Ambiente de Produção Restrita ficará indisponível a partir das 19h e terá novos eventos, schemas XML e API de limpeza de dados
Área do Cliente
Notícia
Todo cliente é VIP, mas uns são mais VIPs que os outros
Mais que um status, ser VIP é uma forma de pertencimento, um life style intimamente ligado a inúmeros rituais e cerimônias de etiqueta, ética e estética
Nas palavras de Jean Casterède, “Compra-se não o objeto, mas o símbolo. Deixa-se o universo material para adentrar o universo mental”, e neste processo “é luxuoso tudo o que é raro, incomum e não usual”. Isso não é de hoje. Desde os mais remotos tempos nas mais ancestrais das tribos, o luxo é uma forma subjetiva de satisfazer algumas de nossas fantasias de posse, ostentação e coleção que, expostas, nos diferenciam dos demais ou nos colocam em grupos de afinidade. Como o grupo dos VIPs.
Mais que um status, ser VIP é uma forma de pertencimento, um life style intimamente ligado a inúmeros rituais e cerimônias de etiqueta, ética e estética. Como o de dar, receber e retribuir. Diz o ditado que “é dando que se recebe”, e é bem verdade que ninguém acessa um mundo de exclusividades gratuitamente. Muitas vezes o preço é alto. Mas em compensação, abrem-se as portas de um mundo de “vantagens”.
Estudos de neuromarketing associam esta necessidade a um complexo processo de compensações, que por vezes faz com que as pessoas invistam ou gastem irrefletidamente buscando a antecipação de um prazer de recompensa. “Quanto maior for o estresse a que estivermos submetidos em nosso mundo, maior será nossa procura por bases sólidas. E quanto mais procramos as bases sólidas, mais nos tornamos dependentes da dopamina. E quanto mais dopamina circula por nosso cérebro, mais coisas queremos”, formula Martin Lindstrom, estudioso do neuromaketing.
A liquidação em primeira mão, o coquetel de lançamento da coleção, os convites para a pré-estréia, entradas para o show de camarote, as conferences com grandes personalidades (da moda, dos negócios…), atendimento especial, serviços complementares, amostras de produtos, gifts e mais gifts… Quem não quer? Tudo lindo, mas como o outro lado tem sempre o outro lado, o que para uns é acesso para outros é processo.
Matéria no Caderno Vitrine p8 da FSP de 13/03/2010 destaca, conforme comentários de Mariana Ferraz, consultora do IDEC (Instituto de Defesa do Consumidor): “A prática de brindes pode incitar a pessoa a comprar só para ter o benefício. Já o fato de os VIPs terem preferência na venda fere o artigo 39 do Código de Defesa do Consumidor, que proíbe os fornecedores de se recusarem a vender produtos caso existam em estoque.” E também cita o advogado Arthur Rollo: “o fornecedor tem que dispensar igualdade de tratamento a consumidores que estão nas mesmas condições”. E na prática, como funciona? Para falar sobre Gifts e VIPs, convido Ismael Rocha, Diretor de Extensão e Operações da ESPM, connoisser do luxus, para versar sobre a questão.
MP: O que é ser um “very important client” ? um estado de espírito, uma condição social ou um pecado?
IR: Ser VIP é uma condição social, pois o mercado define as pessoas por sua capacidade de compra, por sua habilidade em gerar negócios, por seu papel na economia. Desta forma se adquire poder, se ganha destaque perante os outros e passa-se a ser percebido e recebido de forma diferente.
MP: Quem paga mais leva mais, leva até um gift. É a lei da selva capitalista. Pode-se cobrar justiça na mercadologia?
IR: Marketing é a capacidade de fazer trocas, de forma a que os dois lados (o que vende e o que compra) fiquem satisfeitos. Tem por objetivo fazer com que todas as classes sociais, mediante serviços e produtos ofertados, fiquem felizes com as suas aquisições. De forma justa, equalizada e democrática. O benefício deve ser para todos e não deve haver aspecto negativo. Considerando o gifting, as classes de maior poder aquisitivo recebem itens que lhes trarão benefícios de acordo com as suas expectativas; e as classes de baixa renda, proporcionalmente, recebem gifts de acordo com o seu repertório de objetos de desejo. O valor do gift está associado ao valor percebido para cada target. Discriminar ou não prestigiar o consumidor significa um mau uso tanto do marketing quanto do gifting.
MP: Mastige é o luxo para as massas. Como repensar o luxo e o gifting considerando o império da “classe C”?
IR: Essa é uma longa história. De forma resumida, entender a classe C no Brasil é entender uma realidade antropológica e sociológica que as leituras sobre o luxo ainda não atingiram, pois se trata de uma classe ascendente, em permanente movimento ? um dinamismo único e diferente de economias onde classes não são remanejáveis. Estas pessoas não perderam status e sim estão alcançando novas posições sociais conforme vão subindo. E precisam criar elementos claros que tangibilizam e dão sentido à nova situação.
Daí a importância do gifting, gerando símbolos, estigmas e ícones de identidade que mostram para o grupo de referência que certo indivíduo foi a determinado lugar, que tem um status diferenciado, que passa a pertencer a uma nova referência, representação ou grupo social (“eu tenho, você não tem”). Afinal, o consumo de luxo é símbolo de identidade mais que um luxo. É um processo mágico, uma conquista que tem valor importantíssimo por delimitar grupos de pertencimento: status frente ao grupo ao qual pertencem e ao grupo ao qual pertenceram.
É… Já diziam as célebres palavras do Big Brother George Orwell: “Os animais são todos iguais, mas uns são mais iguais que os outros”. E se tudo é igual, taí a dica: o gifting deve ser bem diferente. Fique ligado. O mercado está de olho! Dicas, idéias, cases, sugestões?
Notícias Técnicas
Nova regra aprovada pelo CGSN muda o reconhecimento das receitas e determina que a apuração mensal considere o faturamento das operações
A transição para IBS e CBS exige dados e sistemas preparados desde já
Empresas poderão manter o modelo tradicional ou aderir ao regime híbrido para recolhimento de IBS e CBS a partir de 2027
Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 5/2026 institui o Programa Nacional de Conformidade Tributária
A CBS e o IBS são pilares da Reforma Tributária e foram criados para simplificar a tributação sobre o consumo, reduzir a burocracia e aumentar a transparência do sistema
A Receita Federal regulamentou o procedimento autônomo para a solução consensual de conflitos tributários e aduaneiros, ampliando as alternativas de mediação e negociação entre o Fisco e os contribuintes
A Receita Federal atualizou as regras de arrolamento de bens e direitos, criando tratamento específico para contribuintes com os Selos Confia ou Sintonia, conforme a IN RFB nº 2.338/2026
O CARF manteve a glosa de despesas financeiras de uma holding imobiliária, entendendo que empréstimos repassados gratuitamente a empresas do grupo não atendiam aos requisitos para dedução no IRPJ e na CSLL
O STF manteve o entendimento de que a discussão sobre a exigibilidade do DIFAL do ICMS possui natureza infraconstitucional, conforme o Tema 1.331 da repercussão geral
Notícias Empresariais
Responder mensagens, participar de reuniões e resolver pequenas pendências mantém qualquer profissional ocupado. O problema aparece quando sobra cada vez menos tempo para aquilo que realmente deveria avançar
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, saúde, desenvolvimento e proteção familiar ganham peso nas decisões dos jovens e pressionam o RH a construir pacotes que façam sentido dentro e fora da empresa
O líder tem o direito de sentir e expor medo?
Medidas ampliam o combate a fraudes e facilitam a recuperação de valores em movimentações suspeitas
Fortaleça a governança e o planejamento empresarial com esta ferramenta
Tentativas de fraude por internet e telefone atingiram 44% dos pequenos negócios segundo pesquisa do Sebrae e FGV; especialistas orientam empresários a desconfiar de cobranças antecipadas
Investidores poderão acessar serviços pelo Portal do Investidor
Boletim Focus projeta inflação de 5,02% e Selic de 13,75% em 2026
Estratégia costuma ser associada a novos mercados, produtos e oportunidades. Mas empresas também precisam definir quais clientes não atenderão, quais projetos não receberão recursos
O que acontece quando deixamos de reagir ao mundo e começamos a observá-lo antes de responder?
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade