Edital PGFN/RFB nº 4/2026 permite regularizar débitos de IRRF de investidores não residentes com descontos de até 65% e adesão até 29 de dezembro de 2026
Área do Cliente
Notícia
Dados comportamentais ganham força nas decisões de RH
Com apoio de dados comportamentais, empresas buscam reduzir vieses, fortalecer decisões de carreira e transformar o RH em protagonista da gestão estratégica de talentos
Em um mercado marcado por mudanças rápidas, estruturas organizacionais mais fluidas e pressão crescente por produtividade, o RH deixou de poder tomar decisões estratégicas apenas com base em percepção, histórico profissional ou intuição. A gestão de talentos entrou em uma nova fase, na qual dados comportamentais, inteligência humana e leitura integrada da jornada do colaborador passam a ser fundamentais para decisões mais justas, consistentes e conectadas ao futuro do trabalho.
Para Wilma Dal Col, diretora da Right Management, vertical de carreira e talentos do ManpowerGroup, o avanço de metodologias como o Nexus 4D mostra que as empresas precisam ampliar a forma como avaliam, desenvolvem e direcionam seus profissionais. A proposta, segundo ela, é oferecer uma leitura integrada do comportamento humano a partir de quatro dimensões da resposta das pessoas aos desafios, aos relacionamentos, à aprendizagem e à carreira.
Na prática, isso significa sair de avaliações fragmentadas e caminhar para uma visão mais sistêmica sobre cada colaborador. Em ambientes de alta complexidade, onde mudanças acontecem em velocidade acelerada, indicadores sobre estilo interpessoal, motivadores, mindset e orientação de carreira ajudam a reduzir incertezas e aumentam a precisão das escolhas.
“O resultado é um RH mais estratégico, capaz de antecipar riscos e direcionar talentos com maior segurança”, afirma Wilma.
O custo invisível das decisões baseadas apenas em intuição
A intuição ainda tem valor na liderança e na gestão de pessoas. O problema surge quando ela se torna o principal critério de decisão. Segundo Wilma, escolhas feitas sem uma visão sistêmica do colaborador ampliam o risco de alocação inadequada, perda de engajamento, conflitos internos e rotatividade.
Esses impactos nem sempre aparecem de forma explícita no orçamento, mas consomem tempo, produtividade e conhecimento crítico. Uma promoção mal estruturada, uma movimentação interna sem aderência, uma liderança escolhida apenas por percepção ou um desligamento conduzido sem dados podem gerar efeitos profundos na cultura e nos resultados do negócio.
Além disso, decisões baseadas apenas em percepção tendem a reproduzir vieses. Em vez de enxergar o profissional em sua complexidade, a empresa pode transformar episódios isolados em verdades absolutas. Para Wilma, é justamente nesse ponto que dados comportamentais podem ajudar o RH a qualificar suas escolhas.
As quatro dimensões do colaborador
A análise integrada proposta pelo Nexus 4D considera quatro dimensões inspiradas em referências como Jung, Edgar Schein, Maslow e Carol Dweck. O objetivo é compreender como a pessoa se relaciona, o que a motiva, como toma decisões e como reage a desafios.
Essa combinação amplia a leitura sobre o colaborador. Em vez de avaliar apenas o que ele faz, a metodologia ajuda líderes e RH a entenderem por que ele faz, como tende a fazer, como percebe resultados e de que forma pode evoluir.
Essa visão é especialmente importante em um cenário em que habilidades técnicas mudam rapidamente. O futuro da gestão de talentos não depende apenas de identificar competências atuais, mas de compreender potencial de aprendizagem, aderência cultural, capacidade de adaptação e motivadores de médio e longo prazo.
Assessment como mapa para decisões de carreira
Wilma compara o assessment a um mapa, ou até mesmo a um Waze da carreira. A ferramenta identifica forças, riscos, aderências e lacunas, oferecendo um ponto de partida mais claro para decisões sobre desenvolvimento, sucessão, mobilidade interna e até desligamentos.
No desenvolvimento, os dados ajudam a orientar trilhas personalizadas. Na sucessão, apoiam a identificação de potencial e prontidão. Na mobilidade interna, mostram opções e habilidades que podem favorecer melhor performance e escolhas mais consistentes. Já nos desligamentos, contribuem para trazer mais clareza e justiça ao processo, permitindo que profissionais deixem a organização com um plano de desenvolvimento individual semipronto para seus próximos passos.
Essa abordagem muda a lógica da avaliação. O colaborador deixa de ser analisado apenas em função de uma vaga ou de um momento específico e passa a ser visto dentro de uma trajetória. Para o RH, isso representa uma oportunidade de conectar desempenho, carreira e estratégia de negócio com mais profundidade.
Retenção, pertencimento e conhecimento crítico
O uso de dados comportamentais também pode contribuir para reduzir rotatividade e perda de conhecimento estratégico. Quando a empresa entende o que realmente engaja e sustenta a performance de cada pessoa, consegue criar ambientes mais aderentes às necessidades individuais, sem perder de vista as demandas coletivas e os objetivos do negócio.
Essa leitura mais precisa reduz incompatibilidades, aumenta o senso de pertencimento e oferece ao líder uma visão mais estratégica da equipe. Também ajuda a evitar saídas prematuras e a preservar conhecimento crítico, especialmente em áreas sensíveis para a continuidade da operação.
Para Wilma, decisões mais assertivas sobre sucessão e desenvolvimento fortalecem a cultura organizacional e a marca empregadora. Em um mercado competitivo por talentos, reter pessoas não depende apenas de salário ou benefícios. Depende também de criar caminhos coerentes de crescimento, reconhecimento e contribuição.
Reestruturações exigem objetividade e transparência
Em processos de fusões, reestruturações ou mudanças estratégicas, a pressão por decisões rápidas costuma ser intensa. Nesses momentos, o mapeamento comportamental pode apoiar escolhas mais justas e assertivas.
Segundo Wilma, a ferramenta traz objetividade e transparência ao reduzir vieses e estabelecer critérios claros para realocação, promoção ou redimensionamento de equipes. Também ajuda a identificar profissionais com perfil para navegar em contextos de mudança, pessoas que precisam de suporte adicional e talentos-chave que devem ser preservados.
A executiva resume essa abordagem como a combinação entre inteligência humana e inteligência de dados. O objetivo não é substituir o olhar humano por números, mas evitar que opiniões subjetivas assumam o lugar de uma visão mais ampla e contextualizada.
De avaliações pontuais a uma jornada contínua
Uma diferença importante está entre avaliações pontuais e metodologias que acompanham diferentes etapas da jornada do colaborador. Avaliações isoladas capturam apenas um momento específico. Por isso, podem gerar interpretações limitadas sobre potencial, comportamento e capacidade de evolução.
Uma metodologia mais consistente permite construir diagnósticos e prognósticos sobre predisposição para aprender, inovar, se relacionar e tomar decisões em diferentes contextos. Com isso, o RH passa a ter dados mais inteligentes para compor novos cenários, transformar realidades atuais e potencializar escolhas de crescimento para o negócio e para os talentos.
Na prática, isso significa tomar decisões mais contextualizadas, alinhadas ao estágio de carreira, às necessidades da empresa e ao potencial de desenvolvimento do profissional.
Ética e transparência no uso de dados
O avanço dos assessments também exige responsabilidade. Para Wilma, empresas precisam garantir clareza sobre o propósito da avaliação, confidencialidade dos dados e critérios de uso. A comunicação com os colaboradores deve ser simples, direta e respeitosa.
É fundamental que as pessoas entendam que a avaliação tem como objetivo apoiar o desenvolvimento e tornar a tomada de decisão mais justa. Também é importante que os colaboradores tenham acesso aos seus resultados e possam discutir suas implicações com líderes ou profissionais de RH.
Esse cuidado é decisivo para evitar que ferramentas de avaliação sejam percebidas como mecanismos de controle ou exclusão. Quando bem comunicadas, elas podem fortalecer confiança, autoconhecimento e protagonismo na carreira.
O futuro da gestão de talentos na América Latina
O lançamento do Nexus 4D na América Latina aponta para uma tendência clara: decisões sobre pessoas serão cada vez mais baseadas em evidências. Para Wilma, a região vive um momento de transformação acelerada, no qual empresas que utilizarem dados comportamentais de forma estratégica estarão mais preparadas para atrair, desenvolver e reter talentos.
Essa transformação, no entanto, não significa tornar o RH menos humano. Ao contrário. A gestão de pessoas tende a ser mais analítica, mas também mais orientada a propósito, cultura, desenvolvimento e necessidades reais dos profissionais.
O futuro do RH será construído no equilíbrio entre dados e sensibilidade, tecnologia e escuta, estratégia e cuidado. Ferramentas como o Nexus 4D mostram que a inteligência de dados pode ampliar a inteligência humana quando usada com ética, transparência e visão de negócio.
Em um mundo do trabalho cada vez mais complexo, decidir bem sobre pessoas deixou de ser apenas uma competência desejável. Tornou-se uma vantagem competitiva.
Notícias Técnicas
Eventos D-1001 e D-1011 poderão ser enviados a partir de 1º de outubro e deverão ser processados antes da escrituração mensal
Mudança foi postergada por duas semanas para dar mais estabilidade às instituições financeiras durante o período de entrega e retificação das informações
Testes realizados pela Receita Federal confirmaram o funcionamento do serviço para usuários de Pessoa Física e Pessoa Jurídica
Solução de consulta detalha os requisitos para caracterizar o uso de equipamentos como emprego de materiais e permitir a aplicação da alíquota reduzida
A Receita Federal reconheceu a aplicação de alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins em operações de microgeração e minigeração distribuída de energia elétrica, conforme a Solução de Consulta COSIT nº 168/2026
Documento reúne orientações sobre registro, execução dos trabalhos de auditoria, fundos de investimento e asseguração de informações de sustentabilidade
O Portal da NFe (Nota Fiscal Eletrônica) divulgou na 4ª feira (2.set.2026) a tabela da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) com as respectivas uTrib (unidades tributárias) para o comércio exterior
O coeficiente do IBS que definirá a participação de estados e municípios na distribuição da receita do novo imposto deverá ser divulgado pelo Comitê Gestor do IBS (CGIBS) em 31 de agosto de 2027
O TSE publicou a Resolução nº 23.755/2026, reforçando a proibição de propaganda e assédio eleitoral no ambiente de trabalho, práticas que já são proibidas pela legislação eleitoral
Notícias Empresariais
Empresas dizem valorizar colaboração, autonomia e planejamento. Mas aquilo que realmente se repete costuma ser o comportamento que recebe reconhecimento
O desenvolvimento profissional exige competências técnicas e comportamentais, além de conhecimentos multidisciplinares
Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores até 2027; especialista aponta seis competências que combinam domínio tecnológico, pensamento crítico e capacidade de enfrentar mudanças
Uso de IA chega a 50% entre as grandes empresas brasileiras, mas ainda alcança apenas 15% das pequenas
Saiba como balanço, DRE e fluxo de caixa influenciam a liquidez e capital de giro
Ferramenta indispensável para atrair clientes, fortalecer marcas e garantir a competitividade no mercado contábil
A data comercial é uma grande oportunidade para as empresas testarem um "esquenta" da Black Friday
Recebedor terá acesso ao valor integral de forma instantânea
Nem todo problema chega acompanhado de conflito. Às vezes, alguém para de reclamar porque também parou de acreditar que alguma coisa vai mudar
Expandir sem perder a cultura: esse é o desafio. Entenda como evitar o “copia e cola”, alinhar lideranças e transformar valores em comportamentos, mantendo autonomia sem perder a direção estratégica
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade