Edital PGFN/RFB nº 4/2026 permite regularizar débitos de IRRF de investidores não residentes com descontos de até 65% e adesão até 29 de dezembro de 2026
Área do Cliente
Notícia
Trabalho remoto: 65% mudariam de emprego para manter flexibilidade
Para 94% dos profissionais, home office melhorou qualidade de vida; 80% das empresas pretendem reduzir ou abandonar prática
Segundo dados reunidos pela LiveCareer, 65% dos trabalhadores brasileiros considerariam mudar de emprego se fossem obrigados a voltar ao escritório em tempo integral. Ao mesmo tempo, 80% das empresas afirmam que pretendem reduzir ou abandonar o home office.
Esse contraste mostra que o mercado de trabalho vive um momento de transição, em que flexibilidade e presença física competem por espaço.
Para muitos profissionais brasileiros, a possibilidade de trabalhar remotamente ou em modelo híbrido deixou de ser apenas um benefício adicional. Hoje, ela é vista como parte essencial de um bom emprego.
Pesquisas recentes mostram que 94% dos trabalhadores dizem que o trabalho remoto melhorou sua qualidade de vida; 88% afirmam que a qualidade do trabalho em casa é igual ou melhor; e 91% relatam níveis de produtividade iguais ou superiores no home office.
Entre as vantagens mais citadas estão a redução do tempo gasto em deslocamentos, maior autonomia para organizar a rotina e mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Dados do mercado indicam que uma parcela significativa dos profissionais está disposta a trocar de emprego para manter a possibilidade de trabalhar remotamente.
Do lado das empresas, a visão muitas vezes é diferente. Muitas organizações acreditam que o trabalho presencial facilita a colaboração, fortalece a cultura da empresa e estimula a inovação.
Em 2025, 51% das empresas brasileiras operam totalmente de forma presencial, 41% adotam o modelo híbrido, e apenas 9% mantêm equipes totalmente remotas.
Entre os principais motivos citados pelas lideranças para o retorno ao escritório estão o fortalecimento da cultura organizacional e a melhoria da colaboração entre equipes.
Ainda assim, muitas empresas reconhecem alguns desafios desse movimento: 49% admitem que o tempo de deslocamento pesa contra o retorno ao escritório, 45% demonstram preocupação com o impacto na atração e retenção de talentos, e 28% já analisam políticas voltadas para nômades digitais.
O debate sobre trabalho remoto também está ligado a mudanças nas prioridades profissionais. Para muitos trabalhadores, qualidade de vida e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho ganharam mais importância do que antes. Pesquisas recentes indicam que o equilíbrio entre vida pessoal e profissional já supera o salário como principal fator de decisão de carreira para muitos profissionais.
Como consequência, 31% dos trabalhadores já deixaram um emprego por falta de flexibilidade.
Segundo dados recentes, 9,5 milhões de brasileiros trabalham atualmente em regime de teletrabalho, cerca de 10% da força de trabalho; no entanto, 22,7% das ocupações poderiam ser realizadas remotamente, o equivalente a mais de 20 milhões de profissionais; e ao mesmo tempo, a maior parte das vagas disponíveis no país continua presencial. Estimativas indicam que cerca de 88% das oportunidades de emprego ainda exigem presença física, enquanto o modelo híbrido cresce rapidamente.
Por que o home office perdeu força em 2025 e o que esperar do trabalho em 2026
Após anos de expansão impulsionada pela pandemia, o home office saiu enfraquecido em 2025. O retorno ao trabalho presencial, a redução dos dias remotos e até demissões de colaboradores em regime de home office sinalizam uma mudança de rota no mercado de trabalho. Mais do que um fim do trabalho remoto, o movimento indica uma fase de revisão e amadurecimento dos modelos híbrido e remoto, que devem passar por ajustes profundos em 2026 para equilibrar produtividade, engajamento, segurança e conformidade legal.
Nos últimos meses, notícias sobre o futuro do trabalho têm chamado atenção: grandes empresas anunciam o retorno integral ao presencial, outras reduzem os dias em home office, e casos de demissões de colaboradores remotos, como o do Itaú, alimentam debates sobre produtividade e engajamento. Ao mesmo tempo, histórias de funcionários que adotam estratégias para “burlar” sistemas de monitoramento ou que dividem seu tempo em múltiplas atividades revelam um ponto central: os modelos que prometiam transformar a forma como trabalhamos estão enfrentando uma crise inesperada.
Para Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho, a explicação não é simples.
“Por mais que os modelos híbrido e remoto sejam atrativos, tanto empresas quanto trabalhadores não estavam preparados para uma mudança tão abrupta. O que vemos hoje é a consequência de falta de planejamento, orientação e adaptação. Não existe um único culpado – é uma falha sistêmica de preparo”, afirma.
Uma das grandes polêmicas envolvendo o trabalho remoto é a forma como a produtividade é avaliada. Algumas empresas utilizam métricas digitais detalhadas: monitoramento da memória e do uso do computador, quantidade de cliques, abertura de abas, inclusão de tarefas em sistemas internos e registro de chamados. Para muitos colaboradores, a amplitude desse acompanhamento é surpreendente. “Nem todos percebem que existem ferramentas capazes de medir cada movimento, mesmo fora do escritório. Isso gera desconforto e desconfiança”, explica Tatiana Gonçalves.
Mas, se é um anseio dos trabalhadores, por que as empresas relutam em adotar esse modelo? Ocorre que a transição para o modelo híbrido enfrenta diversos desafios, tanto do ponto de vista estrutural quanto organizacional. A resistência de muitos empregadores é um dos principais obstáculos. Após a pandemia, quando as empresas foram obrigadas a adotar o home office, muitas começaram a experimentar o trabalho híbrido. Contudo, a implementação efetiva desse modelo exige adaptações significativas nas políticas internas, infraestrutura tecnológica e na organização dos contratos de trabalho.
Segundo Mourival Boaventura Ribeiro, sócio da Boaventura Ribeiro Advogados Associados, “depois da pandemia, as empresas passaram do trabalho remoto para o híbrido, e agora precisam adaptar-se às novas regras legais”. A sanção da Lei nº 14.442/22, que regulamenta o trabalho híbrido e remoto, trouxe mudanças importantes, mas a adaptação a essas novas regras tem sido lenta para muitas empresas, que enfrentam dificuldades em ajustar suas estruturas para garantir a eficiência do modelo híbrido.
Notícias Técnicas
Eventos D-1001 e D-1011 poderão ser enviados a partir de 1º de outubro e deverão ser processados antes da escrituração mensal
Mudança foi postergada por duas semanas para dar mais estabilidade às instituições financeiras durante o período de entrega e retificação das informações
Testes realizados pela Receita Federal confirmaram o funcionamento do serviço para usuários de Pessoa Física e Pessoa Jurídica
Solução de consulta detalha os requisitos para caracterizar o uso de equipamentos como emprego de materiais e permitir a aplicação da alíquota reduzida
A Receita Federal reconheceu a aplicação de alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins em operações de microgeração e minigeração distribuída de energia elétrica, conforme a Solução de Consulta COSIT nº 168/2026
Documento reúne orientações sobre registro, execução dos trabalhos de auditoria, fundos de investimento e asseguração de informações de sustentabilidade
O Portal da NFe (Nota Fiscal Eletrônica) divulgou na 4ª feira (2.set.2026) a tabela da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) com as respectivas uTrib (unidades tributárias) para o comércio exterior
O coeficiente do IBS que definirá a participação de estados e municípios na distribuição da receita do novo imposto deverá ser divulgado pelo Comitê Gestor do IBS (CGIBS) em 31 de agosto de 2027
O TSE publicou a Resolução nº 23.755/2026, reforçando a proibição de propaganda e assédio eleitoral no ambiente de trabalho, práticas que já são proibidas pela legislação eleitoral
Notícias Empresariais
Empresas dizem valorizar colaboração, autonomia e planejamento. Mas aquilo que realmente se repete costuma ser o comportamento que recebe reconhecimento
O desenvolvimento profissional exige competências técnicas e comportamentais, além de conhecimentos multidisciplinares
Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores até 2027; especialista aponta seis competências que combinam domínio tecnológico, pensamento crítico e capacidade de enfrentar mudanças
Uso de IA chega a 50% entre as grandes empresas brasileiras, mas ainda alcança apenas 15% das pequenas
Saiba como balanço, DRE e fluxo de caixa influenciam a liquidez e capital de giro
Ferramenta indispensável para atrair clientes, fortalecer marcas e garantir a competitividade no mercado contábil
A data comercial é uma grande oportunidade para as empresas testarem um "esquenta" da Black Friday
Recebedor terá acesso ao valor integral de forma instantânea
Nem todo problema chega acompanhado de conflito. Às vezes, alguém para de reclamar porque também parou de acreditar que alguma coisa vai mudar
Expandir sem perder a cultura: esse é o desafio. Entenda como evitar o “copia e cola”, alinhar lideranças e transformar valores em comportamentos, mantendo autonomia sem perder a direção estratégica
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade