Empresários e parlamentares federais farão um ato dia 8 de novembro em Brasília, duas semanas após a eleição, para defender a aprovação do projeto de lei que aumenta o teto de faturamento para enquadramento nos regimes tributários do Microempreendedor Individual (MEI) e das micro e pequenas empresas do Simples Nacional.
A atualização do teto de faturamento do Simples e do MEI está defasada desde 2016, ainda no governo Michel Temer (MDB).
A proposta já foi aprovada pelo Senado Federal e por duas comissões da Câmara, mas falta a votação dos deputados em plenário. A Receita Federal se posicionou contra, dizendo que a renúncia de receita superará R$ 66 bilhões por ano.
Presidente da Frente Parlamentar do Empreendedorismo, o deputado Marco Bertaiolli (PSD-SP) afirmou que a intenção é votar no plenário da Câmara o regime de urgência para o projeto logo após o segundo turno das eleições e, na semana seguinte, promover uma grande mobilização em Brasília com empresários e as frentes parlamentares do setor produtivo.
Segundo Bertaiolli, é preciso aprovar o projeto até dezembro para que os novos limites de faturamento tenham validade em 2023.
“Queremos um grande ato com todos os setores para que a gente possa ir unido ao plenário para aprovar o projeto. Precisamos fazer uma grande mobilização para que o governo seja convencido da necessidade de aprovação”, afirmou Bertaiolli.
O projeto aumenta o teto de faturamento para uma empresa ou microempreendedor continuar a aproveitar desses regimes tributários favorecidos. Os novos limites seriam:
Além disso, o texto autoriza o MEI a contratar dois funcionários, desde que recebam no máximo um salário mínimo, e cria uma regra de correção anual dos valores pela inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).
O projeto foi aprovado na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara em junho deste ano, com o governo se manifestando contra a aprovação.
Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a aprovação ocorreu já no início da campanha eleitoral, no fim do mês de agosto, em votação simbólica. O governo não manifestou se era contra ou a favor do projeto, mas novamente permitiu que a votação ocorresse sem registro individual de voto e sem atuar de maneira mais firme para tirar o projeto de votação.
Relator na CCJ e indicado agora para negociar o projeto no plenário, o deputado Darci de Matos (PSD-SC) disse que a proposta é muito importante para o país.
“Tem apoio do governo, sim. Já fiz um acordo com o [ministro da Economia] Paulo Guedes de que aprovamos depois do segundo turno”, afirmou.
No entanto, Matos não explicou porque o projeto só será aprovado após a eleição se o governo de fato está apoiando.
Com informações do Valor Econômico
Fonte: Portal Contábil
| Compra | Venda | |
|---|---|---|
| Dólar Americano/Real Brasileiro | 5.0216 | 5.0222 |
| Euro/Real Brasileiro | 5.6241 | 5.6261 |
| Atualizado em: 07/10/2026 19:32 | ||
| 07/2026 | 08/2026 | 09/2026 | |
|---|---|---|---|
| IGP-DI | -0,86% | 0,06% | |
| IGP-M | -1,16% | -0,22% | 1,57% |
| INCC-DI | 0,61% | 0,66% | |
| INPC (IBGE) | -0,01% | -0,32% | |
| IPC (FIPE) | -0,03% | 0,01% | 0,51% |
| IPC (FGV) | -0,08% | -0,37% | |
| IPCA (IBGE) | 0,07% | -0,32% | |
| IPCA-E (IBGE) | 0,06% | -0,40% | 0,70% |
| IVAR (FGV) | 0,66% | 0,29% |