Programa foi criado para facilitar a adaptação dos contribuintes às novas obrigações relacionadas à emissão de documentos fiscais na transição para o modelo instituído pela Reforma Tributária do Consumo
Área do Cliente
Notícia
É possível aprender a ser um líder?
Escolas de administração voltam o foco de seus cursos para liderança, mas isso seria algo realmente possível de ensinar?
O que se aprende numa faculdade de administração? Negócios, supõe-se. Ou mais precisamente, a administração de empresas. Mas quem examinar o site de qualquer escola de administração do país - ou do mundo, aliás - poderá pensar que o principal tópico que elas ensinam é "liderança".
A marca dominante, Harvard Business School, alega "educar líderes que fazem uma diferença no mundo". A Ross School da Universidade de Michigan, faz melhor, desenvolvendo "líderes que fazem uma diferença positiva no mundo". A Kellog da Northwestern desenvolve "líderes ousados que inspiram o crescimento em pessoas, organizações e mercados". E a Fuqua, da Universidade Duke, diz que faz o que faz porque "o mundo precisa de líderes consequentes".
Aparentemente, as escolas de administração fazem o mesmo: quando perguntado por Charlie Rose, em janeiro, por que o presidente de Harvard o havia escolhido para reitor da escola, Nitin Nohria atribuiu a escolha a seu "background em liderança".
Não foi sempre assim. Durante boa parte do século 20, os paradigmas da educação empresarial prometiam criar, não líderes, mas administradores, aqueles atores econômicos cujo surgimento ocorreu na aurora das mega-corporações, e cujo poder aumentou com o delas. O administrador era o nobre representante da economia americana e assim seria até os anos 70, quando a nação se virou para sua elite administrativa no meio de uma recessão e a acusou de negligência.
Segundo a descrição de um curso em Harvard, líderes autênticos 'exibem altos padrões de integridade, assumem a responsabilidade por seus atos e são guiados por princípios duradouros'
Apanhadas de calça curta vendendo um título, "administrador", que havia perdido sua chancela social, as torres de marfim dos negócios se esfalfaram para encontrar um novo mote. E elas o encontraram em liderança.
A investida das escolas de administração no ensino de liderança pode ser remontado a meados de 1977, quando Abraham Zaleznik, professor de Harvard, publicou um trabalho intitulado Managers and Leaders: Are They Different? (Administradores e líderes: serão diferentes? em tradução livre). A resposta foi um enfático sim. Líderes eram visionários que empolgavam as tropas para marcharem para a batalha. Administradores eram sargentos de pelotão que realmente os faziam marchar para a batalha.
Mas os problemas eram óbvias desde o começo: a liderança seria uma qualidade emergente, tanto situacional como específica de contexto? Ou seria algo que se pode realmente ensinar? Isto é, era possível ser um líder sem jamais ter liderado alguma coisa? As escolas de administração insistem que sim.
Em sua história de 2007 do MBA, From Higher Aims to Hired Hands (De objetivos superiores a pessoal contratado, em tradução livre), Rakesh Khurana, reitor do Harvard College e professor de desenvolvimento de liderança, delineou as várias abordagens pedagógicas.
A maioria entra num espectro, com conhecimento explícito e teoria numa ponta e habilidade e técnica na outra. A Kenan-Flagler da Universidade da Carolina do Norte, por exemplo, se inclina pesadamente para sociologia e psicologia na construção de uma abordagem "científica" da tarefa. Kellog, Wharton na Universidade da Pensilvânia, e Booth na Universidade de Chicago, por sua vez, enfatizam exercícios de interpretação de papéis e construção de equipes para desenvolver a experiência em liderança.
Uma terceira abordagem envolve um mergulho profundo nos próprios valores e ideias do sujeito, com o objetivo final de este ser um líder suficientemente "autêntico" para que outros marchem conforme a sua música. Segundo a descrição de um curso em Harvard, líderes autênticos "exibem altos padrões de integridade, assumem a responsabilidade por seus atos, e são guiados por princípios duradouros e não por experiências de curto prazo". O desenvolvimento de liderança, diz Khurana, é "uma jornada pessoal".
A maioria das escolas incorpora as três abordagens, enfrentando as habilidades tangíveis de liderança - a capacidade de trabalhar em equipe, influenciar outros, administrar conflitos e se comunicar.
E quem ensinaria tudo isso? CEOs das 500 empresas da revista Fortune? Gurus de administração? Acadêmicos? Ann L. Cunliffe, uma especialista em estudos organizacionais que atualmente leciona na Universidade de Bradford na Inglaterra, de início recusou-se a dar um curso de liderança num programa de MBA executivo - ela não achava que um professor tivesse algo a dizer sobre como liderara a executivos tarimbados.
Mas mudou de ideia quando lhe ocorreu que liderar uma empresa e liderar uma turma envolviam os mesmos desafios: "pensar criticamente, ver situações de novas maneiras, ser capaz de lidar com incerteza e ambiguidade, aprender com experiência e erros, conhecer a si próprio e, ela escreveu num trabalho de 2009, "ser passional no que faz". Cunliffe chama isso de "filosofia" da liderança. Mas também poderia ser chamado de filosofia de vida.
O que coloca a questão, de novo, de se a liderança pode ser empacotada e ensinada em vez de acumulada mediante a experiência. John Van Maanen, um professor de administração na Sloan do Instituto de Tecnologia de Massachusetts que leciona um curso chamado "Liderar Organizações", não tem certeza de que pode.
"Mesmo hoje, três décadas depois, não há uma real definição do assunto", diz ele. "Podemos tornar pessoas mais conscientes de dilemas éticos em negócios, da dificuldade de dirigir pessoas em tempos adversos, e da confiança e habilidades necessárias para isso. Mas a ideia de que tais habilidades possam ser transmitidas para que se possa ensinar alguém a qualquer momento, é ideologicamente vazia."
"É difícil não se frustrar com o foco excessivo nisso", diz ele, "mas a coisa se tornou tão popular que aparentemente não podemos ensinar o suficiente dela."
Van Maanen não está sozinho no seu ceticismo. Sempre existiram dúvidas sobre se há realmente um fundamento teórico adequado para a liderança, ao contrário do estudo da administração, enraizado como está nas disciplinas da empresa moderna: finanças, contabilidade, marketing, operações, etc. Com salientou Joseph C. Rost em seu livro de 1991, Leadership for the 21st Century (Liderança para o século 21, em tradução livre), a falta de consenso sobre o assunto significa que a liderança é praticamente "qualquer coisa que qualquer um queira dizer que é", e líder é "qualquer um assim designado". /Tradução de Celso Paciornik
Notícias Técnicas
Receita e Comitê Gestor analisam sugestões apresentadas ao texto publicado em abril; revisão ocorre em meio à adaptação das empresas às novas regras da Reforma Tributária
TST definiu que o motivo do saque determinará se a ação deve tramitar na Justiça do Trabalho ou na Justiça comum
Prepare sua empresa para as novas regras internacionais de contratos e receitas
IBS e CBS incorporados, PGDAS-D ampliado e dados fiscais cruciais para MPEs em 2027
Evite multas e complicações fiscais garantindo a transmissão dos arquivos dentro do cronograma da Receita Federal
Entenda o que diz a CLT neste momento de fim de relação trabalhista
Especialistas recomendam manter documentos contábeis por determinado tempo para evitar pendências com a Receita. Confira
A Solução de Consulta COSIT nº 138/2026 estabelece que JCP e dividendos não podem ser deduzidos da base de cálculo da atualização opcional de bens e direitos mantidos no exterior, conforme a Lei nº 14.754/2023
A Solução de Consulta COSIT nº 144/2026 define as condições para o aproveitamento de créditos de PIS/Pasep e Cofins sobre encargos de depreciação de edificações no regime de antecipação de desconto
Notícias Empresariais
Ferramentas de IA conseguem produzir análises, textos e recomendações em segundos. O diferencial profissional começa a mudar quando obter uma resposta deixa de ser difícil e avaliar se ela merece confiança
Dados do iFood Benefícios apontam avanço no uso de recursos para qualificação, enquanto escassez de talentos e mudanças provocadas pela IA pressionam empresas a aproximar benefícios, carreira e desenvolvimento profissional
Agendas lotadas, reuniões excessivas e disponibilidade constante podem dar aparência de comprometimento, mas também reduzir o tempo necessário para realizar um trabalho de qualidade
A inteligência artificial já faz parte da rotina das pequenas e médias empresas, mas uma nova discussão começa a ganhar força
A tecnologia pode ajudar a entregar mais, mas só transforma o trabalho quando nos ajuda a pensar, decidir e nos relacionar melhor
Entenda a verdadeira rentabilidade para decisões estratégicas e financeiras
Abertura de novos escritórios exige rigor regulatório, atualização constante e posicionamento assertivo de mercado
Com menos tarefas rotineiras para aprender na prática, empresas precisam tornar o pensamento dos líderes visível, incentivar mentores e criar conversas de aprendizado no dia a dia
Reconhecimento é fundamental para a liderança, mas elogios excessivos, vagos ou distribuídos sem critério podem produzir um efeito inesperado: profissionais que passam a depender constantemente da aprovação do chefe
Agosto chegou e, com ele, começa aquele ritual conhecido nas salas de diretoria: as discussões de orçamento e planejamento estratégico para o próximo ano
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade