A Receita Federal, o Comitê Gestor do IBS e o Encat publicaram, nesta terça-feira (2.jun.2026), a Nota Técnica 2025.002-RTC – Versão 1.50, com atualizações na NFe e na NFCe
Área do Cliente
Notícia
Como a sucessão em negócios familiares pode virar risco silencioso para empresas
Deixar a sucessão para depois pode ser o fator que decide se a empresa vai durar ou virar apenas uma memória de família
Passar o comando de uma empresa privada para a próxima geração costuma ser o momento em que muitos fundadores imaginam finalmente respirar aliviados. É quando a aposentadoria parece viável e o futuro do negócio, teoricamente, fica garantido. Mas, na prática, esse “dia da transição” está cada vez mais distante. O medo de entregar a companhia a herdeiros despreparados está travando decisões e transformando a sucessão em um dos pontos mais frágeis dos negócios familiares.
Segundo uma pesquisa anual da Brown Brothers Harriman (BBH), feita com quase 500 empresas familiares e privadas, quase metade dos fundadores não confia plenamente na capacidade da próxima geração de assumir o controle. Para 50% dos entrevistados, os sucessores estão apenas “um pouco preparados” para lidar com finanças e operação. E 40% dizem que a nova geração não está pronta de forma alguma. O efeito é direto: menos de um quarto dos donos tem um plano formal de sucessão e 76% admitem não ter nada estruturado ou ainda estar “pensando nisso”.
Medo de conflito adia decisões essenciais
O problema não é só prático, é emocional. A pesquisa mostra que muitos líderes simplesmente evitam falar do tema. Apenas 38% dizem ser totalmente transparentes com a próxima geração sobre o futuro do patrimônio e da empresa. E esse silêncio tem motivos conhecidos de quem vive a rotina de negócios familiares: o receio de bagunçar a dinâmica da família, o medo de revelar intenções cedo demais e a insegurança sobre como cada herdeiro reagirá.
Há ainda um fator que gera desconforto em muitos fundadores: o temor de criar acomodação. Alguns evitam abrir o jogo porque acreditam que, ao saberem que a empresa será deles, os sucessores podem reduzir o esforço, perder fome de crescimento ou até desenvolver um senso de direito automático ao cargo. Outros receiam o efeito psicológico de uma herança grande demais, como se o excesso de conforto enfraquecesse a dedicação ao trabalho. Em resumo, muitos líderes preferem não nomear o futuro para não “estragar” o presente.
Sucessão sem plano é sucessão por acidente
Apesar das hesitações, quase dois terços dos entrevistados dizem que pretendem, sim, passar a empresa para os filhos ou familiares em algum momento. Outros 8% planejam deixar o comando com executivos ou colaboradores. O paradoxo é claro: a intenção existe, mas a formalização não acontece. E isso abre espaço para transições improvisadas, feitas sob pressão, doença, desgaste ou crise, em vez de planejamento.
Os motivos do adiamento se repetem: 46% citam o medo de conflitos familiares, muitos não enxergam um sucessor único e claro, e há também a resistência interna do próprio fundador em sair de cena. Questões tributárias aparecem como mais um freio, reforçando a sensação de que sucessão é um problema grande demais para ser enfrentado “agora”. Só que “agora” raramente melhora com o tempo.
No fim, a pesquisa revela algo incômodo para quem construiu negócios do zero: sucessão não falha por falta de herdeiros, mas por falta de preparo e conversa. Quando a próxima geração não é treinada em responsabilidade, decisão e visão de longo prazo, o fundador se vê preso ao comando por medo do vazio depois dele. A boa notícia é que esse risco é evitável. O aviso é simples: deixar a sucessão para depois pode ser o fator que decide se a empresa vai durar ou virar apenas uma memória de família.
Notícias Técnicas
A Receita Federal definiu que a imunidade tributária para livros não se estende ao PIS/Pasep e à Cofins sobre livros digitais, pois o benefício constitucional abrange apenas impostos
Empresas de serviços de saúde no lucro presumido podem aplicar presunção reduzida de 8% para IRPJ e 12% para CSLL, desde que sejam sociedade empresária e cumpram normas da Anvisa
Estudo do IBPT indica que o trabalhador brasileiro destinou os primeiros meses de 2026 exclusivamente ao pagamento de impostos, até 30 de maio
Omissão da DASN-SIMEI gera multa automática, bloqueios fiscais e pode levar ao cancelamento definitivo do cadastro empresarial
Falhas na escrituração ou divergências entre obrigações acessórias podem gerar inconsistências identificadas nos cruzamentos eletrônicos da Receita Federal
Empresas de segmentos específicos do comércio passam a depender de negociação coletiva para funcionar em feriados, além de cumprir regras previstas na legislação municipal
Confira o novo cronograma de pagamento da restituição do Imposto de Renda 2026
Versão passa a ser permitida a utilização de caracteres alfabéticos e numéricos no registro do CNPJ Alfanumérico
Bloqueio do sistema afetará quem não elevar o nível de segurança da conta. Folha de maio é a última no formato antigo
Notícias Empresariais
O mercado finalmente percebeu o que o burnout custa. Mas poucos sabem o que a saúde emocional organizacional produz — e o número é mais alto do que você imagina
Estudos e práticas adotadas por grandes empresas mostram que excesso de reuniões pode prejudicar produtividade, decisões e inovação
Empresas precisam criar regras claras para evitar vazamento de dados, decisões sem controle e uso inseguro da inteligência artificial
Conheça os gargalos financeiros que destroem o lucro do seu negócio e aprenda estratégias para blindar as finanças
Organização contábil e transparência financeira são os fatores decisivos para multiplicar o valor de mercado de um negócio ou afastar investidores
Análise de desempenho, motivação e conflitos são cruciais para entender as mudanças no topo das empresas
Especialista em recrutamento de CEOs e conselheiros explica as competências que aceleram ou travam a ascensão à alta liderança
Os Estados Unidos propuseram uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros em resposta a uma investigação do USTR, segundo comunicado divulgado na noite de segunda-feira (1º.jun.2026).
Em um mercado mais competitivo, a forma como o empresário decide, lidera e aprende pode ser tão importante quanto o produto que vende
Aristóteles diria aos novos líderes que liderança não começa no cargo, mas na formação do caráter capaz de decidir, responder e sustentar consequências
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade