A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
Área do Cliente
Notícia
PMEs surgem como novos emissores
O acesso ao mercado de capitais não está restrito somente as grandes empresas
O acesso ao mercado de capitais não está restrito somente as grandes empresas, embora sejam a maioria. “O número de novos emissores cresceu, com muitas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) realizando sua primeira captação”, afirma José Alexandre Freitas- CEO da Oliveira Trust e especialista em mercado financeiro/capitais.
A Oliveira Trust é uma plataforma digital, com escritórios em São Paulo e Rio de Janeiro, especializada na prestação de serviços para as companhias que ofertam valores mobiliários no mercado de capitais. Freitas explicou à reportagem do Monitor Mercantil as nuances desse mercado.
O mercado de capitais é um segmento em crescimento no Brasil?
– Os números mais recentes confirmam essa trajetória ascendente. Até novembro teve um volume de emissões superior a R$ 600 bilhões em ativos de renda fixa, consolidando-se como o motor da economia real, segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). Um dado que reforça esse amadurecimento vem da B3, que reportou um crescimento de quase 49% no volume negociado no mercado secundário de renda fixa no último ano. Isso mostra que o investidor não está apenas comprando o título na emissão, mas que há liquidez e confiança para negociar esses ativos ao longo do tempo.
Hoje, são empresas ou governo que captam mais recursos?
– O Governo Federal, por meio do Tesouro Nacional, continua sendo o maior emissor individual para financiamento da dívida pública. No entanto, está havendo inversão de tendência no crédito. Relatório de Estabilidade Financeira do Banco Central e dados da Anbima 2024/2025 aponta que o financiamento via mercado de capitais corporativo já supera o crédito bancário tradicional para grandes empresas. No período, as emissões de dívida privada (como debêntures e notas comerciais) representaram cerca de 60% do total de ofertas públicas. Isso mostra que o setor privado encontrou no mercado de capitais uma via mais eficiente de capitalização do que as linhas bancárias convencionais.
Quais os agentes mais atuantes nesse segmento?
– O ecossistema é dinâmico, mas podemos destacar:
● Empresas (emissores): cada vez mais diversificadas, incluindo setores de infraestrutura e agro.
● Investidores institucionais: fundos de investimento e previdência são os grandes compradores.
● Agentes fiduciários, administradores, gestores e custodiantes (como a Oliveira Trust): essenciais para garantir a segurança jurídica e a governança das operações.
● B3 e corretoras, securitizadoras e registradoras: provêem a infraestrutura de negociação e o acesso ao varejo.
O que deveria ser feito para “popularizar” o acesso ao mercado de capitais? Tem ampliado o número de PMEs, por exemplo?
– A popularização passa pela educação financeira e pela simplificação regulatória. Vimos um avanço real com as notas comerciais, que permitiram que empresas de menor porte acessassem o mercado com menos burocracia. O número de novos emissores cresceu, com muitas Pequenas e Médias Empresas (PMEs) realizando sua primeira captação. Para acelerar isso, precisamos de uma taxa de juros mais baixa (a taxa Selic “ótima” é de 6% a 12% ao ano), custos de estruturação ainda menores e maior liquidez para esses papéis no mercado secundário. Um exemplo de iniciativa vinculada a esse ponto é o programa Rota Fácil, da Bee4. Também é importante citar a evolução regulatória que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) vem promovendo junto com a atualização e acesso a informações do mercado financeiro.
Que ajustes poderiam ser feitos para melhorar o entendimento sobre o segmento?
– O maior ajuste é a comunicação. O mercado ainda é visto como algo “complexo” ou “só para grandes fortunas”. Precisamos de plataformas mais intuitivas e uma linguagem menos técnica por parte dos emissores. Além disso, a padronização de dados e o uso de tecnologia (como IA e Blockchain) para transparência em tempo real ajudam o investidor a entender exatamente onde seu dinheiro está alocado e qual o risco real da operação.
Que importância tem a Anbima no segmento?
– A Anbima é o “farol” do mercado. Sua importância é quádrupla: ela autorregula (estabelecendo padrões de conduta que trazem credibilidade), fiscaliza (alertando irregularidades e sancionando agentes que violem normas e regras instituídas), informa (gerando as estatísticas que balizam nossas decisões) e educa (através de certificações que garantem a qualificação dos profissionais). Sem a Anbima, o mercado de capitais brasileiro não teria o nível de maturidade e confiança internacional que possui hoje.
Qual o maior desafio para esse mercado?
– Hoje, o desafio é o equilíbrio entre a volatilidade macroeconômica (juros e inflação) e a segurança jurídica. Em 2026, enfrentamos um cenário global de incertezas políticas e tecnológicas. Manter o fluxo de capital para o longo prazo, especialmente em projetos de infraestrutura, exige que as instituições brasileiras mantenham uma governança impecável para proteger o investidor contra os choques externos.
Livre para outros apontamentos
– Gostaria de destacar o papel da tecnologia na custódia e administração. Na Oliveira Trust, vemos que a eficiência não é mais um diferencial, é um pré-requisito. O futuro do mercado de capitais é digital, transparente e cada vez mais voltado para ativos com robustez de garantias e sustentáveis.
Iniciativas da nossa empresa envolvem o uso direto e operacional de inteligência artificial e tecnologia. O Octo+, plataforma proprietária que oferece a possibilidade de ganho em escala, viabilizando o processamento de grandes volumes de recebíveis em um tempo hábil de modo que o cliente consiga ter mais facilidade e velocidade na negociação das operações.
Notícias Técnicas
A Receita Federal definiu que a imunidade tributária para livros não se estende ao PIS/Pasep e à Cofins sobre livros digitais, pois o benefício constitucional abrange apenas impostos
Empresas de serviços de saúde no lucro presumido podem aplicar presunção reduzida de 8% para IRPJ e 12% para CSLL, desde que sejam sociedade empresária e cumpram normas da Anvisa
Estudo do IBPT indica que o trabalhador brasileiro destinou os primeiros meses de 2026 exclusivamente ao pagamento de impostos, até 30 de maio
Omissão da DASN-SIMEI gera multa automática, bloqueios fiscais e pode levar ao cancelamento definitivo do cadastro empresarial
Falhas na escrituração ou divergências entre obrigações acessórias podem gerar inconsistências identificadas nos cruzamentos eletrônicos da Receita Federal
Empresas de segmentos específicos do comércio passam a depender de negociação coletiva para funcionar em feriados, além de cumprir regras previstas na legislação municipal
Confira o novo cronograma de pagamento da restituição do Imposto de Renda 2026
Versão passa a ser permitida a utilização de caracteres alfabéticos e numéricos no registro do CNPJ Alfanumérico
Bloqueio do sistema afetará quem não elevar o nível de segurança da conta. Folha de maio é a última no formato antigo
Notícias Empresariais
O mercado finalmente percebeu o que o burnout custa. Mas poucos sabem o que a saúde emocional organizacional produz — e o número é mais alto do que você imagina
Estudos e práticas adotadas por grandes empresas mostram que excesso de reuniões pode prejudicar produtividade, decisões e inovação
Empresas precisam criar regras claras para evitar vazamento de dados, decisões sem controle e uso inseguro da inteligência artificial
Conheça os gargalos financeiros que destroem o lucro do seu negócio e aprenda estratégias para blindar as finanças
Organização contábil e transparência financeira são os fatores decisivos para multiplicar o valor de mercado de um negócio ou afastar investidores
Análise de desempenho, motivação e conflitos são cruciais para entender as mudanças no topo das empresas
Especialista em recrutamento de CEOs e conselheiros explica as competências que aceleram ou travam a ascensão à alta liderança
Os Estados Unidos propuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em resposta a uma investigação do USTR, segundo comunicado divulgado na noite de segunda-feira (1º.jun.2026).
Em um mercado mais competitivo, a forma como o empresário decide, lidera e aprende pode ser tão importante quanto o produto que vende
Aristóteles diria aos novos líderes que liderança não começa no cargo, mas na formação do caráter capaz de decidir, responder e sustentar consequências
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade