Novas regras incorporam IBS e CBS ao regime, atualizam procedimentos e estabelecem novos prazos de opção para 2027
Área do Cliente
Notícia
5 erros que fazem o capital de giro de sua empresa evaporar
A melhor maneira de formar um "colchão" para garantir o bom fluxo de caixa e a saúde financeira da empresa é por meio do lucro. Mas cuidado com as atitudes para não entrar nas estatísticas de mortalidade do Sebrae por falta desse recurso
Você sabe a diferença entre capital de giro e fluxo de caixa? O primeiro é o montante de dinheiro que a empresa tem como reserva para sustentar o segundo.
Ambos são ferramentas distintas, mas se complementam e garantem a movimentação de um negócio sem comprometer seu planejamento orçamentário. Principalmente para as micro e pequenas empresas e os MEIs.
“Capital de giro é dinheiro para o dia a dia do negócio, para pagar água, luz, aluguel do ponto, funcionários, comprar produtos...”, afirma João Carlos Natal, consultor de finanças do Sebrae-SP.
Ou seja, vendendo ou não vendendo, o capital de giro é uma espécie de “colchão” que a empresa necessita para garantir um bom fluxo de caixa e continuar funcionando.
Para começar, o ideal é que a empresa disponha de seis meses a um ano esse valor em caixa para cobrir os gastos previstos – regra que deve continuar ao longo da vida útil do negócio, segundo Natal.
Mas para formar esse capital, além de fazer um diagnóstico das contas da empresa, é preciso entender primeiro que elas estão diretamente ligadas à maneira como se compra e vende produtos.
Se a empresa começou agora e precisa adquirir mercadorias, precisa saber que no início só dá para comprar à vista para manter a relação comercial, de acordo com o especialista.
Por outro lado, o volume de recursos que vai entrar depende de como são vendidos seus produtos ou serviços: se à vista ou em uma, duas ou três vezes. “Quanto maior o prazo para receber do cliente, maior a necessidade de capital de giro”, diz.
Para minimizar essa necessidade –que pode levar o empreendedor a recorrer a empréstimos no banco ou outros expedientes menos vantajosos para manter a empresa girando, como agiotas – o ideal é usar a regra do “ciclo financeiro em dias.”
Ou seja, a medição do ciclo dos estoques, mais o ciclo de recebimento dos clientes, menos o ciclo de pagamentos, afirma o consultor do Sebrae-SP.
O problema é que muitas empresas não sabem fazer esse cálculo, segundo ele. “O ideal é montar essa reserva logo no início do negócio, pois a melhor maneira de formar esse 'colchão' é com lucro.”
A seguir, veja o que não fazer para não comprometer a saúde financeira da sua empresa:
COMEÇAR COM EMPRÉSTIMO? NEM PENSAR
Um dos maiores erros de quem inicia uma empresa é buscar linhas de capital de giro no banco. Em primeiro lugar, segundo Natal, é ruim pela competitividade do mercado: se a empresa já começa assim, não vai ter preço de venda porque vai cobrar mais para cobrir esses custos.
“É um limitador de formação de preço. Por que o seu cliente vai comprar de você e não do concorrente que está há mais tempo no mercado e cobra mais barato?”
Se a empresa tiver que captar dinheiro no banco, a operação fica mais cara, já que além do valor nominal do empréstimo, há os juros. “Ela já começa perdendo competitividade em relação à concorrência”, afirma.
Quando já está em operação há algum tempo mas tem de buscar recursos no banco, na maioria das vezes é porque não está dando lucro. "Ou seja, o negócio não repõe o dinheiro que necessita para girar", diz Natal.
Daí até engrossar as estatísticas de causa mortis de fechamento de pequenos negócios do Sebrae antes de completar dois anos é um pulo -19% deles alegam ter encerrado a empresa por falta de capital de giro/lucro.
UMA COISA É UMA COISA, OUTRA COISA É OUTRA COISA
Uma empresária não entendia por que sua empresa vivia com problemas de fluxo de caixa por falta de capital de giro. O motivo: as retiradas frequentes para comprar terrenos e plantar eucaliptos, um negócio que poderia dar retorno em dez anos, mas que não tinha nada a ver com a atividade econômica atual da empresa.
Esse, segundo Natal, é o caso clássico de misturar finanças e interesses pessoais com empresariais.
Ou seja, enquanto a empresa precisava de capital para girar, a empresária descapitalizou-a para imobilizar em um investimento sem retorno garantido.
“Só podia dar reflexos no fluxo de caixa, mesmo”, afirma.
EMPRESA NÃO É HOLERITE
Um dos erros mais comuns quando se fala em capital de giro é que muita gente perde o emprego e abre a empresa esperando que ela seja seu novo holerite.
O consultor cita o caso de uma microempreendedora individual que faturava R$ 3 mil mensais, mas não sabia por que não conseguia repor seu estoque de produtos – mesmo colocando 100% em cima do preço de venda.
Foi quando ela revelou que, desse total, retirava R$ 1,7 mil como pró-labore. Resultado: faltava não só para pagar as contas, mas também os fornecedores, claro.
“Além de faltar R$ 200 todo mês, é como se a empresa ‘comesse’ a própria mercadoria”, afirma.
É essa má gestão do dinheiro que faz com que o empresário tenha maior necessidade de capital de giro. “Ter lucro é o principal para garantir esse capital”, reforça. “Mas não adianta lucrar se o empresário tiver outras atitudes que vão prejudicar a empresa.”
DUPLICATAS: BOM NEGÓCIO. DESDE QUE O CLIENTE PAGUE
O desconto de duplicatas por bancos para obter capital de giro é uma prática comum entre os empreendedores para dar um alívio no dia a dia dos negócios.
A Associação Comercial de São Paulo (ACSP), inclusive, endossa essa alternativa por meio da Central de Registro de Direitos Creditórios (CRDC), plataforma online que gera a duplicata, a endossa e cadastra com numeração única, evitando que seja utilizada em mais de uma transação.
Natal lembra que ações financeiras como essa são importantes desde que o negócio tenha uma reserva. “Os bancos se pautam muito por garantias principalmente no empréstimo para capital de giro - que nesse caso, podem ser a maquininha de cartão ou as duplicatas."
Mas é preciso ter o cuidado de receber esses títulos à disposição, e daí entra a importância da análise de crédito dos clientes. Afinal, não é porque a duplicata está no banco que é garantia de que a empresa vai receber.
“Caso contrário, o banco só vai informar que sua conta está negativa e é preciso cobrir”, diz. Ou seja, o empresário deve correr atrás antes para não ficar com o resultado da inadimplência depois.
DIRETO NA ORIGEM
Imagine pegar R$ 20 mil de empréstimo como capital de giro para repor mercadorias – sendo que seu negócio tem pelo menos R$ 100 mil em estoques parados?
Parece brincadeira, mas há empresários que pensam primeiro em buscar dinheiro fora antes de fazer um diagnóstico preciso da sua empresa.
Ou seja, antes de sair pegando dinheiro emprestado, Natal orienta programar melhor as compras e olhar para o caixa para saber quando há recursos previstos – ou seja, para ver se as datas de pagamento de fornecedores coincidem com as de pagamento dos clientes.
Talvez essa “necessidade” ocorra por descasamento desse fluxo: se é preciso buscar dinheiro toda hora para aumentar a quantidade de mercadorias à disposição do cliente, é porque o empresário comprou mal ou não faz promoções quando deve.
“Os recursos sempre estarão à disposição do cliente”, afirma Natal. “Mas é preciso descobrir a origem do problema. Ou não haverá dinheiro que cubra essa necessidade constante de capital de giro.”
Notícias Técnicas
O CGSN publicou a Resolução CGSN nº 191/2026, que altera o prazo para a obrigatoriedade do uso do Emissor Nacional da NFS-e por empresas optantes pelo Simples Nacional
CPC 23 e NBC TG 23: tratamento de erros e impactos em sócios e empresa
O CARF decidiu parcialmente a favor do contribuinte sobre a possibilidade de excluir benefícios fiscais de ICMS da base de cálculo do IRPJ e da CSLL
A Solução de Consulta COSIT nº 137/2026 estabelece que produtos à base de cloreto de cálcio di-hidratado não podem usufruir do regime especial de créditos presumidos de PIS/Pasep e Cofins
A Solução de Consulta COSIT nº 141/2026 estabelece que a construção de redes de telecomunicações, quando realizada por empresas do Simples Nacional, deve ser tributada pelo Anexo IV da Lei Complementar nº 123/2006
Receita Federal esclarece, por meio da Solução de Consulta COSIT nº 139/2026, o tratamento de IRPJ e CSLL sobre receitas de serviços prestados a fontes no exterior
No ambiente online também é possível fazer a importação da declaração em lote
Novo acesso ao Chat RFB pelo portal Serviços da Receita Federal facilita o atendimento e centraliza o histórico de solicitações
Gestação de alto risco e outras condições agora dispensam o pagamento mínimo de 12 contribuições à Previdência
Notícias Empresariais
Durante muito tempo, contratar uma empresa de benefícios significava apenas fornecer vale‑refeição ou vale‑transporte aos colaboradores. Bom, esse cenário mudou
Novas tecnologias e a automação estão mudando funções e exigindo adaptação contínua. Nesse cenário, apenas o conhecimento técnico já não é suficiente para se destacar
Em ambientes cada vez mais imprevisíveis, capacidade de ouvir, priorizar, corrigir rotas e decidir sob pressão passa a diferenciar líderes consistentes daqueles que apenas ocupam posições de comando
Evite a inadimplência e preserve o caixa com uma política de crédito clara para sua empresa. Descubra como
Executivos esperam que a tecnologia transforme suas estratégias de força de trabalho
Empresas respondem mais rápido do que nunca aos problemas, mas talvez nunca tenham dedicado tão pouco tempo para pensar no futuro
Com cartão de crédito no limite, cresce a oferta de boleto parcelado e Pix no crédito; especialistas alertam para riscos de inadimplência e superendividamento
Para Copom, redução da Selic busca convergência para centro da meta
Alguns dos maiores prejuízos de um pequeno negócio não surgem de decisões erradas, mas de decisões importantes tomadas tarde demais
Para o RH, o desafio é preparar profissionais para usar esse ganho de tempo com senso crítico, responsabilidade e foco em resultados
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade