A partir de 1º de junho o Ministério do Trabalho e Emprego já receberá as declarações
Área do Cliente
Notícia
Copom deve manter Selic em 15% hoje; a dúvida é quando começam os cortes de juros
Diretores do BC devem manter os juros por período longo, mas o mercado já debate um possível corte da taxa Selic ainda em 2025; analistas da XP e do ASA detalham os fatores que podem antecipar a queda
A atual taxa básica de juros (Selic) deverá ser mantida em 15% após a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que se encerra nesta quarta-feira (30). Apesar dos sinais de que a política monetária contracionista está surtindo efeito, com os indicadores de inflação recuando, a leitura geral é de que este é um momento de pausa para se observar como a economia vai seguir reagindo nos próximos meses, em especial em relação ao mercado de trabalho e às tarifas comerciais de Donald Trump.
Para os economistas da XP Caio Megale, Rodolfo Margato e Alexandre Maluf, o início do ciclo de cortes deverá ocorrer em janeiro de 2026, chegando a 12,50% ao final do ano que vem. No entanto, o cenário de redução de juros a partir de dezembro já vem se tornando mais provável do que o de um corte só em março de 2026, de acordo com a XP.
Jeferson Bittencourt, head de macroeconomia do ASA e ex-secretário do Tesouro Nacional, também vê espaço para uma possível redução de juros neste ano. “O início do corte de juros nos Estados Unidos, o arrefecimento da inflação aqui e a pressão do governo para ter uma atividade mais forte em ano de eleição [2026], podem levar o Banco Central a trazer o corte, que deveria ser em março, para dezembro deste ano”, afirmou durante entrevista na Expert XP.
Para Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, o comunicado do Copom deve reforçar a estratégia de juros altos por período prolongado, mas os dados recentes podem trazer uma assimetria para uma leitura dovish do comunicado pelo mercado.
“Caso o Banco Central reconheça de forma mais explícita a desaceleração da atividade, mencione sinais de melhora da inflação corrente e/ou destaque o risco baixista para a inflação decorrente da guerra comercial — via impacto na atividade econômica —, o mercado pode interpretar a comunicação como mais suave do que o pretendido”, afirma.
Inflação
Os indicadores de inflação têm recuado desde a última reunião do Copom, em junho. Embora ainda estejam acima da meta, as medidas de núcleo recuaram pelo segundo mês consecutivo, em julho, e a inflação corrente tem se beneficiado da apreciação cambial, da queda dos preços do petróleo e da deflação de alimentos no mercado interno, segundo a análise da XP.
Por isso, as projeções de inflação do Copom devem recuar de 4,9% para 4,8% no final de 2025, e de 3,6% para 3,5% no final de 2026 – ainda assim, longe da meta de 3%.
Este recuo pode ser acelerado pelos efeitos do tarifaço de Trump, devido à maior oferta doméstica, que levaria à redução de preços.
Mercado de trabalho
O mercado de trabalho segue como principal fator hawkish para a inflação, na análise da XP, devido à menor taxa de desemprego e ao aumento do salário real. Isso faz com que o consumo seja pressionado com o aumento da renda disponível.
Indústria e produção
Ao mesmo tempo, as indústrias operam perto das máximas históricas da capacidade instalada, indicando grande produção.
Os dados de contraste vêm com as vendas no varejo receitas de serviço, que crescem em ritmo mais moderado, segundo a XP. Além disso, setores ligados a crédito, como veículos, móveis e produtos eletrônicos mostram sinais claros de arrefecimento.
Tarifas de Trump
Outro ponto que impacta a atividade econômica interna são as tarifas. O governo Donald Trump ameaça impor tarifas de 50% para as exportações brasileiras aos EUA, percentual que deve entrar em vigor nesta sexta-feira (1°), caso não haja negociação entre os dois países.
O governo Lula tenta isentar alguns setores, como alimentos e aviação, para que o percentual não incida sobre as maiores exportações brasileiras aos EUA, mas este movimento ainda não foi referendado pelas autoridades americanas.
Assim, o cenário mais provável é de tarifas em 50%. O impacto inicial seria deflacionário – o que não for exportado ou realocado para outros destinos deverá ficar no mercado interno, aumentando a oferta e reduzindo os preços.
Para Bruno Cotrim, economista e sócio da casa de análise Top Gain, a perspectiva desta tarifa começa a assustar a indústria brasileira porque não vai ter como produzir no Brasil e mandar para fora do país. “Com uma tarifa dessa, ninguém vai comprar. O excesso internamente não é consumido e, consequentemente, temos aí muita oferta para pouca demanda em alguns setores. A indústria não se sustenta no Brasil a longo prazo atendendo só o mercado interno”, avalia.
A XP alerta para outros efeitos do tarifaço, como a pressão sobre o câmbio. Caso a crise se agrave, o real poderá se desvalorizar, elevando os custos de importação que incidem sobre a cadeia produtiva.
Para o Departamento de Pesquisa Econômica do Banco Daycoval, os possíveis impactos da guerra tarifária sobre o Brasil adicionam mais incerteza, o que deve reforçar a posição de cautela do comitê
Estímulos para a economia
O segundo semestre terá diversos estímulos para a atividade econômica. Bittencourt cita como exemplos o pagamento dos precatórios, o ressarcimento de aposentados lesados pela fraude do INSS, e a linha de crédito para reforma de apartamento, o que pressiona a inflação.
“Se olharmos para o lado fiscal, teremos muitos estímulos à economia, o que potencialmente reduziria as chances do BC cortar os juros, mas não achamos que o fiscal será determinante”, avalia.
“A gente entende que o próximo movimento é de corte. O fiscal nunca foi impedimento para o BC cortar taxa de juros. A bagunça vai continuar lá, e ele vai usar outros argumentos para iniciar o corte”, argumenta Bittencourt.
Carlos Honorato, professor da FIA e um dos principais especialistas em Scenario Planning do Brasil, avalia que, diante das incertezas, o BC deve manter a taxa de juros até se sentir seguro dos movimentos deflacionários “Na dúvida, o BC mantém. Pode ter efeito de queda de preços de carne, insumos de construção, e baixa da inflação, ainda que momentânea, que poderia ser um indicativo para o BC reduzir os juros, mas os riscos do corte se sobrepõem à inflação”, avalia.
Notícias Técnicas
Publicação do manual e do Swagger marca o início da preparação tecnológica para implementação do Split Payment da CBS e do IBS
A Receita Federal esclarece que os saldos credores de PIS/Pasep e Cofins serão preservados na transição para a CBS e poderão ser compensados ou ressarcidos via PER/DCOMP Web, com procedimentos simplificados
Estímulo à autorregularização alcança mais de 29 mil empresas, com divergências de R$ 4,9 bilhões
Ministério do Trabalho e Emprego emite novo comunicado sobre irregularidades no FGTS Digital e esclarece que desatenção a notificações pode bloquear emissão de certidões e causar cobranças judiciais imediatas
Receita Federal recebeu mais de 44 milhões de declarações dentro do prazo; quem perdeu a data deve enviar o documento o quanto antes para evitar novos transtornos fiscais
Omissão de rendimentos, erros médicos e divergência de dados lideram retenção da Receita; declaração pode ser corrigida por meio de retificação
Com a proximidade das eleições, especialistas esclarecem o que pode ser restringido no ambiente de trabalho e quais direitos dos trabalhadores devem ser preservados
Desde 1º de junho de 2026, o prazo de Manifestação do Destinatário passou de 180 para 90 dias, contado da autorização da NF-e, conforme o Ajuste SINIEF nº 14/26 e a Nota Técnica 2020.001 v.1.60
A cada quatro anos, o país para quando o Brasil joga. Mas será que o trabalho também precisa parar? A CLT obriga empresas a liberarem os funcionários para os jogos da seleção ou isso não é feriado nacional?
Notícias Empresariais
A confiança é um pilar de equipes de alta performance, mas muitos gestores ainda a associam sobretudo a empatia, proximidade ou carisma
Uma reunião importante. Ao redor da mesa, pessoas formadas em épocas radicalmente diferentes
Crescer em receita não garante solidez e pode esconder fragilidades estruturais que comprometem o futuro do negócio
A FENACON lança a série MEI Sem Dúvidas para orientar microempreendedores individuais com conteúdo educativo acessível
Analistas apontam que empresas usam o discurso da inteligência artificial para justificar cortes e agradar investidores
Governança de dados, análise de risco e conformidade com a LGPD passaram a ser elementos centrais para o uso legítimo de imagens pelas empresas
Empresas com perda de 1% podem pedir crédito a partir de segunda
Uma economia que paga demais à gestão financeira em detrimento da inovação e da técnica tende a se tornar rentista, eficiente em otimizar o existente, mas incapaz de gerar relevância global
O mercado finalmente percebeu o que o burnout custa. Mas poucos sabem o que a saúde emocional organizacional produz — e o número é mais alto do que você imagina
Estudos e práticas adotadas por grandes empresas mostram que excesso de reuniões pode prejudicar produtividade, decisões e inovação
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade