Contribuições poderão ser enviadas de 18 de junho a 8 de julho pela plataforma Brasil Participativo
Área do Cliente
Notícia
Como fica a renda fixa com o aumento da Selic?
Estrategistas alertam para mais turbulência nos investimentos devido às incertezas no cenário interno e externo este ano
O Banco Central (BC) iniciou na semana passada o início de uma política de alta de juros, ao elevar a taxa Selic para 2,75% ao ano e prometer uma elevação da mesma magnitude na próxima reunião, nos dias 4 e 5 de maio. A perspectiva para o investimento na renda fixa melhorou, mas especialistas alertam que ainda há riscos.
As projeções do último Boletim Focus, de uma semana atrás, apontam uma inflação de 4,6% no fim do ano, e a Selic também deve ficar nesse patamar, mas já há quem fale em 6%. Ou seja, os títulos pós-fixados ficariam no zero a zero com a inflação. Mas tudo pode mudar.
"O mercado de juros futuros está precificando a Selic em 6% ao ano já, prevendo que o Banco Central vai ter que conter a alta da inflação e do dólar, acima do que prevê o consenso do BC", afirma Luis Barone, sócio-diretor da Galapagos Wealth Management.
Para o ano que vem, as incertezas são ainda maiores. No cenário interno, há preocupações quanto ao resultado fiscal e às eleições, e no exterior as taxas de juros americanas futuras estão em alta após o pacote de estímulos do governo Joe Biden, de US$ 1,9 trilhão.
"Quando se começa uma alta de juros, a dúvida de até onde vai é crítica. A taxa média de juros no Brasil nos últimos dez anos é de 10%. Apesar de ninguém esperar mais uma Selic de dois dígitos, isso nunca pode ser descartado", afirma Sandra Blanco, estrategista-chefe da Órama.
Indexados à inflação
Especialistas recomendam diversificar os investimentos. A reserva de emergência continua em títulos pós-fixados com liquidez diária, como Tesouro Selic, fundo DI com uma taxa de administração baixa e até mesmo a poupança, já que a antiga (depósitos até maio de 2012) ainda garante um bom rendimento.
Depois pode-se apostar principalmente em títulos atrelados à inflação, ou prefixados com boa rentabilidade, desde que se permaneça neles até o vencimento.
"Neste cenário, ter posições indexadas à inflação no seu portfólio não só contribui para a diversificação usual da sua carteira de investimentos como protege o poder de compra em um ambiente de maior incerteza por causa da retomada do crescimento global, da pandemia no Brasil e da política local", afirma Guilherme Dultra, diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) e sócio da Evox Capital.
Para Barone, da Galapagos, o fundo DI pode ser uma boa alternativa “de espera” em situações de turbulência, porque garante liquidez. E ressalta:
"A curto prazo, a poupança tem um rendimento melhor do que o DI."
Há opções de títulos públicos com rendimento a partir de 7,5% ao ano, ou de 3,3% mais a inflação no Tesouro Direto. Mas é possível conseguir rendimentos maiores em crédito privado assegurado pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC). São exemplos o Certificado de Depósito Bancário (CDB) e as Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Imobiliário (LCIs) — estas, isentas de Imposto de Renda.
Para quem quer mais rendimento, há opções mais arriscadas, mas sem a garantia do FGC, de até R$ 250 mil por CPF. Nesse caso, é preciso ver a qualidade do emissor do crédito.
"É possível encontrar ainda opções de títulos privados de renda fixa com melhor rentabilidade, como debêntures (títulos de dívida), CRIs e CRAs. No entanto, como esses ativos não são garantidos pelo FGC, é preciso ficar atento ao risco do emissor dos títulos, e não só à rentabilidade dos mesmos", diz Leonardo Alvarenga, Diretor da Investmind.
Fundos multimercado
"É sempre bom ter um pouco de risco na carteira, desde que controlado. A Bolsa ainda está abaixo da sua cotação pré-pandemia, de 120 mil pontos, então ainda há oportunidades", diz Pedro Barbirato Rosa, diretor de produtos do banco digital Modalmais.
Ele afirma que o ciclo de crescimento ainda não voltou e que papéis ligados a commodities têm perspectivas de valorização.
Barone, da Galapagos, aponta que é possível aplicar em juros atrelados ao IPCA, com até dois anos de prazo, porque estamos “em um momento de virada de cenário”.
Segundo os especialistas, os fundos multimercado continuam sendo a melhor recomendação, pois investem em oportunidades tanto na renda fixa quanto na variável.
"Não adianta ficar tentando adivinhar. É diversificar. Nesse sentido, é importante ter um bom fundo multimercado, que já diversifica e consegue alcançar melhores opções no mercado", afirma Sandra Blanco.
Notícias Técnicas
Novos fatores de correção serão usados no cálculo de benefícios pagos em atraso e em revisões previdenciárias realizadas neste mês
Lote especial contempla 4 milhões de contribuintes, com crédito via Pix e regras para declaração automática de baixa complexidade fiscal
Entenda a Solução de Consulta da Receita que equipara distribuição de lucros com imóveis a venda tributável
No modelo tradicional do Simples Nacional, todos os tributos são unificados em uma única guia mensal, o DAS. Com a transição para o modelo de IVA Dual
Nova versão do manual traz URLs essenciais para testes de envio e consulta de lotes no ambiente de Produção Restrita
A Segunda Turma Extraordinária da Primeira Seção do Carf manteve a cobrança de IRPJ e CSLL contra uma fabricante de artigos ópticos, no processo nº 12448.729070/2013-04
Empresas beneficiárias da Lei do Bem (Lei nº 11.196/2005) devem enviar ao MCTI, até 31 de agosto de cada ano, as informações exigidas para manter os incentivos fiscais
O Split Payment avançou na implementação da Reforma Tributária com a divulgação da documentação técnica. Com isso, instituições financeiras e empresas de tecnologia já podem iniciar a adaptação
Nova exigência sobre riscos psicossociais impulsiona mudanças na forma como o mercado criativo lida com pressão, produtividade e retenção de talentos
Notícias Empresariais
Toda empresa está a uma decisão de distância de um grande avanço ou de um prejuízo significativo. Contratações equivocadas, investimentos mal avaliados, parcerias desalinhadas
Cada vez mais jovens enxergam o empreendedorismo não como uma alternativa, mas como um objetivo de vida
Bolões, happy hours temáticos e ações de integração ganham espaço como ferramentas simples para aproximar equipes e reforçar conexões no ambiente de trabalho
Estudo aponta que IA pode aumentar vendas incrementais em até 12% sem elevar investimentos em mídia
À medida que a gestão das empresas migra para ecossistemas digitais, instituições financeiras descobrem que o maior risco não é perder uma transação, mas perder espaço na tomada de decisão
Novos livros discutem liderança, hiperprodutividade e autoconhecimento em um cenário marcado pela exaustão contemporânea
Modernização dos serviços públicos unifica documentos e permite que o cidadão inicie o atendimento de forma totalmente digital
Valor recebido da Receita Federal pode ser utilizado para quitar dívidas, fortalecer a reserva financeira e ampliar investimentos de forma planejada
O crescimento costuma ser tratado como uma consequência natural do sucesso empresarial
Para Elisa Mendoza, diretora de Recursos Humanos da MSD Brasil, empresas que desejam atrair, engajar e reter talentos precisam enxergar o bem-estar como parte da estratégia de negócios
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade