De acordo com cálculos da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Unafisco Nacional), de 1996 até setembro de 2022, a defasagem da tabela do Iimposto de Renda chega a 144,12%. O cálculo foi feito com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumulado de 1996 a setembro deste ano e considera os ajustes ocorridos na tabela do IR ao longo deste período. Somente no governo de Bolsonaro, a defasagem é de 30,9%.
Hoje, declara quem recebe até R$ 1.903,98 mensais de renda tributável. A faixa de isenção, para quem recebe abaixo desse valor, atinge 7,62 milhões de contribuintes. Caso a correção da Tabela do IR pela inflação tivesse ocorrida desde 1996, no percentual integral da variação do IPCA no período, a faixa de isenção atingiria 24,53 milhões de pessoas. Ou seja, cerca de 17 milhões de brasileiros a mais não cairiam nas garras do Leão.
Para a Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), a correção da tabela, e das demais faixas em 162,7%, que elevaria a faixa de isenção para renda mensal de R$ 5.000, como prometido em campanha pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, deve resultar em uma renúncia de arrecadação de mais de R$ 190 bilhões.
Sem correção
Com correção de 144,12% desde 1996
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