Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
Futuro do trabalho exige IA, dados e equilíbrio emocional
Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores até 2027; especialista aponta seis competências que combinam domínio tecnológico, pensamento crítico e capacidade de enfrentar mudanças
O Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores entre 2025 e 2027 para atender às novas demandas da indústria. Desse total, 2,2 milhões deverão receber formação inicial, enquanto 11,8 milhões que já estão empregados precisarão atualizar conhecimentos técnicos e competências socioemocionais.
Os números fazem parte do Mapa do Trabalho Industrial 2025-2027, elaborado pelo Observatório Nacional da Indústria. Em outra projeção, o LinkedIn estima que pelo menos 65% das competências exigidas nas profissões poderão mudar até 2030, principalmente em razão do avanço da inteligência artificial e da transformação digital.
Os levantamentos medem aspectos diferentes, mas apontam para a mesma direção: concluir uma formação e repetir durante anos o que foi aprendido deixou de ser suficiente. O conhecimento técnico continua importante, porém precisa ser permanentemente atualizado e combinado com capacidade de análise, adaptação e julgamento.
Para Madilad Almassy, autora de A Bússola do Invisível e especialista em desenvolvimento humano e liderança, preparar-se para esse cenário exige uma formação híbrida. Psicanalista com mais de 30 anos de experiência em liderança comercial, negociação e governança em multinacionais no Brasil e no exterior, ela destaca seis habilidades que podem fazer diferença na trajetória profissional.
1. Aprendizagem contínua
A graduação permanece relevante, mas já não funciona como uma garantia permanente de empregabilidade. Tecnologias, métodos e modelos de negócio mudam com rapidez, reduzindo o tempo de validade de parte do conhecimento adquirido.
Aprender continuamente não significa acumular certificados. Envolve identificar lacunas, buscar conteúdos relacionados à própria atividade e, principalmente, transformar conhecimento em prática. Esse também é um desafio para as organizações, que ampliam os investimentos em capacitação, mas ainda enfrentam dificuldades para medir o impacto da educação corporativa.
2. Domínio da inteligência artificial
Saber usar inteligência artificial tende a deixar de ser um diferencial restrito a profissionais de tecnologia. Ferramentas generativas já estão presentes em áreas como RH, finanças, marketing, atendimento, comunicação, vendas e operações.
O domínio da IA, entretanto, não pode ser confundido com a simples capacidade de escrever comandos. É necessário compreender qual ferramenta utilizar, proteger informações confidenciais, avaliar a qualidade das respostas e reconhecer possíveis erros, vieses e limitações.
O mercado valoriza profissionais capazes de trabalhar com a tecnologia sem terceirizar a ela o próprio julgamento. Como mostrou o Mundo RH, a IA chegou às empresas antes que muitos profissionais estivessem preparados. No Tec Login, uma análise sobre cinco habilidades essenciais para gestores de RH na era da IA reforça a importância do pensamento crítico, da visão sistêmica e da governança.
3. Análise de dados
A quantidade de informações disponíveis nas empresas cresce, mas ter acesso a dados não significa saber interpretá-los. O diferencial estará na capacidade de formular boas perguntas, identificar padrões, avaliar a qualidade das informações e transformar números em decisões.
Essa competência também exige cautela. Correlação não representa necessariamente causa, indicadores podem esconder distorções e bases incompletas produzem conclusões frágeis. Por isso, a análise de dados precisa estar acompanhada de conhecimento do negócio, responsabilidade no uso das informações e atenção à privacidade.
4. Adaptabilidade
Funções, ferramentas e processos continuarão mudando. Nesse ambiente, a adaptabilidade será importante para aprender novas formas de trabalhar, aplicar conhecimentos em contextos diferentes e reorganizar prioridades diante de cenários inesperados.
Adaptar-se não significa aceitar qualquer mudança sem questionamento. A verdadeira capacidade de adaptação envolve compreender o contexto, avaliar riscos e ajustar a rota sem abandonar critérios, valores ou objetivos. O profissional adaptável não é aquele que apenas suporta transformações, mas aquele que consegue aprender com elas.
5. Resolução de problemas e pensamento estratégico
Quanto mais tarefas operacionais forem automatizadas, maior será o valor de quem consegue interpretar situações complexas, identificar causas e propor soluções consistentes. Afinal, automatizar um processo mal estruturado pode apenas fazer o erro acontecer com mais rapidez.
Pensamento estratégico envolve conectar informações, antecipar consequências e compreender como uma decisão afeta outras áreas da organização. Também exige coragem para questionar respostas aparentemente prontas, inclusive aquelas produzidas por sistemas de inteligência artificial.
6. Inteligência emocional e saúde mental
A capacidade de reconhecer emoções, administrar conflitos, estabelecer limites e lidar com frustrações será cada vez mais necessária. Mudanças frequentes, pressão por produtividade e insegurança profissional podem aumentar o desgaste emocional, comprometendo decisões e relacionamentos.
Essa responsabilidade, porém, não pode ser colocada exclusivamente sobre o trabalhador. Inteligência emocional não deve se transformar em um nome elegante para tolerar sobrecarga, assédio ou condições inadequadas. Enquanto o profissional precisa desenvolver autoconhecimento e buscar ajuda quando necessário, as empresas devem identificar e prevenir riscos psicossociais, construir ambientes seguros e rever práticas que favoreçam o adoecimento.
A discussão ganhou ainda mais relevância com a inclusão da saúde mental na gestão dos riscos ocupacionais.
Competência técnica não caminha sozinha
O futuro do trabalho não será definido apenas por quem domina mais ferramentas. A vantagem estará na combinação entre conhecimento tecnológico, capacidade de aprender, interpretação de dados, pensamento crítico e maturidade emocional.
A inteligência artificial pode acelerar tarefas, organizar informações e apoiar decisões. Ainda assim, compreender contextos, questionar resultados, assumir responsabilidades e lidar com pessoas continuam sendo atribuições humanas. Em um mercado marcado pela transformação permanente, a competência mais duradoura talvez seja justamente a capacidade de continuar aprendendo sem deixar de pensar.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade