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A Sociedade 5.0 e a gestão humanizada caminhando de mãos dadas para um futuro melhor
A Sociedade 5.0 traz em sua bagagem grandes benefícios para todos
Você sabia que entre as 150 Melhores Empresas para Trabalhar GPTW Brasil 2022, realizado pela consultoria Great Place do Work, a grande maioria já está alinhada com diversos processos da Sociedade 5.0? Mas ainda temos muito a construir. Vamos juntos?!
Por acaso você se recorda o que fez no dia 24 de março de 2017?
Possivelmente não, certo? pelo menos eu sinceramente não tenho a menor ideia, mas na cidade de Hannover, na Alemanha, o Primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, sim, sempre eles, estava apresentando ao mundo um novo conceito social que mudaria o rumo de nossa sociedade.
Enquanto aqui no Brasil, nós da área de RH, víamos como tendência no nosso segmento apontarem para a importância do People Analytics e a transformação digital, o Primeiro-ministro apresentava a Sociedade 5.0.
Você já ouviu falar neste termo?
Basicamente esta reforma social denominada Sociedade 5.0 aplicará cada vez mais as tecnologias e seus benefícios a favor do bem comum, da inclusão, do respeito e da sustentabilidade tendo em seu centro o SER HUMANO.
Eles, já naquela época, enxergaram que os modelos focados apenas no desenvolvimento econômico, ou seja, nos resultados, traziam diversos prejuízos, principalmente para nós HUMANOS.
A Sociedade 5.0 traz em sua bagagem grandes benefícios para todos, pois promove o equilíbrio entre o crescimento econômico e questões sociais importantes, como o respeito mútuo e ações mais sustentáveis para nós e para o planeta. Além disso, a Sociedade 5.0 também incentiva ações colaborativas, a melhoria na mobilidade urbana e a redução das desigualdades sociais. Bom, não é?
Trata-se de um modelo de gestão da organização social no qual a tecnologia é empregada visando suprir nossas principais necessidades e, dessa forma, otimizar a resolução de problemas.
Dessa forma, a tecnologia cada vez mais presente em nosso dia a dia será um dos elementos chave para este novo movimento, já que ela amplificará a convergência entre o mundo ON e OFF-LINE, tornando nossas vidas mais integradas, autônomas e ágeis. Com tecnologias cada vez mais avançadas, podemos esperar uma vida com mais qualidade e conforto.
Nesse modelo de sociedade, as tecnologias desenvolvidas na Indústria 4.0 tais como: Big Data, Internet das coisas (IoT), Inteligência artificial, veículos autônomos, entre outras, serão aplicadas de forma humanizada para facilitar a vida de todos.
Agora, e sobre o mercado corporativo? Quais os desafios inerentes para os líderes de RH?
Este novo marco trará outros ares a respeito da gestão de pessoas baseado no seguinte tripé: inovação, adaptabilidade e flexibilidade. Os líderes das empresas precisam estar cada vez mais atualizados sobre as novas tecnologias e se preparar para um ambiente de trabalho cada vez mais dinâmico, remoto e complexo. Isso significa que eles precisam ser flexíveis e inovadores para garantir que suas equipes possam se adaptar a mudanças constantes e trabalhar de maneira eficaz, independentemente da localização.
Sabe aquele termo que não gostamos muito, mas que de vez em quando nós escorregamos para ele: a tal zona de conforto?
Pois é, independentemente da sua área de atuação, daqui em diante será necessário sair da zona de conforto para aproveitar as oportunidades que serão geradas.
As tarefas que hoje são repetitivas e manuais, num futuro bem próximo, serão realizadas por robôs, o que libera os profissionais para trabalhar com questões mais estratégicas dos negócios. Já para os gestores, uma das principais mudanças será a necessidade de elaborar planejamentos com ações de longo prazo, analisar o mercado e direcionar os seus investimentos, o que permite potencializar acertos e reduzir impactos sociais negativos.
E sobre gestão de pessoas, grandes mudanças virão por aí também, e uma delas será na transformação do líder disponível para servir seu time, ou seja, oferecer suporte e oportunidades de crescimento para suas equipes.
O gestor de RH, além de ser um agente que promoverá conexões humanas para a criação de vínculos mais fortes entre pessoas e seus times, terá que construir e manter ambientes de trabalho positivos e fundamentalmente inclusivos.
Ah, sem esquecer é claro da importância da ferramenta vulnerabilidade. Um estudo da ONG Catalyst 2030, movimento global que reúne empreendedores de impacto e ativistas sociais de todos os setores, com o objetivo de criar abordagens inovadoras para acelerar a implementação dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) até 2030, realizado em 2021, apresentou que quanto mais os gestores são abertos e demonstram suas vulnerabilidades, mais as pessoas se conectam com eles e se dedicam ao trabalho.
E demonstrar vulnerabilidade significa expor seus medos, suas emoções, dúvidas e anseios.
Além disso, o líder deve estimular a autonomia e o desenvolvimento de novas habilidades dos seus colaboradores, para que sejam mais criativos e inovadores, também atuando de forma mais estratégica nos negócios.
O gestor de RH deverá garantir que a empresa e também a sua área sejam excelentes anfitriãs para seus colaboradores, e terá que estar cada vez mais atento para uma grande máxima: encontrar o encaixe certo entre pessoas e posições. Colocar pessoas certas nos lugares certos é uma tarefa que requer habilidade e conhecimento e para isso o líder de RH precisará entender mais a fundo as competências e valores de seus colaboradores. Esta função exigirá olhares atentos no outro visando que pessoas sejam alocadas de forma a aproveitar o máximo de seu potencial e contribuir para o sucesso de seu time, e consecutivamente, para a empresa.
Outro fator fundamental é que os líderes precisarão ter um olhar muito mais atento às questões de saúde mental. Lembra que a Sociedade 5.0 é centrada nos Humanos? Pois bem, cuidar de humanos será fundamental, e isso não significa que será preciso se transformar em um psicólogo, mas terá que ter cada vez mais interesse para ouvir e acolher, ser alguém sensível para conseguir identificar pessoas que estão passando por momentos complexos e direcioná-las a buscar ajuda especializada, visando a retomada do acesso ao seu lado saudável.
As políticas de RH serão cada vez mais inclusivas e totalmente alinhadas a valores como igualdade de oportunidades e diversidade. Além disso, será importante ser visto como alguém disponível e um bom ouvinte, logo sem julgamento. Um dos fatores apontados pelo ranking das 150 melhores empresas para se trabalhar da GPTW aponta justamente para o fator respeito dos líderes na relação com seus colaboradores, tanto nas questões profissionais como pessoais.
Mas e a tecnologia, ela não é chave no processo da Sociedade 5.0?
É sim, e com ela teremos cada vez mais processos automatizados e ágeis utilizando a inteligência artificial e suas verticais para a entrega de tarefas mais simplificadas, portanto a liderança precisará se adaptar, e rápido, e se tornar cada vez mais um Nativo Digital – termo utilizado para se referir as pessoas que cresceram com celulares, acessando à internet, compartilhando arquivos e com maior habilidade para novidades tecnológicas, onde o sucesso passará cada vez pela formação e manutenção de equipes colaborativas – que saibam construir a partir das diferenças. A gestão de pessoas precisará ser cada vez mais criativa e inovadora, em busca de soluções inovadoras para problemas complexos que as AI´s não conseguirão resolver de bate e pronto.
Se você quiser respostas rápidas, por exemplo, buscará em qualquer mecanismo de pesquisa (neste momento a bola da vez é o Chat GPT e daqui a pouco outras tantas virão) que por sua vez acessará trilhões de dados em seu big data e terá uma inteligência artificial super potente para atender a sua demanda. Agora, se você precisar de respostas complexas, e esta nova sociedade será recheada delas J, seu time precisará estar cada vez mais focado em fazer perguntas mais plurais do que oferecer propriamente as respostas.
As pessoas deverão ser mais colaborativas e menos competitivas com seus pares, uma vez que farão parte das tomadas de decisões em conjunto. E para que todo este mecanismo funcione, as soft skills (capacidade de trabalho em equipe, comunicação plural e inclusiva e resiliência), além das inner skills (reflexão de nossas ações e controle emocional) serão cada vez mais bem-vindas. Ferramentas como: respeito, escuta ativa, empatia, diálogo, colaboração e integração serão habilidades cada vez mais necessárias para que possamos nos sobressair frente aos robôs e para que possamos fazer parte deste novo mundo, que promete ser desafiador.
Divergir e convergir será a moeda da vez!
Se precisamos nos enquadrar para este novo momento, de tantas e profundas transformações, precisamos apostar e qualificar os Humanos.
Então fica aqui o meu convite: vamos construir de mãos dadas esta nova sociedade?
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