Edital PGFN/RFB nº 4/2026 permite regularizar débitos de IRRF de investidores não residentes com descontos de até 65% e adesão até 29 de dezembro de 2026
Área do Cliente
Notícia
Ibovespa renova recorde 9 vezes em 2026: Até quando dura o otimismo?
Política monetária, cenário eleitoral e ambiente externo são principais fatores que podem mudar caminho de valorização da bolsa brasileira
O Ibovespa renovou a máxima histórica nove vezes em 2026, superando pela primeira vez o patamar dos 185 mil pontos no fechamento e os 187 mil em novo recorde intradia, ambos no pregão do dia 3 de fevereiro.
O mês de janeiro foi encerrado com valorização de 12%, no melhor desempenho mensal desde novembro de 2020 e terceiro melhor mês desde 2010, liderando o ranking de principais investimentos do ano.
O principal motor desse otimismo é o fluxo de capital estrangeiro, que se consolida como protagonista desse movimento, em um momento de rotação global de portfólios em busca de diversificação que favorece os países emergentes, como o Brasil.
De acordo com dados da B3, a entrada líquida de estrangeiros no mercado secundário de ações foi de cerca de R$ 26,3 bilhões em janeiro, montante acima de todo o saldo positivo de 2025, de aproximadamente R$ 25,5 bilhões.
Apesar do grande fluxo estrangeiro entrando na bolsa brasileira, o economista Felipe Paletta defende que também há um movimento do investidor brasileiro voltando aos ativos de renda variável com a perspectiva de corte de juros no radar.
“Muita gente estava fora de bolsa, principalmente a indústria local de fundos de investimentos. Eles foram saindo de bolsa ao longo dos últimos cinco anos, e quando a Bolsa começa a se movimentar nessa direção [positiva] e a política monetária começa a apontar juros para baixo, vai ficando cada vez mais óbvio esse posicionamento”, explica.
Os especialistas apontam que a depreciação do dólar e a busca pela diversificação global atraem os estrangeiros para a bolsa brasileira.
Para Bruna Sene, analista de renda variável da Rico, países com taxas mais atrativas e ativos descontados ganham destaque nesse cenário e o Brasil se encaixa perfeitamente nesse perfil. Além da sinalização de que a taxa de juros deve começar a cair em breve, impulsionando os ativos de risco.
O estrategista de ações da XP, Raphael Figueredo, lembra também que existe uma corrida para as commodities, sobretudo os metais preciosos, como alternativa, o que favorece o mercado brasileiro.
"O Copom deixou a porta aberta para iniciar o processo de queda de juros com muita serenidade a partir da próxima reunião, é um catalisador importante para que a gente continue em um processo de manutenção dessa tendência de alta, ainda que correções intermediárias venham pela frente."
A equipe de research da XP atualizou as projeções para o Ibovespa, elevando a estimativa de valor justo do índice para 190 mil pontos em 2026 (de 185 mil pontos anteriormente). Além disso, o time de analistas avalia que, em um cenário otimista, a bolsa tem potencial de chegar aos 235 mil pontos.
De acordo com Sene, da Rico, o rali da bolsa deve continuar enquanto o capital externo encontrar no Brasil um mercado com valuations atrativos. Mas, depois de uma sequência intensa de altas e renovação de máximas, o mercado pode passar por dias negativos, como o visto na última quarta-feira (4) que o Ibovespa encerrou com queda superior a 2%.
“É natural que o mercado passe por correções técnicas ou períodos de acomodação. O que não significa, necessariamente, o fim do movimento de alta. A sustentabilidade da alta vai depender, sobretudo, da confirmação do ciclo de queda dos juros, do comportamento do fluxo estrangeiro e da evolução do cenário doméstico ao longo do ano”, explica Sene.
Paletta também acredita que o mercado vai passar por correções depois de tantas altas neste início de ano. Para o economista, a volatilidade do índice não depende somente fatores domésticos, mas o cenário eleitoral deve fazer preço no mercado durante o ano.
"Cada vez mais esse ano vai ser movimentado, principalmente nos próximos meses em que a política vai ficando mais vocal. Esses fatores podem contribuir para uma correção”, avalia.
O que pode frear a bolsa?
A política monetária, o cenário eleitoral e o ambiente externo são os principais fatores que podem mudar o caminho de valorização da bolsa, de acordo com os especialistas.
Segundo Figueredo, da XP, o contexto global é fundamental para a continuidade do bom desempenho da bolsa brasileira, já que o investidor estrangeiro é o protagonista das consecutivas máximas do Ibovespa.
Para o especialista, um dos motivos que pode barrar o fluxo de capital para países emergentes é o aumento dos juros longos em países de economia desenvolvida.
“Se os juros longos dos países de economia desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, dispararem por um contexto de falta de confiança na parte fiscal ou pela expansão do populismo, o fluxo de dólar para mercados emergentes pode ser interrompido”, explica.
Aí, entra a política monetária brasileira. O Copom (Comite de Política Monetária) do BC (Banco Central) indicou em sua última decisão de juros que deve cortar a Selic em sua próxima reunião, a ser realizada entre os dias 17 e 18 de março.
Mudanças bruscas no discurso ou no ritmo de queda da Selic podem mexer com o humor dos investidores.
“Se o Copom frustrar as expectativas do mercado, o impacto pode ser sentido principalmente nos setores mais sensíveis aos juros”, avalia Sene, da Rico.
E, por fim, um dos temas que movimenta o mercado brasileiro são as eleições presidenciais e o desenho de um novo arranjo político. Para Sene, a deterioração do cenário fiscal ou político local, à medida que o debate eleitoral de 2026 ganhe mais espaço, aumenta a volatilidade do mercado.
Ainda assim, Figueredo acredita que as eleições não devem barrar o fluxo de capital estrangeiro para a bolsa brasileira.
"O capital estrangeiro está passando por cima de todos os nossos problemas porque é um fator global muito maior do que a eleição. Isso não tira a importância da eleição, mas por mais que a eleição possa oferecer um risco de mercado, esse risco será ponderado pelo fluxo de capital estrangeiro”, explica.
Câmbio
O dólar encerrou o mês de janeiro em queda de 4,39%. A moeda norte-americana chegou a ser cotada abaixo dos R$ 5,20, no menor valor desde maio de 2024.
Para João Duarte, sócio da ONE Investimentos, no curto prazo o dólar tende a permanecer pressionado, com espaço limitado para altas consistentes enquanto o fluxo externo seguir positivo e o cenário global favorecer risco.
“Mais adiante, a dinâmica pode mudar conforme o Fed avance no debate sobre cortes, o Banco Central sinalize o início do ciclo de afrouxamento da Selic e o calendário eleitoral de 2026 ganhe relevância, o que tende a trazer mais volatilidade para o câmbio", explica.
No Brasil, o movimento é potencializado pelo diferencial de juros ainda muito elevado, que, segundo Duarte, sustenta operações de carry trade, e por um fluxo estrangeiro robusto para a bolsa.
Contudo, o dólar perdeu força de maneira global. Riscos fiscais e políticos nos Estados Unidos tem contribuído para enfraquecer ainda mais a divisa norte-americana, segundo Rich Asplund, analista da Barchart.
Asplund cita como fatores incidentes a possível intervenção cambial norte-americana com o Japão para fortalecer o iene e a retirada de capital de investidores estrangeiros dos Estados Unidos.
De acordo com Asplund, a especulação de que os Estados Unidos poderiam coordenar uma intervenção cambial com o Japão para fortalecer o iene está em consonância com a aparente visão do presidente Donald Trump, segundo a qual um dólar fraco é benéfico para os Estados Unidos, como um estímulo às exportações norte-americanas.
Notícias Técnicas
Eventos D-1001 e D-1011 poderão ser enviados a partir de 1º de outubro e deverão ser processados antes da escrituração mensal
Mudança foi postergada por duas semanas para dar mais estabilidade às instituições financeiras durante o período de entrega e retificação das informações
Testes realizados pela Receita Federal confirmaram o funcionamento do serviço para usuários de Pessoa Física e Pessoa Jurídica
Solução de consulta detalha os requisitos para caracterizar o uso de equipamentos como emprego de materiais e permitir a aplicação da alíquota reduzida
A Receita Federal reconheceu a aplicação de alíquota zero de PIS/Pasep e Cofins em operações de microgeração e minigeração distribuída de energia elétrica, conforme a Solução de Consulta COSIT nº 168/2026
Documento reúne orientações sobre registro, execução dos trabalhos de auditoria, fundos de investimento e asseguração de informações de sustentabilidade
O Portal da NFe (Nota Fiscal Eletrônica) divulgou na 4ª feira (2.set.2026) a tabela da NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) com as respectivas uTrib (unidades tributárias) para o comércio exterior
O coeficiente do IBS que definirá a participação de estados e municípios na distribuição da receita do novo imposto deverá ser divulgado pelo Comitê Gestor do IBS (CGIBS) em 31 de agosto de 2027
O TSE publicou a Resolução nº 23.755/2026, reforçando a proibição de propaganda e assédio eleitoral no ambiente de trabalho, práticas que já são proibidas pela legislação eleitoral
Notícias Empresariais
Empresas dizem valorizar colaboração, autonomia e planejamento. Mas aquilo que realmente se repete costuma ser o comportamento que recebe reconhecimento
O desenvolvimento profissional exige competências técnicas e comportamentais, além de conhecimentos multidisciplinares
Brasil precisará qualificar 14 milhões de trabalhadores até 2027; especialista aponta seis competências que combinam domínio tecnológico, pensamento crítico e capacidade de enfrentar mudanças
Uso de IA chega a 50% entre as grandes empresas brasileiras, mas ainda alcança apenas 15% das pequenas
Saiba como balanço, DRE e fluxo de caixa influenciam a liquidez e capital de giro
Ferramenta indispensável para atrair clientes, fortalecer marcas e garantir a competitividade no mercado contábil
A data comercial é uma grande oportunidade para as empresas testarem um "esquenta" da Black Friday
Recebedor terá acesso ao valor integral de forma instantânea
Nem todo problema chega acompanhado de conflito. Às vezes, alguém para de reclamar porque também parou de acreditar que alguma coisa vai mudar
Expandir sem perder a cultura: esse é o desafio. Entenda como evitar o “copia e cola”, alinhar lideranças e transformar valores em comportamentos, mantendo autonomia sem perder a direção estratégica
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade