Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
Liderança passa a gerir pessoas e agentes de IA
Avanço dos sistemas autônomos amplia as responsabilidades dos gestores, exige novas formas de avaliar o desempenho e coloca governança, capacitação e confiança no centro das organizações
A inteligência artificial começa a alterar não apenas as tarefas realizadas dentro das empresas, mas também o próprio conceito de equipe. Com o avanço dos agentes autônomos, capazes de executar atividades, analisar dados e interagir com diferentes sistemas, líderes passam a coordenar ambientes formados por profissionais e recursos digitais.
Embora essa configuração ainda esteja em diferentes estágios de maturidade, algumas organizações já utilizam agentes de IA para automatizar fluxos, produzir análises, atender clientes, organizar informações e apoiar decisões. O movimento amplia a responsabilidade das lideranças, que precisarão definir o que deve ser realizado por pessoas, pela tecnologia ou por uma combinação entre ambas.
Para Alessandra Montini, diretora do LabData da FIA Business School, essa transformação exige competências técnicas e socioemocionais. Além de desenvolver talentos, distribuir responsabilidades e acompanhar resultados, o gestor deverá compreender as possibilidades e limitações dos agentes inteligentes.
IA deixa de ser apenas uma ferramenta
Durante os primeiros ciclos de adoção, a inteligência artificial foi apresentada principalmente como uma ferramenta voltada ao aumento da produtividade. A chegada dos agentes autônomos, no entanto, cria uma dinâmica diferente.
Esses sistemas podem receber objetivos, planejar etapas, consultar bases de dados, executar ações e interagir com outras plataformas com menor intervenção humana. Na prática, deixam de apoiar apenas uma tarefa isolada e passam a participar de processos mais amplos.
Segundo o estudo “IA na estratégia: crescer ou ficar para trás”, da PwC, organizações que integram a tecnologia de maneira estratégica e em escala podem alcançar ganhos de receita e eficiência até 7,2 vezes superiores aos registrados por outras empresas.
O resultado, entretanto, não depende apenas da aquisição de ferramentas. A capacidade de reorganizar processos, preparar profissionais e estabelecer critérios de segurança será determinante para transformar a tecnologia em valor para o negócio.
Delegar exige conhecer os limites da tecnologia
Assim como um gestor precisa identificar competências e limitações de cada integrante da equipe, também deverá compreender quais atividades podem ser delegadas aos agentes de IA e quais precisam permanecer sob supervisão humana.
Os sistemas apresentam vantagens no processamento de grandes volumes de informações, na identificação de padrões e na execução padronizada de tarefas. Contudo, podem produzir respostas incorretas, reproduzir distorções presentes nos dados ou deixar de considerar elementos relevantes do contexto.
Decisões que envolvem pessoas, como contratação, promoção, remuneração, desligamento ou avaliação de desempenho, exigem maior cuidado. A inteligência artificial pode apoiar a análise, mas não elimina a responsabilidade dos profissionais que decidiram utilizá-la.
Nesse cenário, a liderança deixa de atuar apenas no controle dos processos e passa a desenhar uma colaboração entre capacidades humanas e digitais. A tecnologia oferece velocidade, escala e capacidade analítica, enquanto os profissionais contribuem com interpretação, criatividade, empatia, negociação e responsabilização.
Avaliação de desempenho deverá mudar
A presença de agentes digitais também tende a modificar a maneira como o desempenho é medido. Indicadores baseados somente no volume individual de produção podem se tornar insuficientes quando parte das entregas é realizada com apoio de sistemas automatizados.
As empresas precisarão avaliar a qualidade das decisões, a capacidade de formular problemas, a revisão crítica das respostas produzidas pela IA e a contribuição de cada profissional para os resultados coletivos.
Também será necessário evitar que o uso da tecnologia produza distorções internas. Profissionais com maior acesso a ferramentas, dados e capacitação poderão apresentar produtividade superior à de colegas que não receberam as mesmas condições.
Sem critérios claros, organizações correm o risco de atribuir ao desempenho individual diferenças provocadas pela infraestrutura tecnológica disponível.
Medo da substituição desafia a confiança
A introdução de agentes de IA pode gerar expectativas de eficiência, mas também insegurança entre os trabalhadores. A possibilidade de automação costuma levantar dúvidas sobre redução de vagas, perda de autonomia e desvalorização das competências profissionais.
Cabe à liderança comunicar os objetivos da adoção, explicar como as funções serão afetadas e apresentar oportunidades concretas de desenvolvimento. A promessa de que a tecnologia eliminará tarefas repetitivas precisa ser acompanhada de programas de capacitação e caminhos para que os profissionais assumam atividades de maior valor.
A transparência será especialmente importante quando os ganhos de produtividade levarem à reorganização de equipes ou à revisão de cargos. Apresentar a IA apenas como uma parceira, enquanto decisões de redução de pessoal são tomadas sem diálogo, pode comprometer a confiança e aumentar a resistência.
Para Alessandra, a transição deve ser conduzida com comunicação clara, aprendizado contínuo e incentivo à experimentação responsável.
Novas competências entram na agenda
Trabalhar com agentes inteligentes não exigirá que todos os profissionais se tornem especialistas em programação. Entretanto, algumas competências digitais deverão ganhar espaço nas estratégias de desenvolvimento.
Saber formular instruções, avaliar fontes, validar respostas, interpretar recomendações e reconhecer limitações dos modelos será parte do trabalho em diferentes áreas. O pensamento crítico ganha importância justamente porque os sistemas podem apresentar informações incorretas com aparência de precisão.
Competências humanas também permanecem relevantes. Criatividade, comunicação, visão estratégica e capacidade de lidar com situações ambíguas serão necessárias para transformar as respostas da tecnologia em decisões adequadas ao contexto.
Nesse ambiente, o diferencial competitivo tende a estar menos no acesso aos modelos — que poderão ser contratados por diferentes organizações — e mais na capacidade das equipes de incorporá-los aos processos de maneira segura e produtiva.
Governança permanece sob responsabilidade humana
A ampliação da autonomia dos agentes torna a governança uma responsabilidade central da liderança. As empresas precisarão estabelecer regras sobre acesso a dados, tarefas autorizadas, níveis de supervisão e procedimentos para corrigir erros.
Privacidade, segurança da informação, propriedade intelectual, vieses algorítmicos e conformidade regulatória também precisam ser considerados antes que um agente seja incorporado a um fluxo crítico.
Delegar uma atividade à inteligência artificial não transfere a responsabilidade jurídica ou ética para o sistema. A organização continua responsável pelas ferramentas que escolhe, pelos dados utilizados e pelas consequências das decisões tomadas com apoio tecnológico.
Por isso, a implementação não deve ficar restrita às áreas de tecnologia. RH, jurídico, compliance, segurança da informação e lideranças de negócio precisarão participar da definição das regras.
Complementaridade será o teste da liderança
A formação de equipes híbridas não significa necessariamente a substituição integral dos profissionais. A automação pode eliminar tarefas, transformar funções e reduzir a necessidade de determinadas atividades, mas também pode criar responsabilidades e especialidades.
O desafio será distribuir os ganhos de maneira equilibrada. Se a eficiência proporcionada pela IA resultar apenas em metas mais agressivas e maior pressão, a tecnologia poderá intensificar problemas existentes. Se for utilizada para reduzir tarefas desgastantes, melhorar decisões e ampliar o desenvolvimento, poderá produzir trabalhos de maior valor.
A liderança será avaliada pela capacidade de organizar essa complementaridade. Mais do que controlar pessoas ou dominar algoritmos, o gestor precisará criar ambientes nos quais a tecnologia amplie o potencial humano sem retirar dos profissionais a autonomia, a possibilidade de aprendizado e o sentido do trabalho.
As organizações mais competitivas poderão não ser aquelas que acumularem o maior número de agentes digitais, mas as que souberem estabelecer responsabilidades, combinar competências e preservar a confiança durante a transformação.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade