Versão consolidada até a Nota Orientativa 12/2026 exige atenção às datas de implantação dos campos e regras do sistema
Área do Cliente
Notícia
Juros elevados e endividamento desaceleram varejo e crescimento da economia
A economia brasileira segue em crescimento, mas em ritmo mais lento. Projeções do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da ACSP indicam sinais de desaceleração no varejo e na atividade econômica geral
A economia brasileira continua crescendo, mas em velocidade menor. É o que apontam as projeções do Instituto de Economia Gastão Vidigal (IEGV) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que identificam sinais consistentes de desaceleração tanto no varejo quanto no desempenho geral da atividade econômica.
Segundo a estimativa, o varejo restrito – indicador que acompanha segmentos tradicionais do comércio – deve continuar perdendo ritmo nos próximos meses, encerrando o segundo trimestre com crescimento anual próximo de 1,7%.
O movimento é atribuído, principalmente, aos efeitos prolongados da taxa de juros elevada e ao alto grau de endividamento das famílias, fatores que reduzem a capacidade de consumo, sobretudo em segmentos mais dependentes de crédito.
“Não estamos diante de um cenário de retração do varejo, mas de uma desaceleração do ritmo de expansão. A economia ainda cresce, mas perdeu intensidade. O consumidor continua comprando, porém está mais seletivo, principalmente nas aquisições de maior valor”, avalia Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP.
Segundo o instituto, os segmentos mais afetados tendem a ser os chamados bens duráveis, como eletrodomésticos, móveis, eletrônicos e outros produtos cuja compra depende mais fortemente de parcelamento ou financiamento.
“Quando os juros permanecem elevados por muito tempo, o crédito fica mais caro e a família naturalmente posterga decisões de consumo. A geladeira, a televisão ou a troca do celular deixam de ser prioridade. O consumidor preserva o essencial e adia o que pode esperar”, explica.
O estudo mostra ainda que a desaceleração não ocorre de forma homogênea. Setores mais ligados ao consumo básico e à renda corrente tendem a apresentar maior resiliência, enquanto áreas mais dependentes do financiamento registram maior volatilidade.
“O brasileiro continua consumindo, mas o padrão de consumo muda. Há uma migração para escolhas mais prudentes, mais racionais, sobretudo em um ambiente em que parte relevante da renda familiar já está comprometida com dívidas”, acrescenta Ruiz de Gamboa.
A perda gradual de dinamismo também aparece nas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o modelo do IEGV/ACSP, a economia brasileira deverá encerrar o segundo trimestre apresentando crescimento anual ao redor de 1,8%.
Embora positivo, o desempenho sinaliza uma trajetória de expansão mais moderada nos próximos trimestres.
“O dado do PIB merece uma leitura cuidadosa. O país continua crescendo. Portanto, não há sinal de recessão no horizonte imediato. Mas há, sim, evidências de uma economia perdendo tração. É um crescimento mais lento e condicionado a fatores que hoje funcionam como freios”, afirma o economista.
Entre esses fatores, o instituto destaca a expectativa de manutenção da taxa Selic em patamar elevado por período prolongado, além das incertezas fiscais, que tendem a reduzir investimentos e ampliar a cautela do setor produtivo.
“Juro alto combate inflação, mas também desacelera atividade econômica. O custo do dinheiro aumenta para empresas e consumidores. Isso afeta investimento, crédito, expansão dos negócios e, inevitavelmente, o consumo”, pondera.
A avaliação da ACSP também aponta que o ambiente internacional segue desafiador, adicionando mais um componente de cautela à economia brasileira.
“O cenário externo ainda inspira atenção e, combinado às incertezas domésticas, reforça um ambiente de maior prudência por parte do empresariado, que precisa de previsibilidade para investir”, acrescenta Ulisses Ruiz de Gamboa.
Apesar do arrefecimento, a entidade destaca que os indicadores ainda apontam para um cenário de crescimento, sustentado por fatores como mercado de trabalho relativamente resiliente e continuidade do consumo essencial.
“O sinal amarelo está aceso, mas não vermelho. O que vemos hoje é uma economia que segue caminhando, porém com menos força. Os próximos meses serão decisivos para entender se essa desaceleração permanecerá gradual ou ganhará intensidade”, conclui.
Inadimplência do consumidor deve alcançar 7,62% em julho
A taxa de inadimplência das pessoas físicas nos recursos livres deve encerrar julho de 2026 em 7,62%, segundo projeção econométrica elaborada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar) e pela FIA Business School com base em dados do Banco Central do Brasil. O intervalo projetado para o mês situa-se entre 7,28% e 7,95%, com alta de 0,05 ponto percentual em relação ao último dado oficial divulgado pelo Banco Central, referente a maio de 2026, quando a inadimplência nos recursos livres registrou 7,57%.
A projeção, que utiliza série temporal iniciada em outubro de 2016, aponta tendência de deterioração gradual ao longo do trimestre: para agosto, a estimativa central sobe para 7,67%, com limite superior de 8,14%; em setembro, a média projetada chega a 7,66%, com teto de 8,28%. Considerando a relativa redução do atraso observada em maio, o Ibevar avalia que a inadimplência de julho deve se situar mais próxima do limite inferior do intervalo (7,28%) do que do teto estimado.
Para a inadimplência total de pessoas físicas, segundo Claudio Felisoni, presidente do Ibevar e professor da FIA Business School, que inclui tanto o crédito livre quanto o crédito direcionado: “o dado real de maio de 2026 ficou em 5,62% para atraso e 6,12% para inadimplência. A projeção para julho indica média de 5,58%, com intervalo entre 5,32% e 5,84%, avançando para 5,70% em setembro no cenário médio, com limite superior de 6,12%.”
Notícias Técnicas
Documentos orientam a fiscalização e esclarecem que o diagnóstico, por si só, não garante o enquadramento como pessoa com deficiência para o preenchimento das vagas reservadas por lei
Consulta ao lote residual estará disponível a partir das 9h desta sexta-feira (23); crédito de R$ 531,6 milhões será realizado em 30 de outubro, contemplando 184.442 restituições
Decreto nº 13.140/2026 mantém a dispensa de inscrição no CNPJ e de emissão de documentos fiscais eletrônicos para nanoempreendedores, com efeitos relacionados ao IBS a partir de 2029
Trabalho temporário pode durar até 180 dias, com prorrogação de até 90, enquanto o contrato de experiência tem limite total de 90 dias e finalidade distinta
Documento emitido não pode ser editado; profissional ou representante deve observar o prazo de cancelamento e revisar as informações do pagamento
Empresas precisam informar datas e setores abrangidos, observar as regras trabalhistas e pagar as férias até dois dias antes do início do período
Quando o inquilino é pessoa física, o proprietário deve informar os valores no Carnê-Leão Web, mesmo que a cobrança e o repasse sejam feitos por uma administradora
Veja como remuneração, contribuições e registros no CNIS afetam a análise previdenciária do sócio
A Solução de Consulta Cosit nº 204/2026 esclarece que o limite de remuneração de dirigentes estatutários de instituições de ensino imunes não inclui salários de contrato de trabalho separado, salvo incompatibilidade de jornadas
Notícias Empresariais
Existe uma pergunta que eu gostaria que mais empresas fizessem antes de decidir o que vão publicar: o que exatamente precisamos que essa comunicação provoque no negócio?
Quando o executivo assume a liderança cultural de forma deliberada, engajando com críticas e ouvindo opiniões divergentes, ele fortalece a retenção de talentos e impulsiona resultados sustentáveis
Padronizar processos e acompanhar indicadores ajuda redes a crescer com mais segurança
Mudanças ampliam controle sobre dados, fiscalização e consentimento
Bancos terão cinco dias úteis para apresentar dívidas ao governo
Pesquisa do Sebrae e FGV aponta que 51% dos microempreendedores individuais no país enxergam perspectivas positivas no reajuste do teto
Fechar bem 2026 e preparar o próximo ano são responsabilidades simultâneas. O resultado do primeiro trimestre depende de decisões que precisam acontecer agora
Especialistas alertam que a ambição nem sempre é o melhor indicador de potencial e defendem que líderes avaliem com mais atenção profissionais que demonstram cautela diante da promoção
Lei estabelece prazos e condições para suspender cobranças, proteger bens essenciais e garantir que a recuperação judicial não se torne um obstáculo permanente ao recebimento de dívidas
Mercado, que movimenta R$ 10 trilhões por ano, se prepara para regras do Banco Central. Fim do registro manual deve reduzir juros, mas exige adaptação tecnológica imediata
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade