Evoluções da plataforma consolidam adaptações da DPS e das NFS-e geradas pelo sistema
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Usando a tecnologia a favor das pessoas e dos processos
Um setor de RH munido de ferramentas tecnológicas é uma resposta positiva às mudanças que ocorrem à nossa volta e também em outros setores das organizações.
Kelly Coelho é gerente-executiva de RH, Comunicação, Segurança do Trabalho e Facilities.
Estamos vivendo um mundo em que tudo se transforma muito mais rápido e sempre baseado em dados. Com as mudanças potencializadas pela pandemia, nos últimos três anos a cultura comportamental da sociedade passou por uma transição que antes levaria décadas para ser processada. Esse turbilhão de novos modelos fez com que a área de Recursos Humanos das empresas se deparasse com um desafio cada vez maior: o de engajar o colaborador. Antes, o RH trabalhava sob a perspectiva da organização; agora, em função dessas movimentações, o setor precisa repensar a forma com que olha para processos e soluções, considerando também a perspectiva do colaborador.
Um setor de RH munido de ferramentas tecnológicas é uma resposta positiva às mudanças que ocorrem à nossa volta e também em outros setores das organizações. Por muito tempo, o RH foi encarado como um espaço burocrático e atrasado, não alinhado à evolução das áreas finalísticas das companhias. Com a chegada de novas tecnologias, o setor passou a acompanhar a era digital na perspectiva 360 graus, tornando-se mais dinâmico e muito mais estratégico e menos operacional a partir do uso de softwares integrados de ponta a ponta e alta geração de análise de dados.
A chegada da tecnologia permitiu a alavancagem da conectividade entre as pessoas, encurtou distâncias e gerou uma série de benefícios ligados aos procedimentos operacionais. Com menos tarefas manuais e repetitivas, o RH pode finalmente focar no que realmente importa: as pessoas. A indústria da tecnologia trouxe a possibilidade de o trabalho ser feito de forma mais estratégica e humanizada, permitindo ao setor identificar melhor padrões de comportamento e, a partir daí, planejar quais ações poderiam ser feitas para melhorar a experiência do colaborador.
O RH “saiu de trás da mesa” e “foi” até os departamentos levantar e mensurar resultados sobre o desempenho individual e coletivo. Com a tecnologia, tudo ficou mais simples, considerando as soluções disponíveis para auxiliar o trabalho da área. A inovação agora se faz presente, deixando de ser tendência para ser incorporada à rotina corporativa. A automação permitida por essas tecnologias não só economiza tempo, mas também reduz as possibilidades de erro humano e evita a ocorrência de equívocos nas equipes.
Com o uso das ferramentas digitais, é possível coletar, analisar e transformar dados em informações valiosas. E, dessa forma, trabalhar mais ativamente para o aumento de performance, o que otimiza resultados e amplia o alcance de metas das equipes. As práticas, métodos e ferramentas adotados pelo RH são responsáveis, entre outras coisas, pela jornada dos colaboradores, impactando diretamente na produtividade.
Mas o desafio vai além. Agora é importante também que a equipe de RH utilize as ferramentas para suportar uma atuação mais humanizada com vistas ao desenvolvimento das pessoas. As pessoas querem cada vez mais espaço para exercer seu propósito de vida dentro das companhias. Compatibilizar esse desejo com retenção de talentos e alta performance é o grande desafio.
Os sistemas entregam dados que geram informações consolidadas, cruzadas e estratificadas. Mas só o conhecimento sobre o bem-estar das equipes consegue ampliar o potencial que os números apresentam. O olhar frio das tabelas geradas pelas plataformas pode levar a mais dúvidas e incógnitas do que a soluções práticas. Explorar o equilíbrio entre o qualitativo e o quantitativo é chave para o RH saber lidar com os novos tempos.
O quantitativo ajuda na velocidade na tomada de decisões e nos processos e permite que a área descubra os pontos fracos e o nível de possíveis problemas, bem como permite uma comparabilidade de performance e comportamentos ao longo do tempo, dando referências para a criação de um plano de ação, se necessário. Já o qualitativo permite a humanização das decisões.
A SuperVia, concessionária dos trens de passageiros do Rio de Janeiro, implementou uma plataforma de autodesenvolvimento chamada “Trilhando Carreiras”. Nela, os colaboradores têm acesso a conteúdos exclusivos de temas de liderança e autodesenvolvimento, como cursos, vídeo-aulas e outras possibilidades que geram conhecimento, além de treinamentos exclusivos. Com a ajuda da ferramenta, esse mesmo colaborador pode avaliar a si mesmo e se suas competências estão sendo transformadas em comportamentos que geram melhoria no trabalho em equipe e no desempenho, o que aumentará sua autoestima, suas entregas e, como consequência, suas chances de crescimento dentro da empresa.
Além dos processos de recrutamento, seleção e desenvolvimento de talentos, produção de folhas de pagamento e benefícios, algumas das novas tecnologias são voltadas para a gestão de dados e a definição de metas. Com isso, é possível ter uma solução completa para o RH.
É importante também ter a consciência de que o colaborador é o usuário final da tecnologia disponibilizada pelo RH. Seja ele o líder respondendo a uma avaliação de performance ou um funcionário requisitando benefícios para a família, a interação do colaborador com essa tecnologia interfere na opinião que ele constrói a respeito da empresa. Se ele tem facilidade em pedir um reembolso de uma viagem, por exemplo, passa a se sentir melhor acolhido.
Com a tecnologia como aliada, a área passa a ter uma ferramenta estratégica para o looping contínuo da análise dos dados: mensurar, aplicar, entender, escutar, avaliar e, de novo, redesenhar o processo. A automação do RH não gera decisões autônomas, mas abastece o gestor com informações para que suas decisões sejam mais eficazes e melhore os processos de desenvolvimento de carreira e sucessão dos funcionários. Assim, o bem-estar passa a ser o centro dos recursos humanos da organização.
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