Escolha é facultativa e mantém a empresa no Simples Nacional, mas retira os dois novos tributos do DAS; nova oportunidade será aberta em março de 2027
Área do Cliente
Notícia
O maior desafio das empresas já não é reter talentos - é formar os próximos
As empresas estão descobrindo que o maior risco não é perder talentos é não conseguir desenvolvê-los
Empresas reclamam da falta de profissionais qualificados. Profissionais reclamam da falta de oportunidades para aprender.
Entre uma queixa e outra, começa a surgir um problema que pode se tornar um dos maiores gargalos do mercado de trabalho nos próximos anos.
Um levantamento global da Rimini Street mostra que 98% dos executivos afirmam que a escassez de talentos afeta seus planos de inovação.
Além disso, 36% dizem que a falta de profissionais limita oportunidades de crescimento, enquanto 35% relatam aumento da sobrecarga das equipes.
Outros 35% apontam vulnerabilidades técnicas decorrentes da falta de mão de obra especializada.
Tradicionalmente, esse tipo de diagnóstico é interpretado como um problema de recrutamento.
Mas um conjunto de estudos recentes sugere que a questão pode estar também na dificuldade de desenvolver pessoas dentro das próprias organizações.
A conta da falta de formação começou a chegar
Nos últimos anos, empresas investiram pesadamente em tecnologia, automação e inteligência artificial. Ao mesmo tempo, reduziram estruturas de treinamento, aceleraram processos e passaram a exigir adaptação constante dos profissionais.
O resultado é que a necessidade de qualificação cresce mais rápido do que a capacidade de formação.
Uma pesquisa recente da Hashtag Treinamentos ajuda a ilustrar esse cenário.
O levantamento ouviu 5.569 profissionais e revelou que apenas 20,6% percebem investimento claro em inteligência artificial dentro das organizações onde trabalham.
Outros 34,9% afirmam não identificar qualquer investimento relevante na área.
Além disso, 20,4% dizem que suas empresas disponibilizam ferramentas de IA, mas sem treinamento adequado. Outros 13,1% relatam apenas iniciativas pontuais de capacitação.
Talvez o dado mais preocupante seja outro: 40,8% dos profissionais afirmam estar pouco ou nada preparados para lidar com as transformações tecnológicas que estão remodelando suas carreiras.
“Muitos profissionais já perceberam que precisam aprender a usar IA para acompanhar as mudanças do mercado. Mas, dentro das empresas, esse movimento precisa deixar de ser improvisado”, afirma João Paulo Martins, sócio-fundador da Hashtag.
“O uso produtivo da tecnologia depende de repertório, treinamento e clareza sobre onde a IA realmente gera valor”, complementa.
Na prática, muitos trabalhadores estão tentando aprender sozinhos habilidades que passaram a ser consideradas estratégicas.
Os números sugerem que a adoção da inteligência artificial está avançando mais rapidamente do que os programas de capacitação.
Em muitas organizações, os profissionais já experimentam ferramentas por conta própria, enquanto políticas, treinamentos e processos ainda estão sendo desenhados.
Escassez de talentos começa antes da contratação
Os dados da Rimini Street mostram que a falta de profissionais qualificados deixou de ser um problema restrito ao RH e passou a afetar diretamente a estratégia das empresas.
Quando 98% dos executivos afirmam que a escassez de talentos compromete seus planos de inovação, o tema deixa de ser uma questão operacional e passa a impactar crescimento, competitividade e transformação digital.
Mas a própria definição de “escassez” começa a ser questionada.
Em muitos casos, não faltam apenas profissionais prontos. Faltam mecanismos para prepará-los.
Essa percepção aparece também em outro estudo recente, conduzido pelo Federal Reserve de Nova York.
A pesquisa identificou que jovens recém-formados vêm encontrando mais dificuldades para ingressar em ocupações compatíveis com trabalho remoto.
Entre profissionais de 22 a 27 anos, a taxa de desemprego atingiu 5,8% em 2025, o maior nível fora da pandemia desde 2012.
A principal explicação apontada pelos pesquisadores não foi falta de interesse dos jovens nem substituição por inteligência artificial.
O estudo concluiu que muitas empresas encontram mais dificuldade para treinar, orientar e desenvolver profissionais sem experiência em ambientes predominantemente remotos.
O resultado é um paradoxo: organizações afirmam que faltam talentos, enquanto jovens relatam dificuldades para encontrar oportunidades de desenvolvimento.
A formação voltou ao centro da discussão
Os sinais dessa mudança aparecem em diferentes pesquisas sobre mercado de trabalho.
Dados recentes da Gupy mostram que as vagas 100% remotas permaneceram abaixo da média pré-pandemia por sete meses consecutivos.
O movimento sugere uma reavaliação das políticas de trabalho adotadas nos anos seguintes à pandemia.
Embora o debate público sobre retorno ao escritório frequentemente se concentre em produtividade ou controle, estudos recentes apontam outro fator: aprendizagem.
Boa parte do desenvolvimento profissional acontece de forma informal, por meio da observação de colegas mais experientes, trocas espontâneas, feedbacks imediatos e convivência cotidiana.
São elementos difíceis de reproduzir integralmente em ambientes digitais.
A própria Gupy identificou crescimento de 24% nas ações presenciais de capacitação realizadas pelas empresas ao longo de 2024, sinalizando que o desenvolvimento de pessoas voltou a ganhar espaço na agenda corporativa.
O movimento coincide com um cenário em que organizações buscam acelerar projetos de transformação digital, enquanto trabalhadores ainda tentam acompanhar o ritmo das mudanças tecnológicas.
Quem está formando os profissionais de amanhã?
A dificuldade de encontrar talentos qualificados costuma ser tratada como um problema externo às organizações.
Mas os números começam a indicar uma realidade mais complexa.
Enquanto 98% dos executivos relatam impacto da escassez de talentos em seus planos de inovação, 40,8% dos profissionais afirmam não estar preparados para lidar com as transformações tecnológicas em curso.
Enquanto empresas reclamam da falta de especialistas, milhões de trabalhadores buscam desenvolver competências por conta própria.
Nesse contexto, a escassez de talentos pode ser também um reflexo da escassez de formação.
A inteligência artificial, a transformação digital e as mudanças aceleradas nas exigências do mercado tornaram o desenvolvimento profissional mais importante do que nunca.
Por isso, o desafio que emerge para os próximos anos parece diferente daquele que dominou a agenda corporativa na última década.
Atrair talentos continuará sendo relevante. Mas as empresas começam a descobrir que o maior risco talvez não seja perder os profissionais que já possuem — e sim não conseguir formar aqueles de que precisarão amanhã.
Notícias Técnicas
Decisões do STF aumentam a atenção sobre contratos, pagamentos e riscos trabalhistas
Empresas podem consultar pelo CNPJ se fornecedores recolherão os novos tributos pelo Simples Nacional ou pelo regime regular em 2027
Indisponibilidade do Portal Único será no domingo (25), entre 1h e 5h, e atingirá declarações e outros serviços do comércio exterior
Confira datas, verbas, descontos e documentos antes de concluir a revisão
Mudanças envolvem CST, cClassTrib e cálculo da base de tributação e exigem atenção dos contadores e contribuintes
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União de 22 de outubro de 2026 as Soluções de Consulta nº 3.057, 3.058 e 3.059, assinadas em 21 de outubro de 2026
A Resolução CGSN nº 195/2026 altera as regras do Simples Nacional previstas na Resolução nº 140/2018. Contadores e empresas devem verificar as mudanças para adequar procedimentos fiscais e evitar erros no cumprimento das obrigações
A tributação dos créditos presumidos de ICMS voltou ao centro das discussões no Superior Tribunal de Justiça (STJ), especialmente diante das mudanças introduzidas pela Lei nº 14.789/2023, conhecida como Lei das Subvenções
A Receita Federal esclareceu atraves da Cosit 202 que a suspensão de tributos federais pelo RETID não se transforma em alíquota zero quando insumos são perdidos, deteriorados ou destruídos durante testes técnicos obrigatórios
Notícias Empresariais
Empresários podem usar os dados contábeis para planejar os próximos passos, identificar riscos e tomar decisões mais seguras. Mais do que acompanhar receitas e despesas, é importante usar essas informações para orientar o futuro do negócio
O caixa é frequentemente o lugar onde a crise se torna visível, não necessariamente onde ela nasce
O ambiente corporativo vive uma transformação cultural que convida as empresas a rever a forma como atraem, desenvolvem e retêm talentos
Conselho Jurídico da ACSP discute os limites da responsabilização dos sócios por débitos empresariais e os riscos para pequenos e médios negócios
Nova ferramenta, Escala Sebrae, indica cenários e ações, a partir da realidade de cada empreendedor, para se adequar ao novo regime de trabalho, de 5x2, sem perder eficiência
Iniciativa prevê recursos não reembolsáveis para melhorar pequenos negócios; edital tem expectativa de divulgação até o fim de 2026
Segunda edição da Taxonomia Sustentável Brasileira inclui biodiversidade, uso sustentável do solo, economia circular e desigualdades regionais
Usar a conta pessoal para movimentar o dinheiro da empresa pode dificultar a gestão financeira, a contabilidade e a comprovação das receitas
Entenda como prazos de recebimento, estoque, dívidas e retiradas dos sócios podem comprometer o caixa do negócio
Febraban alerta para conferir dados do destinatário antes de concluir a transação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade