Versão consolidada até a Nota Orientativa 12/2026 exige atenção às datas de implantação dos campos e regras do sistema
Área do Cliente
Notícia
O espelho retrovisor da inovação: por que tantas empresas erram ao adotar IA
Ao adotar inteligência artificial sem revisar processos, cultura e modelos de decisão, muitas empresas acabam apenas acelerando velhas ineficiências
Há um padrão que se repete na história da tecnologia: quando uma novidade surge, tendemos a enxergá-la com os olhos do passado.
Nos primeiros projetos de ERP, muitas empresas replicaram seus processos antigos dentro de um sistema novo. Automatizaram a desorganização. O software era moderno, mas o pensamento continuava analógico.
Com a inteligência artificial, estamos vivendo algo semelhante — mas em uma escala ainda maior. Diferentemente de outras tecnologias, a IA não apenas automatiza tarefas; ela começa a alterar a forma como o trabalho é organizado dentro das empresas.
Muitas organizações ainda adotam a IA como uma versão mais potente das ferramentas que já conhecem: um Excel que pensa, um buscador mais sofisticado ou um atendente que executa processos que nunca foram revisados.
Essa visão não está errada. Mas é incompleta. E é exatamente essa incompletude que explica por que tantos projetos de IA não geram valor real.
A pergunta errada gera a estratégia errada
O problema começa com uma pergunta mal formulada. Em vez de perguntar “o que a IA pode fazer por nós?”, talvez devêssemos perguntar: “o que precisamos deixar de fazer por causa da IA?”
A diferença é sutil, mas estratégica. A primeira pergunta leva à otimização; a segunda leva à reinvenção.
Quando uma empresa automatiza um processo ineficiente, ela ganha velocidade, mas mantém a ineficiência. Quando decide eliminar o processo e redesenhar a lógica operacional, ela muda o jogo.
Em muitos casos, isso significa deixar de pensar em termos de cargos ou departamentos e passar a pensar em termos de capacidades e decisões. A inteligência artificial tende a reduzir o custo de executar tarefas, mas aumenta a importância de desenhar bem os problemas e os critérios de decisão.
É aqui que começa o desconforto.
Porque reinventar exige abrir mão de estruturas, fluxos, controles e até funções que hoje parecem indispensáveis. Exige maturidade organizacional, disciplina e lideranças que não fujam das conversas difíceis.
IA não corrige cultura, ela amplifica o que já existe
Se a organização tolera ruído, a IA escala o ruído.
Se tolera decisões adiadas, a IA digitaliza a indecisão.
Se a governança é frágil, a IA apenas acelera o problema.
Quanto mais poderosa a tecnologia, maior a capacidade de amplificar padrões organizacionais — bons ou ruins. Por isso, antes de discutir como usar IA, muitas empresas precisarão refletir sobre quais práticas e estruturas ainda fazem sentido manter.
A fantasia da tecnologia salvadora
Outro erro recorrente é tratar a IA como uma entidade autônoma, quase mágica. Surge uma expectativa silenciosa de que basta alimentar a tecnologia com dados e aguardar respostas.
Mas a inteligência artificial precisa de contexto. Ela opera com aquilo que recebe. Repertório estratégico e responsabilidade pelas consequências continuam sendo atividades humanas.
Se os dados são frágeis, os resultados serão frágeis.
Se os critérios são enviesados, o viés será escalado.
A tecnologia não substitui a necessidade de pensar. Ela apenas amplifica a qualidade — ou a falta — do pensamento que a orienta.
Na prática, quanto mais avançadas se tornam as ferramentas, mais relevante se torna o papel humano na definição de contexto, prioridades e responsabilidade sobre as decisões.
Por isso, a discussão sobre IA nunca é apenas técnica. É, acima de tudo, uma discussão sobre clareza estratégica.
O erro da “caixinha da inovação”
Muitas empresas tentam organizar a IA criando comitês, núcleos de excelência ou áreas isoladas de inovação. A intenção é boa, mas o efeito costuma ser o oposto.
Quando a IA vira assunto de especialistas, ela deixa de ser uma competência organizacional e perde conexão com as decisões reais do negócio.
A inteligência artificial não deveria ser um tópico à parte no organograma. Ela deveria estar presente nas discussões de marketing, operações, finanças, produto e RH — como pano de fundo permanente das decisões.
As perguntas do negócio devem vir antes das perguntas de tecnologia:
-
Como reduzir o tempo entre pedido e entrega?
-
Como personalizar a experiência sem invadir a privacidade?
-
Como antecipar necessidades que o cliente ainda não verbalizou?
-
Como melhorar a qualidade das decisões humanas antes de escalá-las com tecnologia?
Quando a tecnologia serve a essas perguntas, ela ganha direção.
Em muitos setores, a inteligência artificial também começa a alterar a própria arquitetura do trabalho. Processos que antes exigiam múltiplas camadas de execução passam a depender mais de coordenação, julgamento e integração entre humanos e sistemas.
Isso exige novos modelos de gestão, novas competências e uma revisão cuidadosa de como as organizações distribuem responsabilidade e tomada de decisão.
É tentador tratar a inteligência artificial como um projeto de inovação, mas, na prática, ela funciona mais como um teste de maturidade organizacional.
A tecnologia está disponível para todos. O diferencial competitivo não é o acesso, e sim a postura.
Empresas que tratam a IA apenas como ferramenta de eficiência tendem a capturar ganhos marginais. Já aquelas que a utilizam como alavanca para repensar processos, estruturas e decisões têm a chance de redesenhar seus modelos operacionais.
O futuro provavelmente não será apenas uma versão melhorada do presente. Em muitos casos, ele exigirá repensar a forma como o trabalho é organizado, como as decisões são tomadas e como a tecnologia se integra à inteligência humana.
Notícias Técnicas
Documentos orientam a fiscalização e esclarecem que o diagnóstico, por si só, não garante o enquadramento como pessoa com deficiência para o preenchimento das vagas reservadas por lei
Consulta ao lote residual estará disponível a partir das 9h desta sexta-feira (23); crédito de R$ 531,6 milhões será realizado em 30 de outubro, contemplando 184.442 restituições
Decreto nº 13.140/2026 mantém a dispensa de inscrição no CNPJ e de emissão de documentos fiscais eletrônicos para nanoempreendedores, com efeitos relacionados ao IBS a partir de 2029
Trabalho temporário pode durar até 180 dias, com prorrogação de até 90, enquanto o contrato de experiência tem limite total de 90 dias e finalidade distinta
Documento emitido não pode ser editado; profissional ou representante deve observar o prazo de cancelamento e revisar as informações do pagamento
Empresas precisam informar datas e setores abrangidos, observar as regras trabalhistas e pagar as férias até dois dias antes do início do período
Quando o inquilino é pessoa física, o proprietário deve informar os valores no Carnê-Leão Web, mesmo que a cobrança e o repasse sejam feitos por uma administradora
Veja como remuneração, contribuições e registros no CNIS afetam a análise previdenciária do sócio
A Solução de Consulta Cosit nº 204/2026 esclarece que o limite de remuneração de dirigentes estatutários de instituições de ensino imunes não inclui salários de contrato de trabalho separado, salvo incompatibilidade de jornadas
Notícias Empresariais
Existe uma pergunta que eu gostaria que mais empresas fizessem antes de decidir o que vão publicar: o que exatamente precisamos que essa comunicação provoque no negócio?
Quando o executivo assume a liderança cultural de forma deliberada, engajando com críticas e ouvindo opiniões divergentes, ele fortalece a retenção de talentos e impulsiona resultados sustentáveis
Padronizar processos e acompanhar indicadores ajuda redes a crescer com mais segurança
Mudanças ampliam controle sobre dados, fiscalização e consentimento
Bancos terão cinco dias úteis para apresentar dívidas ao governo
Pesquisa do Sebrae e FGV aponta que 51% dos microempreendedores individuais no país enxergam perspectivas positivas no reajuste do teto
Fechar bem 2026 e preparar o próximo ano são responsabilidades simultâneas. O resultado do primeiro trimestre depende de decisões que precisam acontecer agora
Especialistas alertam que a ambição nem sempre é o melhor indicador de potencial e defendem que líderes avaliem com mais atenção profissionais que demonstram cautela diante da promoção
Lei estabelece prazos e condições para suspender cobranças, proteger bens essenciais e garantir que a recuperação judicial não se torne um obstáculo permanente ao recebimento de dívidas
Mercado, que movimenta R$ 10 trilhões por ano, se prepara para regras do Banco Central. Fim do registro manual deve reduzir juros, mas exige adaptação tecnológica imediata
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade