Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
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Notícia
A estratégia fica mais clara quando a empresa decide primeiro aquilo que não pretende fazer
Estratégia costuma ser associada a novos mercados, produtos e oportunidades. Mas empresas também precisam definir quais clientes não atenderão, quais projetos não receberão recursos
Estratégia costuma ser associada a novos mercados, produtos e oportunidades. Mas empresas também precisam definir quais clientes não atenderão, quais projetos não receberão recursos e quais oportunidades serão deixadas para os concorrentes
Uma empresa encontra uma oportunidade promissora.
Pouco depois, aparece outra. Depois, um novo segmento parece interessante, um cliente pede um serviço diferente e um concorrente lança algo que parece impossível ignorar.
Individualmente, todas as oportunidades podem fazer sentido.
O problema começa quando a organização tenta persegui-las ao mesmo tempo.
Estratégia não serve apenas para decidir onde colocar dinheiro, pessoas e atenção. Ela também precisa estabelecer onde esses recursos não serão colocados.
Toda escolha estratégica elimina outras possibilidades
Recursos empresariais são limitados.
Uma equipe dedicada ao desenvolvimento de um novo produto não poderá usar as mesmas horas em outro projeto. O capital investido na expansão para uma região deixa de estar disponível para outra iniciativa.
Mesmo a atenção da liderança possui limites.
Por isso, uma estratégia que apenas acumula prioridades pode deixar de ser estratégia e se transformar em uma lista de desejos.
Escolher significa aceitar renúncias.
O cliente que você não quer também faz parte da estratégia
Imagine uma empresa que decidiu competir oferecendo atendimento altamente personalizado.
Surge então a oportunidade de conquistar milhares de clientes extremamente sensíveis a preço.
Aceitá-los pode aumentar o faturamento. Mas também pode exigir redução de custos, padronização do atendimento e mudanças operacionais incompatíveis com a proposta original.
A oportunidade é ruim?
Não necessariamente.
Ela simplesmente pode ser ruim para aquela estratégia.
Essa distinção ajuda a explicar por que empresas bem administradas recusam oportunidades aparentemente atraentes.
Dizer “não” fica difícil quando existe dinheiro sobre a mesa
Recusar projetos, clientes ou expansões exige mais do que planejamento. Frequentemente, envolve negociar expectativas de sócios, investidores, equipes e parceiros.
É justamente nesse ponto que estratégia e capacidade de influência se encontram.
O curso Negociação & Influência, disponível no Administradores Premium, trabalha negociação, persuasão, gestão de conflitos e relacionamento com stakeholders, competências importantes para líderes que precisam defender prioridades mesmo diante de interesses concorrentes.
Copiar concorrentes pode apagar diferenças
Outro problema aparece quando empresas transformam cada movimento da concorrência em uma obrigação.
O concorrente lançou um serviço?
Precisamos lançar também.
Entrou em determinado mercado?
Precisamos entrar.
Criou uma nova funcionalidade?
Precisamos responder.
Aos poucos, organizações que começaram diferentes passam a oferecer produtos cada vez mais semelhantes.
Estratégia também exige tranquilidade para observar algo funcionando no concorrente e concluir: isso não faz parte do negócio que queremos construir.
Uma lista do que não fazer pode revelar mais do que um planejamento
Um exercício útil para gestores é inverter o planejamento estratégico.
Em vez de começar perguntando apenas o que a empresa fará nos próximos anos, vale definir também:
Quais mercados não serão prioridade?
Que tipo de cliente não combina com o posicionamento?
Quais produtos não serão desenvolvidos?
Quais métricas não determinarão decisões?
Que oportunidades serão recusadas mesmo que possam gerar receita?
As respostas criam limites. E limites ajudam equipes a tomar decisões sem precisar consultar a liderança a cada nova oportunidade.
O verdadeiro teste aparece diante de uma boa oportunidade
Recusar uma ideia obviamente ruim é fácil.
A dificuldade está em dizer não para uma oportunidade genuinamente interessante porque existe outra prioridade mais importante.
É nesse momento que a estratégia deixa de ser uma apresentação corporativa e passa a orientar decisões reais.
Uma empresa sem oportunidades provavelmente tem um problema. Mas uma empresa que aceita todas elas pode ter outro igualmente sério.
Estratégia ganha força quando deixa claro não apenas aquilo que merece um “sim”, mas quais bons negócios, ideias e possibilidades também receberão um “não”.
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