A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
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Brasil perde R$ 1 trilhão por ano com transições no trabalho, diz Pearson
Pesquisa observa três pontos de transição no ciclo trabalhista e vê maior ineficiência da economia brasileira na mudança entre empregos
A economia brasileira deixa de ganhar R$ 1,08 trilhão por ano por conta de falhas no processo de aprendizado, baseado em três ciclos de transição no ciclo do trabalho, segundo pesquisa "Perdidos na Transição", realizada pela Pearson, empresa multinacional de educação.
O estudo analisou oito economias diferentes, incluindo seis países e os estados da Califórnia e Nova York, e aponta que as perdas anuais estimadas no Brasil representaram aproximadamente 9% do PIB (Produto Interno Bruto) anual em 2024, maior parcela entre as localidades analisadas.
Os mercados que mais deixam de ganhar, por percentual do PIB, são:
- Brasil: 9,19% do PIB;
- Califórnia: 4,86% do PIB;
- Canadá: 4,76% do PIB;
- Estados Unidos: 4,04% do PIB;
- Nova York: 3,92% do PIB.
pesar da tendência global das perdas maiores aos mercados acontecerem através da disrupção causada pela automação, a economia brasileira expõe um problema particular: no país, deixa-se de ganhar mais nas transições de um emprego para outro, momento que gera baixas de R$ 701 bilhões anuais, 65% do prejuízo total.
O dado, segundo a Pearson, reflete o desafio do mercado de trabalho brasileiro para recolocação de trabalhadores, que levam em média 42 semanas para encontrar um novo emprego após deixar um posto.
O número é maior do que o visto no Canadá (18 semanas) e no Reino Unido (32 semanas), por exemplo.
A estimativa é de que, se o país conseguisse diminuir este período em 20%, os ganhos chegariam a R$ 140 bilhões anuais.
"Quando olhamos para o resultado, conseguimos ver que existe um descompasso entre o que a educação e os mercados entregam às empresas, versus aquilo que a economia demanda", afirmou Cinthia Nespoli, CEO da Pearson no Brasil, em entrevista ao CNN Money.
Ela também destaca que um quinto da população de 18 a 24 anos não trabalha, nem estuda. Os "nem-nem" impactam o mercado e a economia poderia ter avanços com investimentos em educação desta mão de obra jovem, segundo Nespoli.
Outro momento de transição que merece atenção, segundo a pesquisa, é o da disrupção causada pela automação. A pesquisa aponta prejuízo de R$ 241 bilhões anuais no Brasil, representando 22% do total perdido por ano.
Um fator agravante para a economia nacional, segundo a Pearson, é que cerca de 32% dos empregos no país estão sob alto risco de serem substituídos pela automatização, porcentagem acima de outros países analisados como Austrália (26%) e Estados Unidos (22%).
Cinthia Nespoli ressalta que o mercado interno pode observar as experiências no exterior para se preparar.
"A gente já sabe o que gerou perda maior em outras economias, estamos num momento de maturidade tecnológica que proporciona a oportunidade de se preparar melhor. O intuito é trazer para o Brasil mais investimento e interesse na parte de requalificação, para estar adiante, considerando que temos a vantagem de uma população mais jovem", observa.
Apesar de perdas menores, a transição da educação ao trabalho é destacada pela Pearson como "desafio significativo" para economias e pode afetar os rendimentos ao longo da vida dos indivíduos, segundo a pesquisa.
O levantamento conclui apontando duas prioridades para os formuladores de políticas do país.
O primeiro citado é enfrentar o desemprego estrutural. A pesquisa sugere a criação de programas de encaixe profissional, requalificação e reinserção mais rápida para combater os efeitos do cenário atual de mercado.
Além deste, a Pearson recomenda a preparação para automação agora, ao invés de esperar que ela se torne a principal fonte de disrupção, tendência observada globalmente.
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