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Dicas de especialista para fazer boas escolhas de investimentos
Antes de escolher a aplicação do dinheiro, é importante considerar objetivos, prazo, perfil de risco, liquidez e diversificação. Especialista explica quais critérios fazem diferença para construir uma carteira mais eficiente
Escolher um investimento vai além de comparar taxas de rentabilidade. Em um cenário de juros elevados, inflação persistente e ampla oferta de produtos financeiros, tomar decisões com base apenas no retorno prometido pode levar a escolhas inadequadas para o perfil e os objetivos de cada investidor.
A construção de uma carteira eficiente depende de planejamento, conhecimento e diversificação. Segundo a gerente de estratégia de investimentos do Inter, Daniela Barreto, os melhores investimentos não são necessariamente aqueles que oferecem a maior rentabilidade, mas os que estão alinhados ao prazo, à necessidade de liquidez e ao nível de risco que cada pessoa está disposta a assumir. Confira as principais orientações da especialista para investir de forma mais consciente.
Como escolher o investimento ideal para o seu objetivo?
O primeiro passo é entender por que o dinheiro será investido. A resposta para essa pergunta influencia diretamente quais produtos fazem sentido para cada situação. Daniela Barreto considera que alguns critérios devem sempre ser analisados antes da aplicação:
- Objetivo financeiro do investimento
- Prazo em que o dinheiro será utilizado
- Necessidade de liquidez
- Perfil de risco do investidor
- Rentabilidade líquida, já descontados impostos
- Risco de crédito da instituição emissora
Ignorar qualquer um desses fatores costuma ser uma das principais causas de insatisfação dos investidores. "Não existe investimento ideal para todas as pessoas. Existe o investimento mais adequado para cada objetivo e momento financeiro", explica Daniela.
Como a estratégia de investimentos se conecta com o perfil de risco
A estratégia começa pela combinação entre prazo e tolerância ao risco. Para Daniela Barreto, esses dois fatores devem caminhar juntos na construção da carteira. Em geral, a lógica funciona assim:
Reserva de emergência – Prioriza liquidez imediata.
Entre as alternativas mais utilizadas estão:
- CDBs com liquidez diária
- Fundos de renda fixa com resgate rápido
- Aplicações atreladas ao CDI ou à Selic
Objetivos de médio e longo prazo – Quem investe pensando em cinco, dez anos ou mais pode aceitar maior volatilidade em troca de maior potencial de retorno. Nesse caso, a composição costuma variar conforme o perfil:
- Conservador: predominância de renda fixa
- Moderado: combinação entre renda fixa e pequena parcela em renda variável
- Arrojado: maior participação de ativos de renda variável, aceitando oscilações mais intensas
Segundo a especialista, definir primeiro o horizonte de investimento evita decisões precipitadas durante momentos de volatilidade do mercado.
Por que diversificar é uma das principais recomendações dos especialistas?
Diversificação continua sendo uma das estratégias mais importantes para reduzir riscos. Concentrar todo o patrimônio em apenas um produto, banco ou emissor aumenta a exposição a eventos específicos daquela instituição.
Mesmo investimentos protegidos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) possuem limites de cobertura e podem exigir prazo para ressarcimento em caso de intervenção na instituição financeira. Uma carteira diversificada normalmente distribui recursos entre:
- Diferentes instituições financeiras
- Diversos tipos de ativos
- Prazos variados de vencimento
- Indexadores distintos, como CDI, Selic, IPCA e prefixados
Plataformas que reúnem diferentes produtos de investimento, como o Super App do Inter, facilitam esse processo ao permitir que o investidor compare alternativas de renda fixa, fundos, Tesouro Direto e outros ativos em um único ambiente.
Erros que investidores iniciantes devem evitar
Grande parte dos erros acontece antes da aplicação e os equívocos mais frequentes apontados pela gerente são:
- Escolher investimentos apenas pela taxa anunciada
- Ignorar impostos e rentabilidade líquida
- Não verificar carência ou liquidez
- Concentrar todo o patrimônio em um único produto
- Vender ativos por impulso durante períodos de queda
Outro erro recorrente é comparar aplicações sem considerar seus riscos ou características. Um investimento que paga "120% do CDI" pode não ser mais vantajoso do que outro aparentemente menos rentável, dependendo da tributação, prazo e liquidez. Em um cenário de juros elevados, Daniela destaca que ativos pós-fixados atrelados ao CDI ou à Selic tendem a ganhar protagonismo por acompanharem a alta dos juros.
Já para quem busca preservar o poder de compra no longo prazo, títulos indexados à inflação, como o Tesouro IPCA+, podem desempenhar papel importante ao garantir rendimento real acima da inflação.
FAQ - Perguntas frequentes sobre como escolher investimentos
Qual é o primeiro passo antes de investir?
Definir o objetivo financeiro. Saber para que o dinheiro será utilizado ajuda a escolher aplicações compatíveis com o prazo e o nível de risco.
O que é mais importante: rentabilidade ou segurança?
Os dois fatores devem ser analisados em conjunto. Um investimento mais rentável pode apresentar riscos maiores ou menor liquidez.
Por que a diversificação é importante?
Porque reduz o risco de concentração em um único ativo, instituição ou classe de investimento, tornando a carteira mais equilibrada.
Quem está começando deve investir apenas em renda fixa?
Não necessariamente. Embora muitos iniciantes comecem pela renda fixa, a decisão deve considerar o perfil de risco, os objetivos e o prazo de investimento.
Vale a pena mudar a carteira com frequência?
Mudanças devem ocorrer quando houver alteração nos objetivos, no perfil do investidor ou nas condições do mercado. Revisões periódicas são recomendadas, mas mudanças constantes por impulso tendem a prejudicar os resultados.
Como comparar corretamente dois investimentos?
A comparação deve considerar a rentabilidade líquida, já descontados impostos, além de liquidez, prazo, risco do emissor e adequação aos objetivos financeiros.
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