Alterações divulgadas possuem caráter de comunicação técnica antecipada e serão formalmente consolidadas
Área do Cliente
Notícia
Mutuário poderá escolher seguro
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar, em reunião marcada para a semana que vem, uma nova regulamentação dos seguros vinculados a financiamentos habitacionais. O objetivo é estabelecer a competição entre as seguradoras e forçar a queda
Alex Ribeiro
O Conselho Monetário Nacional (CMN) deve aprovar, em reunião marcada para a semana que vem, uma nova regulamentação dos seguros vinculados a financiamentos habitacionais. O objetivo é estabelecer a competição entre as seguradoras e forçar a queda dos preços das apólices.
Hoje, os bancos geralmente fazem a venda casada de seguros e dos financiamentos imobiliários. No caso da Caixa Econômica Federal, por exemplo, havia um contrato de exclusividade com a Caixa Seguros. Bancos privados adotam a mesma prática, oferecendo seguros de empresas de seus próprios conglomerados. A medida provisória (MP) nº 459, editada em março, acaba com a venda casada. Dessa forma, o acordo de exclusividade da Caixa foi automaticamente extinto, assim como nos demais casos. Os bancos estão obrigados a oferecer aos clientes apólices de mais de uma seguradora - e caberá aos clientes escolher a alternativa mais vantajosa.
Na reunião de segunda-feira o CMN vai estabelecer os detalhes operacionais. Técnicos envolvidos nas discussões informam que será criada uma apólice padrão, prevendo a cobertura por morte, invalidez ou danos materiais. A ideia, ao uniformizar as coberturas, é permitir a comparação entre os produtos, tornando mais fácil para os clientes escolher a alternativa mais barata. As seguradoras poderão oferecer produtos diferenciados. Mas será obrigatório apresentar o pacote padrão.
A regulamentação do Conselho Monetário vai prever que os clientes que não ficarem satisfeitos com as opções oferecidas pelo banco poderão buscar uma alternativa mais barata no mercado. Nesse caso, o seguro também será cobrado junto com o carnê de prestações do financiamento imobiliário.
Desde 1974, todos financiamentos habitacionais têm que ter, vinculados, um seguro. O princípio geral é que, no caso de morte e invalidez, o seguro quita automaticamente o financiamento. Nos danos materiais, cobre as perdas no imóvel. O preço do seguro varia de acordo com a idade do mutuário, prazo do financiamento e valor do empréstimos. Por exemplo, para um cliente com 20 anos de idade que pega um financiamento com prazo de 20 anos, o seguro pode ser tão baixo como 2% da prestação do empréstimo. Mas, numa situação simular, um cliente com 60 anos pagaria 8,6%.
Nos últimos anos, o Ministério Público passou a questionar a venda casada do seguro. Já há decisão de última instância obrigando os bancos a oferecer mais de uma opção. Mas, mesmo nos casos em que a Justiça concedeu o direito de escolha, o mutuário geralmente não consegue exercê-lo, porque não há produtos no mercado que não sejam casados a financiamentos.
Os bancos e seguradoras terão 90 dias para se adaptar à nova regra. Nesse período, vão assinar convênios com as seguradoras para oferecer apólices coletivas de seguro aos clientes. Paralelamente, as seguradoras vão criar apólices individuais para quem não ficar satisfeito com as alternativas oferecidas pelos bancos. A tendência, nesse caso, é que o prêmio seja maior, porque geralmente os seguros individuais são mais caros que as apólices coletivas, que garantem ganhos de escala e maior diluição dos riscos de sinistro.
Técnicos do governo dizem que os resultados da nova regra ainda precisam ser testados. De um lado, as regras significam o aumento de custos operacionais, porque os bancos e seguradoras terão que interligar sistemas para oferecer os produtos e cobrar os prêmios do seguro. De outro, a maior competição tende a derrubar os preços. Não será surpresa, afirma um técnico, se os preços subirem temporariamente, até que o sistema se ajuste à nova regra, e caia em seguida.
No Chile, onde vigora a opção de escolha, apenas 15% dos clientes optam por um seguro diferente do oferecido pelo banco. Nesse caso, pesa muito a conveniência de fazer tudo em um banco só. Nos Estados Unidos, os próprios bancos encaminham os clientes para seguradoras independentes, porque assim evitam acumular os riscos do financiamento e do seguro.
Todas as regras acima valem para os financiamentos feitos pelo Sistema Financeiro habitacional (SFH), Sistema Financeiro Imobiliário (SFI) e Sistema Hipotecário (SH). Mas não se aplicam ao programa "Minha Casa, Minha Vida". Nesse programa, o seguro é gerido pelo governo. Inconformado com os altos preços dos seguros, o presidente Lula determinou a criação de um fundo garantidor que cobre tanto os riscos de o mutuário ficar desempregado como sinistros como morte, invalidez e danos materiais. O Tesouro fez aporte de R$ 2 bilhões nesses fundo e os agentes financeiros que operam no programa vão destinar ao fundo o equivalente a 0,2% de cada empréstimo concedido. Será definido pelo governo um percentual fixo de contribuição de cada mutuário do programa. Esse percentual deve ser bem menor do que o seguro imobiliário tradicional porque o sistema funciona com subsídio.
Notícias Técnicas
A Receita Federal alterou o cronograma de atualização da e-Financeira para adequação ao CNPJ alfanumérico, conforme o ADE Cofis nº 14/2026
Você sabe dizer se o empregado que sofrer acidente do trabalho e que já estiver aposentado também tem direito à manutenção do seu contrato com a empresa por 12 meses?
As mudanças do Simples Nacional em 2026 incluem novas multas e concentram em setembro decisões importantes sobre a opção para 2027 e o regime de IBS/CBS
O STJ considerou ilegal o bloqueio da inscrição estadual e a suspensão de notas fiscais como forma de cobrança coercitiva
Variações cambiais de serviços prestados ao exterior não obrigam a empresa ao Lucro Real, segundo a Receita Federal
A Receita Federal consolidou entendimento favorável ao contribuinte sobre a tributação, no Simples Nacional, de operações de importação por conta e ordem de terceiros, por meio da Solução de Consulta COSIT nº 148/2026
A Receita Federal definiu que há IRRF sobre aluguéis pagos em atraso, mesmo quando o recebimento ocorre por sentença judicial ou acordo homologado, conforme a Solução de Consulta COSIT nº 147/2026
Obrigações têm períodos de referência diferentes e exigem atenção de contadores na apuração e transmissão das informações
Receita avalia ampliar prazo para desistência da opção por IBS e CBS fora do Simples caso alíquota não seja conhecida a tempo; mudanças ainda dependem de atos oficiais
Notícias Empresariais
Planos de contingência podem parecer desperdício quando tudo funciona. O problema é descobrir que eles eram necessários justamente no momento em que já não existe tempo para prepará-los
A gestão de pessoas deixou de ser apenas operacional. Uma abordagem integrada e estratégica tornou-se essencial para a saúde e sustentabilidade das organizações
Muitas empresas têm líderes competentes, mas ainda sem atuação verdadeiramente estratégica. O desafio é transformar talento e comprometimento em liderança estratégica
Profissionais valiosos são ativos, mas a concentração de conhecimento gera riscos
Implementar uma mudança pode ser relativamente simples; o verdadeiro desafio está em fazer com que novos padrões continuem funcionando quando a pressão inicial desaparece
Formar uma liderança capaz de desenvolver e reter talentos é uma vantagem competitiva
Precificação, custos, impostos, processos e falta de controle podem reduzir o lucro mesmo quando o faturamento continua crescendo
Dispensa do plano de gerenciamento não livra empresas de responsabilidades sobre resíduos; desconhecer as regras pode aumentar riscos legais e custos
Responder mensagens, participar de reuniões e resolver pequenas pendências mantém qualquer profissional ocupado. O problema aparece quando sobra cada vez menos tempo para aquilo que realmente deveria avançar
Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, saúde, desenvolvimento e proteção familiar ganham peso nas decisões dos jovens e pressionam o RH a construir pacotes que façam sentido dentro e fora da empresa
Notícias Melhores
Atividade tem por objetivo garantir a perpetuidade das organizações através de planejamento e visão globais e descentralizados
Semana traz prazo para o candidato interpor recursos
Exame de Suficiência 2/2024 está marcado para o dia 24 de novembro, próximo domingo.
Com automação de processos e aumento da eficiência, empresas contábeis ganham agilidade e reduzem custos, apontando para um futuro digitalizado no setor.
Veja as atribuições da profissão e a média salarial para este profissional
O Brasil se tornou pioneiro a partir da publicação desses normativos, colaborando para as ações voltadas para o combate ao aquecimento global e o desenvolvimento sustentável
Este artigo analisa os procedimentos contábeis nas operadoras de saúde brasileiras, destacando os desafios da conformidade com a regulação nacional e os esforços de adequação às normas internacionais de contabilidade (IFRS)
Essas recomendações visam incorporar pontos essenciais defendidos pela classe contábil, os quais poderão compor o projeto final previsto para votação no plenário da Câmara dos Deputados
Pequenas e médias empresas (PMEs) enfrentam uma série de desafios que vão desde a gestão financeira até o cumprimento de obrigações fiscais e planejamento de crescimento
Este artigo explora técnicas práticas e estratégicas, ajudando a consolidar sua posição no mercado competitivo de contabilidade