Versão 1.1.0 amplia os leiautes da Declaração de Regimes Específicos, contempla novos eventos e consolida especificações
Área do Cliente
Notícia
Mercado de crédito está pronto para decolar
Inadimplência próxima aos menores patamares da história abre espaço para aceleração da oferta de empréstimos
Há certa confusão no debate a respeito do endividamento e da inadimplência no Brasil. Ninguém nega que o nível de inadimplência no país seja elevado, bem como o número de inadimplentes.
Nem que as altas taxas médias de juros – muito superiores às observadas ao redor do mundo – tornem o problema ainda mais grave.
Por outro lado –e os dados não nos deixam mentir –, não é verdade que o problema da inadimplência venha se agravando nos últimos anos –ao contrário do que alguns analistas ainda insistem em afirmar.
Em um cenário de retomada lenta da atividade econômica e desemprego ainda bastante elevado, se há um indicador que apresentou indiscutíveis sinais de melhora nos últimos dois anos foi a taxa de inadimplência – tanto no caso das pessoas físicas como das pessoas jurídicas, considerando tanto as dívidas financeiras como as não financeiras.
No caso das pessoas físicas, segundo dados recentemente divulgados pelo Banco Central, a taxa de inadimplência dos empréstimos com recursos livres manteve em 2018 a tendência de queda que vinha sendo observada desde o segundo semestre de 2016, atingindo no ano passado o menor patamar da história – de 6,3% em maio de 2016, encerrou 2018 em 4,8%.
Na mesma direção, o indicador de registro de inadimplência dos consumidores, elaborado a partir da quantidade de novos registros de dívidas vencidas e não pagas informados à Boa Vista pelas empresas credoras – e que também incluí dívidas não financeiras – registrou queda de 1,1% em 2018, após já ter recuado 3,3% no ano anterior.
A inadimplência das pessoas jurídicas calculada pelo Banco Central, por sua vez, que se manteve elevada na casa dos 5,5% ao longo de 2017, recuou de forma expressiva no ano passado – chegando a 2,7% em dezembro, puxada pela redução da inadimplência das pequenas e médias empresas –, o que já vem se refletindo no aumento da concessão de empréstimos para o segmento (15,4% em 2018, contra 10,8% no caso das pessoas físicas).
Na mesma direção, a inadimplência das empresas calculada pela Boa Vista caiu 14,2% em 2018. O indicador é um somatório de informações dos principais mecanismos de apontamento de inadimplência empresarial, isto é, cheques devolvidos, títulos protestados e registros de débitos realizados na base do SCPC.
Entre os fatores que explicam o recuo da inadimplência, podemos apontar maior conservadorismo por parte dos bancos – que restringiram a oferta de crédito – e das famílias – que reduziram gastos e evitaram novas dívidas – durante a crise.
Colaborou também a ligeira recuperação do emprego e da renda a partir de 2017, no caso das famílias, e a melhora da atividade econômica, somada a um processo de restruturação das dívidas empresariais.
A inadimplência próxima aos menores patamares da história abre agora espaço para aceleração da oferta de empréstimos por parte de bancos e financeiras. Em outras palavras, o mercado de crédito está pronto para decolar.
O recuo da inadimplência, somado à Selic baixa, já abriu espaço para a redução das taxas de juros e expansão das concessões, especialmente nas modalidades de crédito pessoal (alta de 21,9% em 2018), consignado (22,5%) e para aquisição de veículos (17,4%), no caso das pessoas físicas, e aquisição de veículos (75,6%), antecipação das vendas no cartão de crédito (71,1%), ACC (39,4%) e desconto de duplicatas e recebíveis (32,5%), no caso das pessoas jurídicas.
Ficaram praticamente estáveis, por outro lado, as concessões de crédito em modalidades emergenciais, com taxas de juros mais elevadas, como o cheque especial e o rotativo do cartão de crédito.
Enquanto os empréstimos com recursos livres para pessoas físicas, por exemplo, cresceram 10,8% em 2018, as concessões no rotativo do cartão de crédito subiram somente 0,8%. No cheque especial, a alta foi de apenas 1%.
A melhora da confiança de consumidores e empresas observada desde o final do ano passado tende a aumentar a propensão ao endividamento e também favorecer a expansão do mercado de crédito.

Os dados do Banco Central, por sinal, já revelam tendência de aumento do endividamento das famílias –que, como proporção da renda, passou de 41% no final de 2017 para 42,5% em novembro de 2018 –, o que não é uma notícia ruim diante da visível melhora da situação financeira dos consumidores e do mix da carteira de crédito.
Além disso, apesar do aumento do endividamento, o comprometimento de renda apresentou uma leve queda – de 20,1% em dezembro de 2017 para 19,8% em novembro de 2018.
O cenário já se reflete nas projeções dos grandes bancos para o aumento da carteira de crédito. O Bradesco espera um crescimento de 9% a 13% em 2019, após alta de 7,8% em 2018, enquanto o Itaú projeta um amento de 8% a 11%, após expansão de 4,2% (somente no Brasil, excluindo as demais operações na América Latina) no ano passado.
Uma retomada mais vigorosa dos empréstimos para pessoas físicas, porém, ainda esbarra na lenta recuperação do emprego e da renda. A taxa média de desemprego medida pela PNAD Contínua do IBGE caiu apenas 0,4 p.p. em 2018, de 12,7% em 2017 para 12,3%.
Além disso, uma redução mais significativa da inadimplência e dos juros, a partir de agora, parece condicionada a medidas que ataquem problemas estruturais do mercado bancário brasileiro e incentivem a competição no sistema financeiro.
Os avanços da Agenda BC+ são fundamentais nesse sentido.
A tendência de curto prazo, assim, é de estabilidade da inadimplência e das taxas de juros e de expansão das concessões, favorecidas, entre outros fatores já citados, pelo alongamento dos prazos, que já subiram ligeiramente em 2018.
A situação financeira das famílias e das empresas está indiscutivelmente melhor do que há dois anos. Com isso, e apesar da lenta retomada da economia e do emprego, o mercado de crédito tem tudo para seguir sua trajetória de expansão, em grande parte por causa da inadimplência, que recuou nos últimos anos, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas.
Notícias Técnicas
Órgão também apresenta o painel Contas Públicas do Brasil, com indicadores e visualizações interativas sobre a situação fiscal de Estados e municípios
Contribuintes podem regularizar situação fiscal até 30/9, inclusive no âmbito do Programa Desenrola Rural
Nova edição discute desafios da área fiscal e incentiva a troca de conhecimento em um cenário de mudanças no sistema tributário
Receita Federal abre consulta ao segundo lote de restituição do IRPF 2026 nesta terça-feira (23).
Entre os dias 23 e 25 de junho, plataforma ficará temporariamente indisponível para simulações, novas contratações, refinanciamentos e portabilidade
Empresas devem ficar atentas às entregas previstas entre os dias 22 e 30, incluindo PGDAS-D, DCTFWeb, DOI, DME e ECD
Nova Instrução Normativa detalha o recolhimento centralizado do tributo, define procedimentos no Darf e ajusta regras de transição aplicáveis a grupos multinacionais
Entenda como a correta emissão desses documentos impacta o direito previdenciário e evita problemas
A nova tributação de 10% sobre distribuição de lucros acima de R$ 50 mil mensais gerou dúvida urgente: optantes pelo Simples Nacional estão sujeitos à retenção?
Notícias Empresariais
Líderes monitoram lucro, produtividade e turnover. Mas existe um indicador que impacta todos eles simultaneamente e ainda não tem linha no dashboard
Falar sobre saúde mental no ambiente corporativo deixou de ser um assunto restrito ao setor de Recursos Humanos
Processos, metas, caixa e atendimento ajudam empresas menores a crescer sem copiar estruturas pesadas das grandes corporações
O problema não está, na capacidade individual das áreas, e sim na incapacidade da organização de fazê-las operar como sistema
Com mais 34 categorias, a plataforma Contrata+Brasil passa a ter 141 atividades cadastradas para ofertar produtos e serviços para a administração pública
É essencial criticar comportamentos específicos sem atacar pessoas, oferecer orientações claras e corrigir rapidamente eventuais excessos
Entrou em vigor nesta segunda-feira a possibilidade de compartilhar saldo e limite de contas via Pix por aproximação, por meio do Open Finance
Entenda como definir o valor ideal para o seu produto ou serviço, sem comprometer as margens ou distanciar o negócio da média praticada pelo mercado
Mais do que cumprir exigências legais, uma gestão fiscal eficiente ajuda a reduzir riscos, evitar multas, identificar oportunidades de economia tributária e apoiar o crescimento sustentável do negócio
Da negociação com clientes ao alinhamento com equipes, a forma como um empresário se comunica pode acelerar ou limitar o crescimento do negócio
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade