Ambiente de Produção Restrita ficará indisponível a partir das 19h e terá novos eventos, schemas XML e API de limpeza de dados
Área do Cliente
Notícia
Inflação em alta vai pressionar os juros
O aumento da Taxa Selic, hoje em 10,75%, seria uma saída para segurar os índices em 2011.
A diretoria do Banco Central a ser nomeada pela presidente eleita, Dilma Rousseff, terá uma dura missão pela frente. Se os índices de inflação mantiverem a toada de alta como a vista em outubro, não lhe restará outra opção a não ser a de aumentar a taxa básica de juros (Selic), de 10,75% ao ano, já no início de 2011. Essa é a visão de boa parte dos analistas e de alguns integrantes da equipe econômica da administração Lula.
No mês passado, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência para o sistema de metas do governo, deu um salto de 0,75% — resultado acima de todas as projeções do mercado. Foi o pior outubro desde 2002, quando a taxa havia cravado 1,31%. No acumulado dos 10 primeiros meses deste ano, a inflação chegou a 4,38%, superando todo o resultado do ano passado (4,31%) e encostando no objetivo central perseguido pelo BC, de 4,5%.
O clima é de apreensão na equipe de transição de governo, pois elevar a Selic é uma medida impopular e vai contra os planos de Dilma, que era justamente o de baixar a taxa. O que se discute nos gabinetes da Esplanada dos Ministérios e no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, onde está instalada a equipe da presidente eleita, é como manter as expectativas inflacionárias do mercado sob controle — um importante balizador para a formação futura das taxas reais de juros.
O que se vê hoje é um descompasso entre os analistas financeiros e o BC. Enquanto a autoridade monetária segue mandando mensagens de que a inflação está convergindo para o centro da meta, faz oito semanas que os especialistas elevam as estimativas para o IPCA de 2010 — e, segundo economistas ouvidos pelo Correio, as expectativas continuarão piorando, com as projeções podendo chegar a 5,5%. O mesmo deverá ocorrer com as previsões de 2001, que já estão em 5%.
“Para os próximos meses, deveremos continuar a ver índices de preços ao consumidor pressionados, bastante influenciados por alimentação, mas também por núcleos (que descontam reajustes atípicos) em patamares próximos ao resultado apresentado ontem”, disse Octávio de Barros, diretor de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco e um dos cotados para a Presidência do BC de Dilma, caso Henrique Meirelles não seja mantido no cargo.
Com esse cenário de deterioração nas previsões do mercado de escalada da inflação, não se sabe se o governo realizará as primeiras maldades na reunião de dezembro do Comitê de Política Monetária (Copom), provavelmente a última sob o comando de Meirelles, ou se o BC vai preferir contar com a sorte de os reajustes de preços se arrefecerem. Nesse cenário otimista, em vez de subiram, os juros poderiam até cair, para alegria de Dilma.
Desconforto
O desconforto é geral. “O BC vinha dizendo que via outro cenário de inflação. Estava prevendo um quadro mais benigno do que a imensa maioria do mercado”, afirmou Eduardo Otero, sócio da Consultoria Progredir Investimentos. Para Elson Teles, economista-chefe da Máxima Asset Management, o BC enfrenta o risco de disseminação de alta de preços. “O IPCA superou todas as expectativas do mercado. Além dos alimentos que pressionaram bastante em outubro, outros preços também apresentaram alta. O problema é o risco de propagação ”, alertou.
O feijão-carioca foi o item que ficou mais caro no ano, com alta acumulada de 109,78%. Porém, em outubro, o vilão para a mesa do consumidor foi a carne bovina, que ficou 3,48% mais cara. Não é à toa que o vendedor Willian Gonçalves dos Santos, 20 anos, e a mulher dele, Aline Almeida Faustino, 23, reclamam da carestia desses produtos. “Os preços do feijão e da carne estão muito salgados”, queixou-se Aline. “Para aguentar esses aumentos, o salário tinha que subir também. Não há orçamento que acomode tantos reajustes”, acrescentou Willian.
A alta dos alimentos foi responsável por mais da metade da inflação de outubro. Além da carne e do feijão, a batata e o açúcar também encareceram. “No caso do feijão, houve quebra em safras importantes O clima também afetou a qualidade do produto. Por isso, a oferta está pequena”, justificou Irene Maria Machado, gerente de Pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “Reajustes para empregados domésticos e no aluguel, condomínio e combustível também pressionaram bastante a inflação do mês”, disse.
O forte reajuste dos alimentos nos últimos dois meses, segundo analistas, foi um reflexo da supervalorização das commodities agrícolas em todo o mundo. “Houve um aumento da demanda na China e em países emergentes, além de uma parte especulativa por causa do aumento de liquidez (excesso de dólares no mundo), que afeta o mercado como um todo”, afirmou Elson Teles.
Indicador pode cair
» O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, admitiu ontem que a meta de inflação de 4,5% poderá ser reduzida durante o governo da presidente eleita, Dilma Rousseff. “É um tema que pode ser conversado e uma alteração não seria feita de forma abrupta, mas num processo gradual”, afirmou. Como o percentual para 2011 já está definido (no patamar atual), a análise de uma eventual redução poderia ser feita para vigorar a partir de 2012. Durante a campanha eleitoral, Dilma afirmou que pretende, durante a sua gestão, reduzir os juros reais para um patamar próximo a 2% (atualmente está em cerca de 5%) e, neste processo, seria interessante reduzir o centro da meta de inflação. Bernardo destacou que há sinais de pressões inflacionárias vindas, especialmente, do avanço dos preços de commodities. Entretanto, evitou opinar sobre a possibilidade de um novo aperto monetário já no início do ano que vem. “Eu não reduzo e não aumento juros, então não dou palpite”, disse.
Notícias Técnicas
Nova regra aprovada pelo CGSN muda o reconhecimento das receitas e determina que a apuração mensal considere o faturamento das operações
A transição para IBS e CBS exige dados e sistemas preparados desde já
Empresas poderão manter o modelo tradicional ou aderir ao regime híbrido para recolhimento de IBS e CBS a partir de 2027
Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 institui o Programa Nacional de Conformidade Tributária
A CBS e o IBS são pilares da Reforma Tributária e foram criados para simplificar a tributação sobre o consumo, reduzir a burocracia e aumentar a transparência do sistema
A Receita Federal regulamentou o procedimento autônomo para a solução consensual de conflitos tributários e aduaneiros, ampliando as alternativas de mediação e negociação entre o Fisco e os contribuintes
A Receita Federal atualizou as regras de arrolamento de bens e direitos, criando tratamento específico para contribuintes com os Selos Confia ou Sintonia, conforme a IN RFB nº 2.338/2026
O CARF manteve a glosa de despesas financeiras de uma holding imobiliária, entendendo que empréstimos repassados gratuitamente a empresas do grupo não atendiam aos requisitos para dedução no IRPJ e na CSLL
O STF manteve o entendimento de que a discussão sobre a exigibilidade do DIFAL do ICMS possui natureza infraconstitucional, conforme o Tema 1.331 da repercussão geral
Notícias Empresariais
Responder mensagens, participar de reuniões e resolver pequenas pendências mantém qualquer profissional ocupado. O problema aparece quando sobra cada vez menos tempo para aquilo que realmente deveria avançar
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, saúde, desenvolvimento e proteção familiar ganham peso nas decisões dos jovens e pressionam o RH a construir pacotes que façam sentido dentro e fora da empresa
O líder tem o direito de sentir e expor medo?
Medidas ampliam o combate a fraudes e facilitam a recuperação de valores em movimentações suspeitas
Fortaleça a governança e o planejamento empresarial com esta ferramenta
Tentativas de fraude por internet e telefone atingiram 44% dos pequenos negócios segundo pesquisa do Sebrae e FGV; especialistas orientam empresários a desconfiar de cobranças antecipadas
Investidores poderão acessar serviços pelo Portal do Investidor
Boletim Focus projeta inflação de 5,02% e Selic de 13,75% em 2026
Estratégia costuma ser associada a novos mercados, produtos e oportunidades. Mas empresas também precisam definir quais clientes não atenderão, quais projetos não receberão recursos
O que acontece quando deixamos de reagir ao mundo e começamos a observá-lo antes de responder?
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade