Edital PGFN/RFB nº 4/2026 permite regularizar débitos de IRRF de investidores não residentes com descontos de até 65% e adesão até 29 de dezembro de 2026
Área do Cliente
Notícia
Engajamento virou ilusão? Empresas investem mais em RH, mas funcionários seguem desconectados
Enquanto empresas investem em clima organizacional, treinamentos e programas internos, surge uma pergunta entre lideranças e RHs: por que os colaboradores continuam desengajados?
Enquanto empresas ampliam investimentos em clima organizacional, treinamentos e programas internos, uma pergunta começa a incomodar lideranças e RHs: por que os colaboradores continuam desengajados?
A contradição aparece de forma cada vez mais evidente nos números. De um lado, organizações acreditam que suas equipes estão engajadas. Do outro, trabalhadores relatam exatamente o oposto. O resultado é um impacto silencioso — e bilionário — sobre produtividade, retenção e saúde mental nas empresas brasileiras.
Segundo Rodrigo Dib, superintendente Institucional do CIEE, especialista em carreira, mercado de trabalho e educação, muitas organizações vivem hoje um problema de autoengano corporativo. “As empresas medem o que é fácil medir, mas não necessariamente o que mais importa”, aponta.
A diferença de percepção ajuda a explicar o tamanho do desafio. A pesquisa Tendências de Gestão de Pessoas 2026, do Great Place to Work Brasil, mostra que 69,3% das empresas afirmam ter equipes engajadas. Já o estudo Engaja S/A, desenvolvido pela Flash em parceria com a FGV EAESP, encontrou o menor índice histórico de engajamento entre trabalhadores brasileiros: apenas 39% se consideram realmente engajados.
Na prática, empresa e colaborador observam a mesma rotina, mas interpretam experiências completamente diferentes.
O impacto disso vai além do clima organizacional. Segundo o estudo, o Brasil perde cerca de R$ 77 bilhões por ano com turnover e presenteísmo — quando o profissional permanece fisicamente presente, mas emocionalmente desconectado do trabalho. O valor representa aproximadamente 0,66% do PIB nacional.
Globalmente, o cenário também preocupa. Dados da Gallup apontam que o baixo engajamento gerou um prejuízo estimado de US$ 10 trilhões em produtividade para a economia mundial em 2025.
Para Dib, o problema não está necessariamente na ausência de investimento, mas na direção desses investimentos. O levantamento do Engaja S/A identificou que muitas empresas continuam priorizando práticas tradicionais de RH — como avaliações formais de desempenho, treinamentos genéricos e reuniões de acompanhamento — enquanto profissionais valorizam autonomia, flexibilidade, desenvolvimento contínuo e qualidade de vida.
“O talento mudou. A gestão ainda não”, resume o especialista.
Essa mudança de comportamento se torna ainda mais evidente com a entrada da Geração Z no mercado de trabalho. Segundo Dib, jovens profissionais buscam saúde mental, autenticidade, crescimento e flexibilidade ao escolher um empregador. Nesse contexto, marca empregadora deixa de ser apenas discurso de recrutamento e passa a depender da experiência real vivida pelos colaboradores dentro da organização.
Outro ponto crítico levantado pelo especialista é a lentidão das empresas para reagirem às mudanças internas. Muitas organizações ainda operam com pesquisas anuais de clima e decisões demoradas, enquanto os problemas se transformam em ritmo acelerado.
“Escuta ativa não é aplicar um questionário uma vez por ano e transformar o resultado em slide. É monitorar continuamente, ajustar rápido e mostrar que aquela resposta gerou alguma mudança concreta”, afirma.
A discussão ganha ainda mais peso diante da entrada em vigor da Portaria MTE nº 1.419/2024, que amplia a responsabilidade das empresas sobre riscos psicossociais no ambiente de trabalho. A partir de 26 de maio de 2026, organizações precisarão monitorar e gerenciar fatores como burnout, assédio, sobrecarga e ambientes tóxicos dentro das exigências da NR-1.
Os números ajudam a dimensionar a urgência. Dados do Ministério da Previdência Social apontam que o Brasil registrou mais de 546 mil afastamentos por transtornos mentais em 2025, maior índice da série histórica.
Para o RH, o desafio agora deixa de ser apenas oferecer benefícios ou promover campanhas internas. Passa a exigir leitura contínua de dados humanos, velocidade de resposta e capacidade real de adaptação cultural.
No fim, a pergunta deixa de ser apenas sobre engajamento. Passa a ser sobre gestão. Afinal, as empresas realmente conhecem o que seus colaboradores sentem — ou apenas acreditam que conhecem?
Notícias Técnicas
Eventos D-1001 e D-1011 poderão ser enviados a partir de 1º de outubro e deverão ser processados antes da escrituração mensal
Mudança foi postergada por duas semanas para dar mais estabilidade às instituições financeiras durante o período de entrega e retificação das informações
Testes realizados pela Receita Federal confirmaram o funcionamento do serviço para usuários de Pessoa Física e Pessoa Jurídica
Solução de consulta detalha os requisitos para caracterizar o uso de equipamentos como emprego de materiais e permitir a aplicação da alíquota reduzida
A Receita Federal reconheceu a aplicação de alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins em operações de microgeração e minigeração distribuída de energia elétrica, conforme a Solução de Consulta COSIT nº 168/2026
Documento reúne orientações sobre registro, execução dos trabalhos de auditoria, fundos de investimento e asseguração de informações de sustentabilidade
O Portal da NFe (Nota Fiscal Eletrônica) divulgou na 4ª feira (2.set.2026) a tabela da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) com as respectivas uTrib (unidades tributárias) para o comércio exterior
O coeficiente do IBS que definirá a participação de estados e municípios na distribuição da receita do novo imposto deverá ser divulgado pelo Comitê Gestor do IBS (CGIBS) em 31 de agosto de 2027
O TSE publicou a Resolução nº 23.755/2026, reforçando a proibição de propaganda e assédio eleitoral no ambiente de trabalho, práticas que já são proibidas pela legislação eleitoral
Notícias Empresariais
Empresas dizem valorizar colaboração, autonomia e planejamento. Mas aquilo que realmente se repete costuma ser o comportamento que recebe reconhecimento
O desenvolvimento profissional exige competências técnicas e comportamentais, além de conhecimentos multidisciplinares
Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores até 2027; especialista aponta seis competências que combinam domínio tecnológico, pensamento crítico e capacidade de enfrentar mudanças
Uso de IA chega a 50% entre as grandes empresas brasileiras, mas ainda alcança apenas 15% das pequenas
Saiba como balanço, DRE e fluxo de caixa influenciam a liquidez e capital de giro
Ferramenta indispensável para atrair clientes, fortalecer marcas e garantir a competitividade no mercado contábil
A data comercial é uma grande oportunidade para as empresas testarem um "esquenta" da Black Friday
Recebedor terá acesso ao valor integral de forma instantânea
Nem todo problema chega acompanhado de conflito. Às vezes, alguém para de reclamar porque também parou de acreditar que alguma coisa vai mudar
Expandir sem perder a cultura: esse é o desafio. Entenda como evitar o “copia e cola”, alinhar lideranças e transformar valores em comportamentos, mantendo autonomia sem perder a direção estratégica
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade