Edital PGFN/RFB nº 4/2026 permite regularizar débitos de IRRF de investidores não residentes com descontos de até 65% e adesão até 29 de dezembro de 2026
Área do Cliente
Notícia
Como preservar sua base de talentos na era da IA
Em meio ao avanço da inteligência artificial, especialistas alertam que reduzir a entrada de profissionais em início de carreira pode comprometer o pipeline de talentos
Há uma ideia preocupante ganhando espaço no setor de cibersegurança e que já começa a influenciar decisões de contratação: a crença de que a IA tornará a área tão eficiente a ponto de funções administrativas e profissionais em início de carreira se tornarem dispensáveis.
Pode parecer uma leitura lógica à primeira vista, mas é equivocada. Acredito fortemente que, neste momento, precisamos de mais profissionais em início de carreira, não de menos. Afinal, é impossível construir uma empresa resiliente em segurança cibernética sem contar com os profissionais da próxima geração.
Um pipeline em colapso
Esse é o ponto que raramente entra na discussão. Quando o pipeline de talentos em segurança entra em colapso, ele não se recompõe em um ou dois anos. Em alguns casos, não se recupera nunca.
Já operamos com um déficit global de cerca de 4 milhões de profissionais em cibersegurança. Ao reduzir a contratação de profissionais em início de carreira, as empresas não apenas deixam de enfrentar esse déficit, como também diminuem a base de talentos necessária para resolvê-lo nos próximos anos.
Cortes de contratação no curto prazo podem parecer eficientes no papel, mas aceleram a fragilidade operacional no longo prazo. Ao eliminar funções júnior, a progressão interna se rompe imediatamente. Não há quem promover, nem quem esteja desenvolvendo repertório, intuição ou experiência; e não há ninguém preparado para assumir quando os profissionais mais seniores saem. O banco de talentos desaparece e, com ele, o pipeline de liderança para os próximos anos.
Em seguida, ocorre o previsível: as empresas passam a recrutar profissionais umas das outras, em vez de desenvolver talentos internamente. Os salários sobem, as equipes encolhem e as áreas de segurança operam cada vez mais enxutas, justamente quando a complexidade do trabalho aumenta.
A IA amplia as demandas, não as equipes
A IA não elimina o trabalho em segurança, e isso já se reflete nas equipes atuais. Ao mesmo tempo em que acelera tarefas, ela aumenta o número de atividades que exigem julgamento humano, supervisão e responsabilidade. Novos modelos de ameaça, demandas de governança, riscos operacionais e padrões de comportamento passam a exigir atenção contínua. O resultado é mais trabalho, não menos. IA e automação ajudam a absorver essa complexidade, mas não diminuem a necessidade de profissionais.
É exatamente por isso que reduzir a entrada de profissionais em início de carreira neste momento é um erro. O trabalho aumenta em volume e complexidade, a superfície de ataque se expande, e as investigações e análises forenses estão em constante transformação. E quem tende a se adaptar com mais naturalidade a esse cenário são justamente os profissionais que estão entrando agora no setor.
Os novatos na era da IA
Novas tecnologias sempre redefinem o jogo. Quem cresce com elas desenvolve instintos que o restante de nós precisa construir de forma consciente. Vejo isso na minha própria equipe e nas conversas com outros líderes. Também penso nisso quando olho para meus filhos e imagino como será o mercado de trabalho quando eles iniciarem suas carreiras.
Profissionais em início de carreira trazem curiosidade, energia e abertura para novas formas de trabalhar. Entre a Geração Z, 93% já utilizam duas ou mais ferramentas de IA por semana. Em um ambiente impulsionado por IA, as empresas dependerão cada vez mais dessa abertura a novas ferramentas e do conhecimento sobre o que está disponível.
Por isso, é fundamental oferecer a esses profissionais exposição a atividades relevantes relacionadas à IA. Modelagem de ameaças, revisões de governança em IA, avaliação de fornecedores e exercícios de análise forense são áreas emergentes nas quais novos talentos já podem contribuir. Profissionais em início de carreira são nativos digitais e, cada vez mais, também nativos em IA. Tendem a adotar e experimentar novas tecnologias com rapidez, o que acelera a integração dessas ferramentas às operações de segurança.
Em um ambiente orientado por IA, no qual ameaças mudam, ferramentas evoluem e até a definição de “usuário” se transforma, essa mentalidade faz a diferença.
Então, o que os CISOs podem fazer diante disso?
Vejo quatro frentes principais de atuação. Para sustentar a evolução da segurança na era da IA, é essencial tratar a entrada de profissionais em início de carreira como prioridade estratégica, garantindo um fluxo contínuo de talentos ao longo do tempo.
Isso passa por oferecer a esses profissionais envolvimento direto em frentes como modelagem de ameaças, governança de IA, avaliação de fornecedores e análises forenses, acelerando seu desenvolvimento na prática. Ao mesmo tempo, a IA deve ser usada para potencializar esse aprendizado, e não para substituir etapas de formação, já que julgamento, experiência e pensamento crítico continuam sendo construídos com orientação humana.
Por fim, é necessário criar um ambiente que incentive novas abordagens com responsabilidade, fortalecendo a colaboração e o desenvolvimento consistente de talentos.
Mantenha as portas abertas
A IA vai transformar a segurança, mas não eliminará a necessidade de profissionais, nem de pessoas que compreendam contexto, risco, sistemas e comportamento, tampouco a necessidade da próxima geração de talentos.
Se reduzirmos a base da organização hoje, adiaremos o crescimento futuro e criaremos equipes com dificuldade para escalar, se adaptar e proteger o negócio quando a pressão aumentar. A IA pode transformar o trabalho, mas a segurança é, e continuará sendo, uma disciplina centrada em pessoas.
Notícias Técnicas
Eventos D-1001 e D-1011 poderão ser enviados a partir de 1º de outubro e deverão ser processados antes da escrituração mensal
Mudança foi postergada por duas semanas para dar mais estabilidade às instituições financeiras durante o período de entrega e retificação das informações
Testes realizados pela Receita Federal confirmaram o funcionamento do serviço para usuários de Pessoa Física e Pessoa Jurídica
Solução de consulta detalha os requisitos para caracterizar o uso de equipamentos como emprego de materiais e permitir a aplicação da alíquota reduzida
A Receita Federal reconheceu a aplicação de alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins em operações de microgeração e minigeração distribuída de energia elétrica, conforme a Solução de Consulta COSIT nº 168/2026
Documento reúne orientações sobre registro, execução dos trabalhos de auditoria, fundos de investimento e asseguração de informações de sustentabilidade
O Portal da NFe (Nota Fiscal Eletrônica) divulgou na 4ª feira (2.set.2026) a tabela da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) com as respectivas uTrib (unidades tributárias) para o comércio exterior
O coeficiente do IBS que definirá a participação de estados e municípios na distribuição da receita do novo imposto deverá ser divulgado pelo Comitê Gestor do IBS (CGIBS) em 31 de agosto de 2027
O TSE publicou a Resolução nº 23.755/2026, reforçando a proibição de propaganda e assédio eleitoral no ambiente de trabalho, práticas que já são proibidas pela legislação eleitoral
Notícias Empresariais
Empresas dizem valorizar colaboração, autonomia e planejamento. Mas aquilo que realmente se repete costuma ser o comportamento que recebe reconhecimento
O desenvolvimento profissional exige competências técnicas e comportamentais, além de conhecimentos multidisciplinares
Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores até 2027; especialista aponta seis competências que combinam domínio tecnológico, pensamento crítico e capacidade de enfrentar mudanças
Uso de IA chega a 50% entre as grandes empresas brasileiras, mas ainda alcança apenas 15% das pequenas
Saiba como balanço, DRE e fluxo de caixa influenciam a liquidez e capital de giro
Ferramenta indispensável para atrair clientes, fortalecer marcas e garantir a competitividade no mercado contábil
A data comercial é uma grande oportunidade para as empresas testarem um "esquenta" da Black Friday
Recebedor terá acesso ao valor integral de forma instantânea
Nem todo problema chega acompanhado de conflito. Às vezes, alguém para de reclamar porque também parou de acreditar que alguma coisa vai mudar
Expandir sem perder a cultura: esse é o desafio. Entenda como evitar o “copia e cola”, alinhar lideranças e transformar valores em comportamentos, mantendo autonomia sem perder a direção estratégica
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade