Documento reúne diretrizes para reconhecimento, mensuração e evidenciação dos novos tributos e orienta profissionais durante a fase de transição da Reforma Tributária
Área do Cliente
Notícia
O dia em que cinco gerações sentaram à mesma mesa e a IA entrou na conversa
Uma reunião importante. Ao redor da mesa, pessoas formadas em épocas radicalmente diferentes
Alguém que construiu carreira quando presença física era sinônimo de comprometimento. Outro que entrou no mercado já negociando trabalho híbrido. Mais um que aprendeu liderança em estruturas rígidas, silenciosas e hierárquicas.E alguém que talvez nunca tenha ido fisicamente à empresa onde trabalha.
No centro dessa convivência improvável, decisões urgentes precisam ser tomadas.
E então a inteligência artificial entrou sem pedir licença.
Esse é um dos momentos mais curiosos da história do trabalho: pela primeira vez convivemos com cinco gerações simultaneamente nas organizações — e, ao mesmo tempo, vivemos a maior transformação tecnológica desde a Revolução Industrial.
Enquanto tentamos entender uns aos outros, a tecnologia muda tudo.
Silenciosamente.
Segundo estudos recentes da London School of Economics, cerca de 75% das reuniões executivas ainda não contam com representantes da Geração Z. Ao mesmo tempo, Millennials e Gen Z já representam mais de 60% da força de trabalho global. Isso, por si só, não é necessariamente um problema, pois a experiência continua sendo um ativo valioso. O problema começa quando a base muda rápido, a liderança muda devagar e a tecnologia acelera tudo ao mesmo tempo, porque a inteligência artificial não espera consensos geracionais, ela simplesmente avança.
O choque não é apenas de idade. É de experiência de mundo. Durante muito tempo, acreditamos que conflitos geracionais eram apenas diferenças de comportamento, mas hoje já entendemos que é mais profundo do que isso.Cada geração foi treinada emocionalmente por um mundo diferente.
Os Baby Boomers aprenderam estabilidade. A Geração X aprendeu sobrevivência e independência. Os Millennials cresceram ouvindo que precisavam encontrar propósito.
A Geração Z nasceu em um ambiente hiperconectado, acelerado e emocionalmente exposto. A Geração Alpha talvez seja a primeira a crescer sem separar completamente o humano do digital. Agora todas essas visões coexistem dentro da mesma empresa.
Mas existe algo ainda mais transformador acontecendo: há profissionais que construíram vínculos no café da empresa, em reuniões presenciais e corredores corporativos. E há pessoas que nunca viveram isso. Profissionais que aprenderam a trabalhar, colaborar, entregar resultados e até criar conexões sem nunca terem ocupado fisicamente uma mesa dentro da organização. E isso é um fator que temos que prestar muita atenção, pois muda a forma de se comunicar, de liderar, de confiar e até mesmo de criar pertencimento. E como não bastasse toda essa complexidade, a inteligência artificial acelera (ainda mais) essa transformação, porque ela não traz apenas novas ferramentas, mas altera também as relações humanas.
O choque real não é de idade, é também de velocidade, pois acreditávamos que a experiência viria naturalmente com o tempo, mas agora conhecimento técnico envelhece em dias. Ferramentas mudam o tempo todo, modelos de trabalho se transformam e funções desaparecem enquanto outras surgem antes mesmo de receberem um nome definitivo. É preciso ser um “jogador de elite” (permitam-me o trocadilho em ano de Copa do Mundo), para ter resistência a esse mundo *VUCA, *BANI e *MUVUCA.
Alvin Toffler já dizia: “Os analfabetos do século XXI não serão os que não sabem ler ou escrever, mas os que não sabem aprender, desaprender e reaprender.” Essa frase nunca fez tanto sentido e ouso dizer, que o maior risco atual não seja envelhecer e sim ser resistente a avaliar as novas possibilidades.
Imagine cinco gerações em uma reunião sobre inteligência artificial. Se quisermos aliviar um pouco a tensão, talvez a cena fosse mais ou menos assim:
| Geração | Reação a contratação de uma nova IA |
| Baby Boomer | “Isso já foi aprovado pelo jurídico?” |
| Geração X | “Se funcionar e der resultado, ótimo.” |
| Millennial | “Dá pra integrar com Notion, Slack e Monday?” |
| Geração Z | “Já uso isso há meses.” |
| Geração Alpha | “Vocês ainda digitam?” |
A brincadeira é leve, mas revela algo importante: cada geração interpreta tecnologia a partir da sua própria experiência emocional com o mundo. Enquanto uns enxergam ameaça, outros veem praticidade, identidade e até mesmo uma extensão natural da vida. Nenhuma visão está totalmente errada, mas todas se tornam limitadas quando falta escuta.
Por isso gosto de dizer que o futuro pertencerá aos tradutores, e tenho tentado estar sempre nesse papel. Durante muitos anos valorizamos especialistas, mas agora começamos a precisar de tradutores humanos, pessoas capazes de conectar experiência com inovação, velocidade com profundidade, resultado com saúde mental e tecnologia com humanidade, conseguindo transitar entre mundos diferentes sem transformar divergência em guerra.
Peter Drucker dizia: “A cultura come a estratégia no café da manhã.”
E o grande desafio das empresas agora é exatamente este: construir culturas onde gerações diferentes consigam colaborar antes que a tecnologia reorganize tudo sem elas. Porque a IA já começou a mudar as estruturas de liderança, formas de comunicação, velocidade das decisões, critérios de produtividade, modelos de carreira e relações de poder. A maioria das organizações ainda discute isso como se fosse apenas um tema de RH, mas não é, embora o RH tenha um papel gigantesco nessa história, tornou-se uma questão de transformação civilizatória.
Ainda vejo muitos líderes tentando controlar um mundo que já não funciona mais sob controle tradicional. Não adianta ignorar. A nova geração questiona hierarquias, a tecnologia encurta processos, a inteligência artificial descentraliza conhecimento e o trabalho deixa de ser apenas execução para se tornar interpretação, criatividade e adaptação constante. Ignorar isso é a pior estratégia a ser adotada.
Charles Darwin escreveu algo que continua assustadoramente atual: “Não sobrevive o mais forte, nem o mais inteligente, mas o que melhor se adapta.”
Recentemente ouvi uma frase simples, enviada por uma amiga, que ficou ecoando na minha cabeça: “Porta fechada é para bater.” Talvez seja exatamente isso que este novo tempo esteja exigindo de nós. Mais coragem para atravessar mudanças, humildade para reaprender e mais abertura para entender modelos de trabalho que não existiam há poucos anos.
Eu acredito profundamente que, depois do medo, existe um mundo de possibilidades.
O futuro do trabalho não pertence aos jovens nem aos veteranos.Ele é dos curiosos, e daqueles que conseguem aprender com alguém vinte anos mais novo sem sentir ameaça. Dos que conseguem reconhecer o valor da experiência sem tratar maturidade como obsolescência. Porque experiência sem abertura envelhece e juventude sem profundidade se perde, assim como inteligência artificial sem inteligência emocional continua sendo risco.
E pensando em tudo isso, em todas essas equações complexas, me questiono se, no fim, a grande revolução será mesmo tecnológica ou humana.
*VUCA: mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.
*BANI: ambiente frágil, ansioso, não linear e incompreensível.
*MUVUCA: realidade acelerada, mutável, vulnerável e caótica.
Notícias Técnicas
Nova versão da Nota Técnica da NF-e modifica regra de validação do EPEC e estabelece impedimento para contribuintes do Paraná e da Paraíba a partir de 5 de outubro de 2026
Expectativa da equipe econômica é concluir a revisão das normas infralegais da reforma tributária após a análise das contribuições enviadas por empresas, entidades e especialistas
Adaptação de sistemas e Split Payment transformam finanças e operações até 2033
Empresas que tiveram direito à alíquota zero do Perse podem recuperar valores pagos indevidamente de PIS, Cofins, IRPJ e CSLL, desde que cumpram os requisitos legais
Entenda os modalidades disponíveis, os percentuais de desconto e como orientar clientes com dívidas tributárias a fazer a melhor escolha
Estratégia busca diminuir a judicialização de benefícios e acelerar soluções para segurados que recorrem à Justiça
Uma dúvida comum no meio trabalhista é, se um trabalhador falta ao trabalho por conta de uma dor de dente, se o dentista pode atestar falta e, desta forma, evitar que o salário do trabalhador seja descontado
CSRF mantém cancelamento de autuação bilionária e valida decisão favorável ao contribuinte em caso de planejamento tributário
O STF negou recurso sobre a incidência de contribuições previdenciárias em faltas abonadas por atestados médicos, reafirmando que o tema tem natureza infraconstitucional
Notícias Empresariais
Enquanto muita gente associa produtividade à velocidade, as equipes da Fórmula 1 mostram que o verdadeiro ganho está na preparação, na precisão e na redução de desperdícios
Especialista alerta que desligamentos sem preparo, transparência e respeito abalam a confiança das equipes, enfraquecem a cultura e prejudicam a marca empregadora
Enquanto equipes passam o dia apagando incêndios, o futuro da gestão de pessoas está sendo debatido do lado de fora da bolha corporativa
Com o avanço da inteligência artificial, empresas começam a discutir quais competências humanas serão diferenciais em um mercado cada vez mais automatizado
Talento abre portas, mas a disciplina permite que o caminho seja trilhado
Confiança entre sócios é um bom começo, mas profissionalismo e regras claras são cruciais para o sucesso e a longevidade
IPCA projetado para 2026 recuou para 5,15%, acumulando sua terceira semana consecutiva de queda
Segundo a Confederação Nacional de Jovens Empresários (Conaje), pequenas e médias empresas também podem ser afetadas de forma indireta, já que fazem parte da cadeia produtiva dos setores atingidos
Empresas investem em marketing e vendas para conquistar clientes, mas muitas ignoram uma questão essencial: quanto dinheiro está sendo perdido dentro da própria base de clientes?
A ansiedade não é o problema. O problema é quando ela nos impede de aprender
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade