Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
Educação financeira entra na agenda de bem-estar do RH
Endividamento afeta concentração, saúde mental e produtividade; empresas ampliam programas de orientação e plataformas financeiras, mas oferta de crédito exige cautela e proteção à privacidade
A preocupação com dinheiro deixou de ser um problema restrito à vida pessoal dos trabalhadores. Dívidas, contas atrasadas e dificuldades para organizar o orçamento acompanham o profissional durante o expediente e podem afetar sua concentração, saúde emocional, tomada de decisão e produtividade.
Dados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), mostram que 81,6% das famílias brasileiras possuíam dívidas a vencer em junho de 2026. No mesmo período, 29,9% estavam com contas em atraso.
O cenário amplia a pressão sobre as áreas de Recursos Humanos. Empresas que já investem em saúde física, apoio psicológico e qualidade de vida começam a incluir a educação financeira em seus programas de bem-estar.
Estresse financeiro chega ao trabalho
Nem sempre os efeitos aparecem de maneira explícita. O profissional pode evitar falar sobre dívidas, mas a preocupação constante com boletos, juros e despesas essenciais ocupa espaço mental e interfere na rotina.
Entre os possíveis impactos estão perda de foco, presenteísmo, queda de engajamento, pedidos frequentes de adiantamento salarial e procura por empréstimos. O Mundo RH já mostrou que o estresse financeiro deixou de ser apenas uma questão privada e passou a desafiar produtividade, retenção e bem-estar.
Isso não significa que gestores devam investigar a vida financeira das equipes ou atribuir automaticamente um problema de desempenho ao endividamento. O apoio precisa respeitar a privacidade e oferecer canais voluntários e confidenciais.
Para Rodolfo Takahashi, CEO da Gooroo Crédito, a saúde financeira precisa ser considerada parte da experiência do colaborador.
“Falar sobre dinheiro no ambiente de trabalho não é invasão de privacidade. É reconhecer que a saúde financeira é parte essencial da experiência do colaborador e, consequentemente, do sucesso das organizações”, afirma.
Educação financeira precisa ser contínua
Palestras pontuais podem ajudar a iniciar a discussão, mas são insuficientes quando não existe continuidade. Um programa corporativo pode reunir conteúdos sobre orçamento, organização de despesas, uso do cartão de crédito, renegociação de dívidas, formação de reserva de emergência e planejamento para a aposentadoria.
A orientação também precisa explicar conceitos como juros, prazo e Custo Efetivo Total. Muitas pessoas avaliam um empréstimo apenas pelo valor da parcela e não observam quanto pagarão ao final do contrato.
O conteúdo do Mundo RH sobre educação financeira nas empresas apresenta caminhos como cursos online, workshops, aplicativos de controle financeiro, previdência privada e orientação sobre benefícios desde o onboarding.
A abordagem, contudo, não deve responsabilizar individualmente o trabalhador por toda dificuldade financeira. Endividamento também pode surgir por perda de renda familiar, doença, desemprego, separação ou despesas inesperadas.
Reportagem sobre a relação entre saúde mental, finanças e qualidade de vida destaca que o RH não precisa resolver as dívidas dos colaboradores. Seu papel está em oferecer informação, prevenção e acolhimento sem julgamentos.
Plataformas ampliam as possibilidades
Ferramentas digitais podem apoiar o trabalhador na organização de receitas, despesas, metas e compromissos. Para o RH, elas também ampliam o alcance das iniciativas, especialmente em empresas com equipes distribuídas por diferentes cidades.
Entre as alternativas disponíveis está o Finora, software gratuito de organização financeira para computadores. A ferramenta permite registrar movimentações, criar orçamentos, acompanhar metas e visualizar gráficos. Como adota o modelo local-first, os dados permanecem prioritariamente armazenados no computador do usuário.
Outras plataformas reúnem educação, benefícios e serviços financeiros. A TudoNoBolso, por exemplo, apresenta uma solução que combina orientação, vantagens corporativas e acesso a crédito, conforme proposta divulgada pela empresa.
A contratação dessas ferramentas exige análise do RH. Segurança dos dados, transparência, custo, independência da orientação e critérios para oferta de produtos precisam ser avaliados.
Uma plataforma de bem-estar não deve transformar o colaborador endividado em público cativo para novos empréstimos. Também é importante garantir que gestores não tenham acesso a informações individuais sobre dívidas, gastos ou pedidos de orientação.
Crédito pode ajudar, mas não substitui planejamento
O crescimento do Crédito do Trabalhador revela a demanda por alternativas de financiamento entre profissionais com carteira assinada. No primeiro ano de operação, o programa movimentou mais de R$ 117 bilhões e alcançou aproximadamente 9,5 milhões de trabalhadores, segundo dados divulgados pelo governo federal.
A modalidade permite a contratação de empréstimos consignados com desconto em folha. Por contar com pagamento automático e garantias, pode apresentar condições mais favoráveis do que cheque especial, rotativo do cartão e algumas formas de crédito pessoal.
A substituição de uma dívida cara por outra de menor custo pode contribuir para reorganizar o orçamento. Entretanto, o consignado também compromete uma parcela da renda antes que o salário chegue ao trabalhador.
O Mundo RH já alertou que o novo consignado exige atenção ao endividamento. Antes da contratação, é necessário comparar juros, tarifas, prazo, Custo Efetivo Total e capacidade de pagamento.
A criação do programa também trouxe mudanças operacionais para as empresas. Descontos em folha, informações do eSocial e procedimentos em casos de desligamento passaram a exigir acompanhamento. A reportagem Crédito do Trabalhador exige novas rotinas do RH detalha parte dessas responsabilidades.
Como o RH pode estruturar o apoio
Antes de lançar um programa, a empresa pode realizar pesquisas anônimas para entender as principais dificuldades das equipes. A partir do diagnóstico, o RH consegue definir conteúdos, formatos e parceiros mais adequados.
Entre as iniciativas possíveis estão:
- trilhas de educação financeira;
- orientação individual confidencial;
- cursos sobre orçamento e renegociação;
- ferramentas de controle de despesas;
- comunicação clara sobre benefícios financeiros;
- apoio ao planejamento previdenciário;
- conteúdos sobre uso responsável do crédito;
- preparação das lideranças para acolher pedidos de ajuda.
Os resultados devem ser acompanhados por indicadores coletivos, como participação, compreensão dos benefícios e percepção de segurança financeira. Informações individuais não devem ser utilizadas em avaliações, promoções ou desligamentos.
Apoio não substitui remuneração adequada
A educação financeira pode ajudar o trabalhador a tomar decisões melhores, mas não resolve sozinha problemas de renda. Programas educativos não devem ser usados para desviar a atenção de salários defasados, benefícios insuficientes ou condições de trabalho inadequadas.
Da mesma maneira, uma plataforma financeira não substitui uma política consistente de bem-estar. O valor está na combinação entre remuneração, benefícios, informação, proteção de dados e acesso responsável a soluções.
Para o RH, falar sobre dinheiro não significa controlar a vida dos colaboradores. Significa reconhecer um problema que já afeta o ambiente de trabalho e oferecer caminhos para que as pessoas possam tomar decisões com maior autonomia e segurança.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade