou poderão ficar desatualizadas até 2030. Em uma força de trabalho formada por 100 pessoas, 59 precisarão passar por algum processo de qualificação. Entre as empresas consultadas, 85% pretendem priorizar o desenvolvimento de competências.

No marketing, a pressão é particularmente visível. Levantamento do LinkedIn sobre as habilidades em crescimento colocou alfabetização em inteligência artificial, comunicação, pensamento estratégico e retenção de clientes entre as competências de maior expansão no Brasil. Para profissionais de marketing, gestão de orçamento e atuação em redes sociais também aparecem entre as capacidades mais demandadas.

Quando o curso encontra a realidade da empresa

Nesse contexto, os treinamentos in company procuram reduzir a distância entre o conteúdo apresentado e os problemas enfrentados no trabalho. Em vez de reunir profissionais de diferentes organizações em uma formação genérica, esse modelo permite adaptar exemplos, exercícios e discussões ao mercado, ao público e aos objetivos da empresa contratante.

A Lideres.ai oferece treinamentos in company de marketing digital com a proposta de personalizar o conteúdo para que os participantes apliquem o conhecimento em desafios reais da organização. A empresa também atua com capacitações em inteligência artificial, liderança, metodologias ágeis e NeuroEducação corporativa.

A personalização pode tornar o treinamento mais relevante, mas não garante resultados automaticamente. A efetividade depende da qualidade do diagnóstico realizado antes da formação. Uma equipe que precisa melhorar a geração de demanda enfrenta um problema diferente daquela que produz conteúdo sem mensurar conversões ou utiliza inteligência artificial sem regras de segurança.

Por isso, o ponto de partida deve ser a pergunta: qual problema de negócio o treinamento pretende resolver?

Capacitação não pode terminar no certificado

Um dos riscos dos programas corporativos é concentrar a avaliação na presença dos participantes ou no grau de satisfação com o instrutor. Esses indicadores são úteis, mas não mostram se o aprendizado alterou práticas ou melhorou o desempenho.

Antes de contratar uma capacitação, a empresa pode estabelecer uma linha de base e acompanhar métricas como tempo de produção, custo de aquisição de clientes, geração de leads, taxa de conversão, engajamento qualificado, retorno sobre investimento e capacidade da equipe de operar ferramentas sem apoio externo.

Também é recomendável definir uma aplicação concreta. Ao final do treinamento, os participantes podem entregar um plano de campanha, revisar uma jornada de clientes, criar um conjunto de indicadores ou desenvolver um projeto piloto utilizando dados autorizados da própria empresa.

O Workplace Learning Report 2025, do LinkedIn, mostra que 49% dos profissionais de aprendizagem e desenvolvimento afirmam que seus executivos estão preocupados com a falta das competências necessárias para executar a estratégia. Ao mesmo tempo, somente 36% das organizações analisadas foram classificadas como maduras em desenvolvimento de carreira.

O dado indica que reconhecer a necessidade de capacitação é mais comum do que transformar o aprendizado em uma prática contínua.

O papel do RH na escolha do treinamento

Embora o conteúdo esteja ligado ao marketing, o RH pode contribuir para que a contratação não seja conduzida apenas pela promessa de atualização tecnológica. Cabe à área ajudar a identificar lacunas, selecionar os públicos, acompanhar a participação e avaliar se o conhecimento foi transferido para a rotina.

Entre os critérios que devem ser analisados estão:

  • experiência dos instrutores e aderência ao setor da empresa;
  • diagnóstico realizado antes da definição do conteúdo;
  • equilíbrio entre conceitos e exercícios práticos;
  • atualização do programa diante das mudanças nas plataformas;
  • tratamento seguro de informações internas e dados de clientes;
  • materiais de apoio e acompanhamento depois das aulas;
  • indicadores para medir aplicação e impacto;
  • investimento total por participante e horas retiradas da operação.

A empresa também deve comparar o formato in company com alternativas como cursos abertos, plataformas digitais, universidades corporativas e programas desenvolvidos internamente. Para conhecimentos introdutórios, conteúdos sob demanda podem oferecer maior escala e menor custo. Para desafios específicos, o treinamento personalizado tende a proporcionar maior aderência, troca entre áreas e aplicação imediata.

Treinar para usar ferramentas ou para tomar decisões?

Ferramentas de marketing mudam rapidamente. Uma capacitação excessivamente concentrada em comandos, plataformas ou funcionalidades pode perder relevância em pouco tempo. Por isso, os programas precisam desenvolver também pensamento crítico, análise de dados, comunicação, estratégia e capacidade de avaliar quando uma tecnologia realmente contribui para o negócio.

A inteligência artificial tornou essa discussão mais urgente. Produzir textos, imagens e campanhas ficou mais rápido, mas surgiram riscos relacionados a informações incorretas, direitos autorais, privacidade, segurança de dados e padronização excessiva da comunicação.

O desafio não é apenas ensinar a equipe a utilizar novas ferramentas. É prepará-la para decidir o que automatizar, o que revisar e quais atividades ainda exigem julgamento humano.

Treinamentos como os oferecidos pela Lideres.ai representam uma das alternativas disponíveis para empresas que procuram atualizar suas equipes. Sua contribuição, assim como a de qualquer programa corporativo, deverá ser avaliada pela capacidade de transformar aprendizado em comportamentos, projetos e resultados mensuráveis.

Em um mercado no qual tecnologias podem ser substituídas em poucos meses, o investimento mais duradouro não está no domínio de uma plataforma específica. Está na capacidade das pessoas de aprender, testar, analisar e tomar decisões melhores.

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