Informações referentes ao ano-base 2024 são essenciais para o pagamento do benefício em outubro de 2026; envio correto garante identificação dos trabalhadores aptos ao Abono Salarial
Área do Cliente
Notícia
O que líderes precisam saber sobre cultura voltada à inovação
Em minhas interações vejo líderes ainda bastante reticentes quando o assunto é cultura de inovação.
Em minhas interações vejo líderes ainda bastante reticentes quando o assunto é cultura de inovação. Natural, pois a maior parte das empresas está vivendo hoje uma jornada de transformação, que pode ser bastante complexa do ponto de vista de cultura.
Na busca por tornar seu negócio principal sustentável ao mesmo tempo em que exploram novas oportunidades de mercado, clientes ou modelos de negócio, as companhias vivenciam dilemas diários que oscilam entre continuar tomando decisões do jeito seguro e começar tudo do zero, renascer como uma startup.
E é justamente por causa desses dilemas que precisamos discutir ampla e urgentemente o tema. O caminho de transformação rumo à ambidestria é essencial, não somente pelo resultado que potencialmente pode trazer para o negócio, mas porque esse processo de amadurecimento, se não olhado e cuidado de perto, pode ser totalmente desastroso para a cultura.
Não é novidade que o que em geral motiva os primeiros movimentos de inovação em uma empresa é a necessidade de encontrar novas formas de receita. Segundo dados da ACE Innovation Survey, essa é a prioridade para 39,2% dos profissionais de inovação, seguida de Acelerar a Transformação Digital, com 19,2%, e de Fortalecer a cultura, por último, com 14.4% dos respondentes. Mas isso porque as pessoas não acham que cultura é importante? Ao contrário. 87% dos profissionais acreditam que a cultura é fator fundamental para promover a inovação. O problema é que ela não é priorizada.
Em seu famoso artigo “The Hard Truth About Innovative Cultures”, escrito para a Harvard Business Review, em fevereiro de 2019, o professor Gary Pisano diz que: “Muitos líderes acreditam que ao dividir a organização em unidades menores e autônomas (squads), é possível estimular uma cultura inovadora de startup. Essa abordagem raramente funciona, pois confunde escala com cultura. Simplesmente quebrar uma organização burocrática em unidades menores não cria magicamente o espírito empreendedor. Sem grandes esforços para moldar valores, normas e comportamentos, estas unidades tendem a herdar a cultura da organização que a gerou”.
Muitas literaturas chamam esse fenômeno de anticorpos da inovação: ao inserir times com um jeito novo de pensar ou trabalhar numa empresa com uma história de sucesso consolidada, as pessoas que ajudaram a construir essa história costumam rejeitar o novo, como o nosso corpo faz quando identifica um vírus, por exemplo.
E os sintomas são diversos: C-level dividido, com líderes pró-transformação e outros pró status quo, o que leva a companhia a atuar cada vez mais em silos, com batalhas travadas entre áreas. Nos times em que a liderança não quer abrir mão de suas certezas para investir no novo, é comum que se adote uma postura defensiva em relação a budget e alocação de pessoas também.
O resultado dos lados é uma necessidade constante de acordos políticos, alta interferência de diversos atores no processo de inovação e a sensação de que as coisas não evoluem na velocidade necessária.
E nessa dicotomia, todos perdem: empresa, líderes, colaboradores e consumidor. Em empresas que estão vivendo um cenário de ambidestria, não se trata de escolher entre o antigo e o novo: a cultura que irá alavancar essa corporação para o futuro não é puramente a cultura das startups, tampouco é a que consolidou o core business, mas a que vai nascer desse processo de transformação para viabilizar a atuação da companhia nos diferentes horizontes de inovação.
Essa coexistência é condição de sobrevivência. E constituí-la é um trabalho sustentado em 4 pilares:
- Uma estratégia clara que oriente os esforços organizacionais para explorar oportunidades de inovação no negócio core e em novos mercados;
- Um modelo de estrutura (design organizacional) e governança que favoreça a responsividade e facilite a conexão da companhia com todo o ecossistema de inovação;
- A adoção e execução, com disciplina, de métodos que funcionem não só nos livros, mas no contexto atual da companhia;
- E, claro, pessoas. Sem pessoas – líderes e colaboradores – com as capacidades e contexto certos para atuar, a Cultura da Inovação será apenas um power point e uma saudade do que poderia ter sido.
Só aqui, temos assunto para muitas páginas, mas quero fazer um recorte específico para o número 4. É fundamental que entendamos que a prontidão da força de trabalho de uma companhia não passa somente pela formação dessas das pessoas. Veja que ressaltei dois itens quando citei o tema acima: capacidades e contexto.
Profissionais com as capacidades para atuar em um contexto de inovação possuem as competências técnicas e comportamentos que os permitem intraempreender, ou seja, de atuar como empreendedores dentro da organização. Essas competências podem ser desenvolvidas por meio de formações e aprendizagem social. Mas são essencialmente estimuladas pelo contexto.
Esses profissionais no contexto certo brilham e tiram qualquer ideia do papel.
Intraempreendedores são pessoas incorformadas com o status quo, com muita energia de transformação e de concretização de soluções e são essenciais para companhias que desejam inovar. Eles não só fazem as coisas acontecer, como também contaminam positivamente quem está a seu redor, contribuindo para a consolidação da cultura desejada.
Mas pessoas com esse perfil precisam de um ambiente em a liderança estimule autonomia, contribua com visão sistêmica, ofereça segurança psicológica para assumir riscos e reconhecimento pelos resultados de aprendizagem no processo. Se não se sentem desafiados, estimulados e suportados para fazer isso, os intraempreendedores certamente procurarão outro lugar onde estejam. Ou acabarão reforçando negativamente os indicadores de clima em sua empresa.
Criar esse contexto não é uma tarefa simples, mas você pode começar refletindo sobre estes 4 pontos:
- Estamos estimulando suficientemente o mindset e o aprendizado dos colaboradores para que possam atuar como intraempreendedores na organização?
- O comportamento da liderança está incentivando essa atuação intraempreendedora, dando segurança psicológica, desafios suficientes, acolhendo e estimulando a visão diversa no time? Se a resposta for não ou “mais ou menos”, é preciso mapear os comportamentos que estão agindo como barreiras os que são alavancas à inovação, desestimulando o primeiro e fortalecendo o segundo.
- O modelo de gestão adotado possui ritos, práticas e coleta indicadores que reforcem os comportamentos desejados dessa liderança? Oferece estímulo e reconhecimento aos comportamentos desejados no time?
- Por último, processos. Os processos existem para definir e simplificar (embora muitas vezes não) os fluxos de trabalho. Eles modelam e reforçam o jeito que trabalhamos e devem ser alavancas para a mudança que se deseja; Seus processos são heróis ou vilões nessa história?
Trabalhando de forma consciente e intencional nessas 4 etapas, fomentamos a mudança no nível das capacidades individuais e do contexto certo para que as pessoas sejam atraídas para atuar na sua empresa e, mais que isso, engajadas para continuar com você.
A transformação para uma cultura de inovação é um trabalho intenso, de muitas mãos, cabeças e corações. E ter intraempreendedores do seu lado nessa missão é como contar com abelhas polinizadoras, que vão ajudar a acelerar esse processo do jeito certo e na direção certa.
Notícias Técnicas
Módulo do curso apresenta como o FCBF garantirá equilíbrio e segurança na reforma tributária
Nova Nota Técnica altera o leiaute da NFS-e nacional, incorpora exigências do IBS e da CBS, prepara o sistema e cria novas obrigações de informação para contribuintes e profissionais da contabilidade
Atualização de segurança do eSocial é obrigatória para integração direta via WebServices; veja o que fazer
Receita Federal ajusta regras da EFD após sanção da LC nº 228/2026
Especialistas alertam que período de tolerância deve ser usado de forma ativa para alinhar setores jurídico, contábil e de tecnologia
As competências mais valorizadas e os setores que lideram as contratações no país
Expectativa é que o Comitê Gestor publique resolução deixando claro que os novos tributos não compõem o faturamento
Com a reforma tributária, inclusão do destaque desses impostos será obrigatória a partir de 1º de agosto de 2026 para as empresas do lucro real e lucro presumido
Conselho concluiu que contratação por meio de pessoa jurídica ocultava vínculo empregatício e determinou a tributação dos rendimentos como salário
Notícias Empresariais
Comunicação deixou de ser uma competência complementar e se tornou um dos fatores mais decisivos para crescimento profissional
Especialistas apontam que autoconhecimento, empatia e gestão das emoções podem ser aprendidos e aperfeiçoados ao longo da vida
Especialista afirma que modelos de alocação de profissionais evoluíram de resposta operacional para ferramenta de transformação organizacional
Uma pesquisa divulgada em maio de 2026 pelo Sebrae – Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas revelou que 40% dos brasileiros têm o sonho de empreender
Com o avanço das redes sociais também dentro das companhias, o uso de imagem de empregados podem gerar de ações trabalhistas a problemas com LGPD, segundo especialistas
Empresas percebem que a inteligência artificial amplia a produtividade, mas exige experiência, senso crítico e repertório para gerar resultados de qualidade
Para 3ª turma do STJ, reconhecimento judicial da titularidade das cotas basta para autorizar pedido de prestação de contas contra administradores
Análise da alta do spread no crédito privado: fatores, riscos e quando investir
O jogo era rankear melhor no Google, comprar palavras-chave estratégicas, aparecer nos resultados patrocinados, disputar cliques e atrair tráfego para dentro de um site, uma landing page ou uma oferta
Estudo revela que falta de preparo, excesso de responsabilidades e baixa prioridade para o desenvolvimento de lideranças estão aumentando o desgaste emocional de gestores nas empresas brasileiras
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade