Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
A cultura da urgência está destruindo a estratégia
Empresas respondem mais rápido do que nunca aos problemas, mas talvez nunca tenham dedicado tão pouco tempo para pensar no futuro
Vivemos na era da resposta imediata. Mensagens chegam em tempo real, reuniões são convocadas de última hora, indicadores são atualizados continuamente e decisões precisam ser tomadas cada vez mais rápido.
A tecnologia aproximou pessoas, reduziu distâncias e permitiu que empresas acompanhassem praticamente tudo o que acontece dentro de suas operações no exato momento em que acontece.
Esse avanço trouxe ganhos inegáveis de eficiência. Nunca foi tão fácil identificar problemas, mobilizar equipes e agir rapidamente.
Mas, por outro lado, criou também uma nova forma de administrar os negócios: a cultura da urgência.
O problema não é a urgência em si. Toda empresa convive com situações que exigem respostas rápidas.
O problema começa quando a exceção vira regra, quando praticamente tudo parece urgente, a estratégia deixa de organizar o trabalho e passa a ser substituída pela sucessão interminável de acontecimentos do dia.
Aos poucos, a urgência vai destruindo a estratégia.
Quando tudo parece urgente
O executivo inicia a manhã respondendo mensagens acumuladas da noite anterior. Antes mesmo de concluir a primeira tarefa, surge uma reunião inesperada.
Logo depois, um cliente precisa de atenção imediata, um indicador foge da meta, um fornecedor comunica um atraso ou uma nova demanda chega da diretoria.
O dia termina com a sensação de ter trabalhado intensamente. Mas também com a impressão de que aquilo que realmente era importante ficou para amanhã.
Existe uma diferença importante entre administrar o presente e construir o futuro. A primeira atividade depende da capacidade de reagir, já a segunda exige tempo para refletir.
Essa distinção parece simples, mas vem desaparecendo da rotina de muitas organizações.
A velocidade passou a ser tratada como sinônimo de eficiência. Responder rapidamente virou uma competência valorizada. Pensar antes de responder, em alguns ambientes, passou a ser confundido com lentidão.
A tecnologia acelerou as respostas
Paradoxalmente, a tecnologia ajudou a criar esse cenário. Ferramentas de colaboração, smartphones, plataformas de monitoramento e sistemas integrados eliminaram o intervalo entre um acontecimento e sua comunicação.
Um problema que antes demorava dias para chegar à liderança hoje aparece em segundos na tela do celular. Com isso, criou-se a expectativa de que toda informação exige uma resposta na mesma velocidade.
Empresas podem responder rapidamente a centenas de situações todos os dias e, ainda assim, estarem se afastando de seus objetivos estratégicos. Resolver problemas não significa necessariamente gerar progresso.
Muitas vezes significa apenas impedir que o presente desmorone.
Esse talvez seja um dos efeitos mais silenciosos da cultura da urgência: ela recompensa quem apaga incêndios, mas raramente reconhece quem trabalha para que eles não aconteçam.
O incentivo para apagar incêndios
Na prática, isso influencia até mesmo a forma como as lideranças são avaliadas.
Profissionais que resolvem crises costumam receber visibilidade, enquanto aqueles que investem tempo revisando processos, eliminando causas recorrentes e simplificando operações produzem resultados menos perceptíveis no curto prazo, embora muito mais relevantes para a sustentabilidade do negócio.
O resultado é uma organização extremamente eficiente para reagir, mas cada vez menos preparada para prevenir.
Esse comportamento também altera a qualidade das decisões. Quando tudo precisa ser resolvido imediatamente, sobra pouco espaço para fazer perguntas essenciais.
Ainda faz sentido manter esse processo? Esse projeto continua alinhado à estratégia? Esse cliente continua sendo prioritário? Estamos resolvendo a causa do problema ou apenas seus sintomas?
Sem tempo para esse tipo de reflexão, a empresa continua ocupada. Mas passa a operar quase exclusivamente no modo reativo.
Curiosamente, isso gera uma falsa sensação de produtividade.
Executivos participam de mais reuniões, respondem mais mensagens, acompanham mais indicadores e encerram o dia com a agenda completamente preenchida. Entretanto, existe uma diferença importante entre estar ocupado e gerar valor.
Estratégia também exige tempo
As organizações que mais se destacarão nos próximos anos provavelmente não serão aquelas que responderem mais rápido a todas as demandas. Serão aquelas capazes de distinguir o que realmente exige velocidade daquilo que exige reflexão.
Conseguirão proteger espaços para discutir estratégia, revisar prioridades e questionar decisões antes que elas se transformem em novos problemas.
Isso não significa desacelerar os negócios. Significa impedir que o imediatismo se torne o único critério para definir prioridades.
Urgência continuará sendo indispensável. Nenhuma empresa sobrevive ignorando crises ou deixando de responder rapidamente ao mercado. Mas estratégia exige algo que a urgência jamais conseguirá oferecer: tempo para pensar.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade