Plataforma moderniza o cadastro e a gestão de informações do Programa de Alimentação do Trabalhador, ampliando a segurança, a transparência e a eficiência das operações
Área do Cliente
Notícia
Nossa produtividade: brasileiro só vai à praia?
O mito da baixa produtividade do brasileiro já foi capa de revistas e jornais, mas será que ele é mesmo verdade? Confira a visão de um estrangeiro sobre o assunto.
Quando falarmos em produtividade, precisamos pensar nos diversos fatores que fazem com que um país seja mais produtivo do que outro. Educação é o principal, mas não o único. Acesso à tecnologia, ainda mais nos dias de hoje, é outro fator essencial para que um país se torne mais eficiente e competitivo. Um último fator, que no Brasil é bem latente, é a burocracia. Afinal, quanto mais entraves burocráticos existem em um lugar, maior é a dificuldade para chegar no resultado que a empresa quer atingir.
A discussão sobre produtividade, porém, pode e deve abranger outros pontos. Fatores culturais, históricos e a estrutura de cada lugar também podem fazer parte do diagnóstico que nos leva a concluir o motivo de um país produzir mais do que outro. O debate é amplo e requer pesquisas e análises cuidadosas para não sermos levados a crer que o brasileiro produz menos por ir muito à praia.
Dados divulgados pela Conference Board, uma entidade americana, concluíram que um trabalhador americano é quatro vezes mais produtivo que um brasileiro. Mas, quando comparamos o Brasil aos Estados Unidos, precisamos entender os contextos educacionais, políticos e burocráticos que moldam o perfil dos trabalhadores.
O Brasil é um país com enorme potencial para desenvolver empresas das mais diversas áreas. Quem quer investir ou expandir os negócios, seja nas áreas de mercado imobiliário, automóveis, tecidos, bebidas ou qualquer outra que seja, precisa ter paciência, jogo de cintura e entendimento da dinâmica brasileira para conseguir resultados.
1.Falta de organização e burocracia
Decidi começar o VivaReal no Brasil pelo potencial que percebi no país para o mercado imobiliário e empresas de tecnologia. O que fui observando é que existia, no país, entraves burocráticos que poderiam prejudicar o negócio, caso eu os deixasse passar e tivesse a necessidade de resolver depois. Em outras palavras, a famosa burocracia que causa dor de cabeça para tantos empreendedores brasileiros.
Primeiro que abrir uma empresa no Brasil é algo que exige um tempo relevante. Depois, você percebe que precisa de uma equipe para cuidar apenas desses detalhes da burocracia brasileira, o que atrasa a implementação de projetos e, consequentemente, a produtividade. Agora, pare e pense: se a quantidade de detalhes é justamente o que precisa ser resolvido para que as empresas alcancem seus resultados, a burocracia é aquela famosa pedra no meio do caminho da qual Drummond tanto se queixou.
A falta de organização do mercado também atrapalha a produtividade. O mercado imobiliário brasileiro, por exemplo, tem uma dinâmica totalmente diferente do americano, com as informações desencontradas. Nesse caso, vi que o VivaReal poderia ser muito mais do que um site para anúncios de imóveis.
2. Desenvolvimento de tecnologia
O VivaReal, como eu disse, é uma empresa de tecnologia. No Brasil, o acesso à tecnologia é diferente de países da Europa e dos Estados Unidos. Um exemplo muito nítido disso é a dificuldade que milhares de brasileiros enfrentam para simplesmente comprar um celular de última geração ou ter acesso a internet rápida. Esses tipos de produtos são muito caros e exigem um comprometimento grande da renda que parte do país não pode bancar. E o porquê disso?
SÃO IMPOSTOS E MAIS IMPOSTOS EM CIMA DESSES PRODUTOS, FAZENDO COM QUE ELES SEJAM INVIÁVEISPARA PARTE DA POPULAÇÃO.
E essa relação afeta o país bem mais do que muitos podem imaginar. Se você está se perguntando como, é fácil de ilustrar. Vamos mudar um pouquinho o exemplo:
Pense além, imagine as tecnologias em relação a grandes máquinas que ajudam a acelerar a produção de carros, móveis, brinquedos e outros tantos produtos. Quando um país não consegue se atualizar em tecnologia, ele vai atrasar sua produtividade em relação aos outros países. Consequentemente, será difícil uma competição no cenário global.
3.A formação dos colaboradores
A educação em um país é o que há de mais importante a ser trabalhado para que a maioria dos outros fatores que abordei tenham melhoras. É perceptível a diferença entre os Estados Unidos e o Brasil no incentivo ao empreendedorismo, por exemplo.
A educação empreendedora ajuda as pessoas a terem ideias que possam otimizar serviços já existentes ou até mesmo criar coisas que não existiam e que vão facilitar uma série de atividades do nosso cotidiano. Temos, como exemplos globais, o Airbnb e o Uber. Os dois fizeram com que mercados tradicionais, o da hotelaria e dos táxis, tivessem que repensar seus modelos de negócios.
Nos Estados Unidos existe o incentivo a uma cultura de correr riscos, o que não é tão forte no Brasil.. O empreendedorismo no país é celebrado e admirado e os empreendedores são mais produtivos porque a sua motivação é maior do que a de alguém que não arrisca. Quem começa um negócio quer tanto fazer com que aquilo dê certo, que o foco é inteiramente no trabalho. Qualquer coisa não relacionada ao empreendimento é uma distração. Leituras, programas de TV e até mesmo filmes que o empreendedor traz para sua rotina são voltadas para sua ideia. Diferente, não é?
O empreendedor leva esse espírito de motivação para sua equipe. É o que chamamos de cultura da empresa. Em uma startup, é fácil perceber uma cultura motivacional para fazer com que o negócio dê certo, por conta da presença do fundador, do cara que respira o negócio e incentiva a equipe. Nas empresas mais novas, criadas nos anos 2000, é mais fácil ainda perceber esse clima.
COM O INCENTIVO, A PRESENÇA DE QUEM ACREDITA NO NEGÓCIO E UMA CULTURA EMPRESARIAL BEM ESTABELECIDA, A PRODUTIVIDADE DOS COLABORADORES É MAIOR.
Entrando mais na raiz da educação, um americano tem mais acesso a escola e ensino de qualidade do que um brasileiro. Em termos comparativos, os americanos passam mais tempo estudando e, como consequência, existem colaboradores mais preparados para lidar com a rotina e os problemas do trabalho.
A soma de todos os fatores
Tudo que escrevi até agora está interligado. Não há como melhorar a tecnologia se não existe educação de qualidade. Não podemos desburocratizar um processo se não temos tecnologia para isso. Ter colaboradores altamente produtivos não requer mudanças nas políticas das empresas. É preciso que as mudanças ocorram nas esferas governamentais e nas bases da educação.
As universidades deveriam dar mais atenção ao empreendedorismo e pensar fora do modelo de negócios tradicional. O meio acadêmico ajudaria, e muito, na produtividade, trazendo o questionamento dos padrões de hoje em dia. É preciso que o governo repense as leis existentes que tornam difícieis vários processos para os empreendedores. Com maior facilidade, a competitividade em escala global aumentaria.
O brasileiro não é menos produtivo por apenas pensar em praia. O que acontece é que ele não tem as ferramentas que precisa para ser mais eficiente. Como disse lá no começo, há espaço para o desenvolvimento de indústrias e comércios dos mais variados segmentos no país. É necessária a colaboração dos diversos segmentos da sociedade para que as pessoas tenham acesso com facilidade à educação de qualidade e tecnologia de ponta.
Notícias Técnicas
Solução de Consulta Cosit nº 88/2026 confirma a incidência de IRPJ, CSLL, PIS e Cofins sobre valores recebidos a título de direito de arrependimento em operações de aquisição de unidades empresariais
Nova versão do Guia Prático consolida orientações para a EFD ICMS/IPI, reforça regras relacionadas à Reforma Tributária e traz ajustes para a escrituração fiscal digital
Atualização do Informe Técnico 2025.002 inclui novos códigos de classificação tributária relacionados aos créditos presumidos de IBS e CBS; validações passam a valer em 10 de julho de 2026
CNJ define regras para trabalho de crianças em redes sociais e exige alvará para posts recorrentes com monetização e publicidade. Medida segue o ECA Digital e decreto federal
Com possibilidade de jogos da Seleção em horário comercial na Copa 2026, especialistas detalham limites legais, regras no home office e impacto do ponto facultativo no setor público e privado
Publicação no Diário Oficial da União traz a lista definitiva de habilitados
Pesquisas acendem o alerta para o esgotamento na profissão; Brasil lidera casos de depressão na América Latina
O Imposto Seletivo segue avançando nas discussões da Reforma Tributária e pode trazer impactos relevantes para setores ligados à produção, distribuição e comercialização de bebidas alcoólicas
O CARF decidiu a favor do contribuinte, no processo 16327.900245/2018-23, ao excluir da base da Cofins, no regime cumulativo, as receitas de venda de bens em arrendamento mercantil
Notícias Empresariais
A maior competição do futebol também é um laboratório de gestão
Em muitas empresas há profissionais competentes que passam despercebidos. Eles entregam resultados, sustentam a operação e ajudam o time em momentos críticos, mas não têm visibilidade
Nova medida provisória corrige falha técnica em programa de R$ 17 bilhões e reforça garantias para financiamentos de microempreendedores e transportadores autônomos
As empresas precisam de líderes, mas os profissionais não têm tanta certeza disso
Economista e filósofo destaca a importância de novas métricas além do PIB e a urgência de uma sociedade mais consciente e cooperativa em tempos de crises globais
Consultas podem ser feitas no portal Repis Cidadão
Profissionais que sabem se comunicar com clareza costumam conquistar mais espaço, influência e oportunidades dentro das empresas
Mudanças no mercado, no comportamento do consumidor e nos movimentos da concorrência podem tornar planos elaborados no início do ano menos aderentes à realidade do segundo semestre
Editais da PGFN e do programa Desenrola Rural oferecem abatimentos de até 100% em juros e multas
O emprego estável voltou a ficar moderno — e os jovens estão ajudando a explicar por quê
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade